Blog do Heu

30 novembro, 2009

As Aventuras do Barão Munchausen

As Aventuras do Barão Munchausen

Inspirado pela pré estreia do novo filme do Terry Gilliam, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, na tela gigante montada à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, resolvi montar uma sessão dupla e rever As Aventuras do Barão Munchausen. Infelizmente, em dvd…

O Barão Munchausen realmente existiu, foi um militar alemão que serviu pelo exército russo e participou de duas campanhas contra os turcos. Quando voltou para casa, contava histórias fantásticas e exageradas sobre suas aventuras. Suas histórias eram tão boas que Rudolph Erich Raspe resolveu reuní-las e publicá-las em 1785, como um livro de aventuras infanto-juvenil. O filme não é baseado na vida real, e sim no livro exagerado de Raspe!

O filme é divertidíssimo! Acompanhamos o Barão enquanto ele viaja para a lua, para o interior do vulcão Etna e até para dentro da barriga de um enorme monstro marinho, tudo isso para reencontrar seus amigos Berthold (que corre tão rápido que precisa de bolas de ferro presas nos pés), Albrecht (muito, muito forte), Adolphus (dono de uma visão extraordinária) e Gustavus (com audição e fôlego fora do comum), e também seu cavalo Bucefalus, que o ajudarão a derrotar os turcos e recuperar a cidade.

Os efeitos especiais são excelentes. O ano era 1988, não existiam efeitos feitos por computador, era tudo “na mão”. E mesmo assim, os efeitos são deslumbrantes, e conseguem mostrar toda a grandiosidade exigida pelo roteiro.

O elenco é cheio de nomes dignos de nota, como Eric Idle (velho companheiro de Monty Python), Jonathan Pryce (“Brazil, O Filme”), Oliver Reed e Robin Williams. Os produtores queriam Sean Connery para interpretar o Barão, mas Gilliam bateu o pé, porque já tinha se decidido a dar o papel a John Neville. (Depois, Connery foi escalado para fazer o Rei da Lua, mas com os cortes financeiros na produção, Connery se desligou do projeto, e Robin WIlliams assumiu o papel). Heu me lembrava que tinha a Uma Thurman novinha, com 17 anos, em um de seus primeiros papéis. O que heu sinceramente não lembrava era que Sally, a menininha de oito anos que acompanha o Barão, é a Sarah Polley, a mesma de filmes como a nova versão de Madrugada dos Mortos!

Como disse lá em cima, desta vez vi Munchausen em dvd (a primeira vez vi no cinema, mas foi há uns 20 anos atrás!). Comprei há pouco o dvd duplo, e aproveitei para ver os extras. Tem um documentário muito interessante, algo como “As Desventuras do Barão Munchausen”, de pouco mais de uma hora, onde ficamos sabendo da enorme quantidade de problemas que rondou a produção. O filme chegou a ser cancelado! E, depois de pronto, o estúdio boicotou o lançamento, torcendo por um fracasso de público e crítica, como uma vingança ao diretor. Bem, todos sabem que a vingança não deu certo. Munchausen pode não ter sido um sucesso estrondoso, mas o filme está aí, reverenciado pela crítica até hoje!

Li que este filme fecha uma “trilogia informal” de Gilliam, sobre os impactos da imaginação nos três estágios do homem (juventude, idade adulta e velhice). Os outros dois filmes são Bandidos do Tempo (81) e Brazil – O Filme (85). Já tenho Brazil, mas Bandidos do Tempo nunca foi lançado em dvd aqui no Brasil. Encomendei um dvd gringo num site, assim que chegar, vou rever os dois filmes e resenhá-los aqui!

29 novembro, 2009

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

Ontem fui naquele evento onde colocam uma tela gigante no Jóquei Clube, na Gávea, Rio de Janeiro. (Cada ano eles mudam de nome, ano passado era Vivo Open Air, este ano virou Vale Open Air. Qual será o nome ano que vem?) Era a pré estreia do novo filme do diretor Terry Gilliam, “O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”!

A trama: nos dias de hoje, uma trupe teatral no estilo daquelas que a gente vê em filmes medievais circula por aí. É dirigida pelo Doutor Parnassus, que tem um misterioso pacto com o diabo.

Terry Gilliam tem um estilo visual único – aliás, foi por isso que escolhi este filme para ver na tela gigante. As imagens de sonho, no tal “mundo imaginário” do título, são fantásticas. Figurinos, fotografia, direção de arte, efeitos especiais, o cuidado do diretor neste sentido é enorme, vide obras como “Brazil”, “As Aventuras do Barão Munchausen”, “Os 12 Macacos” e “Medo e Delírio”. Os efeitos especiais de seus filmes já nos tiravam o fôlego numa era pré-computador, e agora, com os ilimitados poderes dos cgi, a sua criatividade atinge patamares nunca antes imaginados.

Gilliam é muito talentoso, mas é um cara azarado. Frequentemente, seus filmes têm problemas na produção. Se “Munchausen” chegou a ser cancelado antes de finalizado, e o filme sobre Dom Quixote que ele tentou fazer nem mesmo ficou pronto, “Doutor Parnassus” perdeu um de seus atores principais. Heath Ledger, que faz Tony, morreu durante as filmagens. Mas a solução encontrada foi muito boa: chamaram outros três atores diferentes, e cada vez que Tony entrava no “mundo imaginário”, ele mudava de cara. Talvez em outro tipo de filme isso não funcionasse, mas aqui, ficou genial! Assim, temos, além de Ledger, outros três Tonys, interpretados por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. Além deles, o elenco conta com Christopher Plummer como o Doutor Parnassus, Tom Waits, Lily Cole, Verne Troyer e Andrew Garfield.

O resultado final do filme é meio confuso, não sei se a morte de Ledger teve algo a ver com isso. Mesmo assim, o filme merece ser visto, nem que seja só pelo visual deslumbrante.

Por fim, acredito que todos aqui sabem que Terry Gilliam é ex-membro do Monty Python, lendário grupo de humor inglês. Pois bem, uma das cenas é a cara do Monty Python, aquela que mostra policiais cantando e dançando. Muito boa esta cena!

27 novembro, 2009

Um Crime Nada Perfeito / The Maiden Heist

Um Crime Nada Perfeito / The Maiden Heist

Três seguranças de um museu, cada um obcecado por uma obra de arte, resolvem roubar essas obras ao saberem que toda a coleção foi vendida para um museu dinamarquês.

O que chama a atenção nesta simpática e modesta comédia é o elenco. Afinal, não é todo dia que vemos Christopher Walken, Morgan Freeman e William H. Macy juntos, e ainda com Marcia Gay Harden de coadjuvante!

E, realmente, o que vale a pena no filme é a atuação do trio de atores principais. Walken e Freeman, como sempre, estão um espetáculo como os seguranças fãs dos quadros. Mas o melhor personagem é o de Macy, o desequilibrado ex-militar fã da escultura. Os melhores momentos do filme estão com ele.

Pena que, fora as boas atuações, o filme é um pouco sem graça. Inclusive, o plano deles para roubar as obras de arte é meio bobo, aquilo nunca funcionaria na vida real!

A tradução literal de The Maiden Heist seria algo como “o roubo da donzela”, e se refere ao quadro pelo qual o personagem de Walken é obcecado, “A Donzela Solitária”.

Não li nenhuma notícia sobre o lançamento de The Maiden Heist aqui no Brasil. Pelo estilo, tem cara de que será lançado direto no mercado de dvd.

25 novembro, 2009

Pandorum

Pandorum

Nova ficção científica com toques de terror!

No futuro, o nosso planeta não tem condições de abrigar a crescente população. O filme se passa dentro de uma enorme nave espacial que está indo em direção a Tanis, um novo planeta semelhante à Terra – a possível salvação para a raça humana.

O maior nome do elenco é Denis Quaid, mas o ator principal na verdade é Ben Foster, coadjuvante em X-Men 3 e na série A Sete Palmos. Além deles, Cam Gigandet, Cung Le e a bela Antje Traue.

O clima claustrofobico e escuro do filme é muito legal. Já o roteiro é um pouco confuso, quase tudo é explicado de uma só vez, e não fica exatamente claro o que aconteceu.

Pandorum perdeu a chance de se tornar um clássico da ficção científica. Se o roteiro fosse um pouco melhor amarrado e a direção fosse um pouco mais firme… Faltou pouco para o filme ser muito bom!

Mesmo assim, vale o download, já que esse filme tem cara de que não será lançado por aqui.

24 novembro, 2009

Tormented

Filed under: Terror — Helvecio @ 8:21 pm
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Tormented

Um gordinho nerd, sacaneado pelos valentões da escola, se suicida. Mas promete voltar para se vingar!

Tormented não traz nada de novo ao gênero slasher. Aliás, acredito que o slasher nunca mais terá novidades, já mostrou o que era para mostrar, muitas mortes, pouco cérebro, tá bom assim. Mesmo assim pode ser um bom programa para quem apenas quer se divertir. E algumas das mortes mostradas aqui são bem criativas!

No elenco, nenhum rosto conhecido. Li na internet que pelo menos duas das atrizes estão na série Skins, mas como nunca vi esta série, não posso falar muita coisa…

O filme tem um probleminha, pelo menos na minha visão “de menino”. Temos algumas cenas de nudez, mas sempre nudez masculina. Olha, nada contra ver bunda de homem (nada a favor também, é bom registrar!), mas, poxa, nada de nudez feminina?

23 novembro, 2009

Angel-A

Filed under: Cult,Drama,Luc Besson,Rie Rasmussen — Helvecio @ 12:49 pm
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Angel-A

Inspirado pela recente visita de Rie Rasmussen ao Rio para o lançamento de Human Zoo, resolvi rever Angel-A, que vi no Festival do Rio de alguns anos atrás. O filme não passou nos cinemas daqui, mas o dvd já foi lançado – e o meu está autografado pela Rie!

André é um cara todo errado. Baixinho, feio, deficiente físico, deve dinheiro para todo mundo e só se mete em roubadas. Aí surge Angela, uma loira de 1,80m e corpo de modelo, que muda a sua vida.

O grande trunfo do filme é seu casal protagonista. Jamel Debbouze (que esteve em O Fabuloso Destino de Amelie Poulan) está ótimo como o looser André. E Rie (que também fez Femme Fatale), linda como sempre, arrasa em seu curtíssimo vestidinho preto. É um casal completamente improvável, e a química entre os dois está perfeita.

Angel-A foi dirigido por Luc Besson em 2005. Besson passou seis anos sem dirigir nenhum filme (desde Joana D’Arc, de 99). Não sei o que o fez ficar tanto tempo sem se sentar na cadeira de diretor, mas, como fã de filmes como Subway, Imensidão Azul, Nikita, O Profissional e O Quinto Elemento, espero que ele não pare de novo!

A fotografia do filme, toda em p&b, traz cenas belíssimas. E o astral do filme é ótimo. Besson abandonou o estilo “ação estilizada” que tem usado muito nos filmes que produz (como Taxi ou Carga Explosiva), e fez um filme de pouca ação, poucos efeitos especiais e uma reflexão sobre o bem e o mal, sobre como o ser humano pode ser melhor.

Não é para qualquer um, não é para qualquer hora. Mas, no clima certo, é um ótimo filme!

22 novembro, 2009

Livro de Sangue

Livro de Sangue

Apareceu nas lojas, sem nenhum alarde, um novo filme de terror, este Livro de Sangue. Até aí, nada demais. Até a gente ler que se trata de uma história de Clive Barker!

A trama mostra uma escritora e professora ligada a assuntos paranormais que investiga uma casa supostamente assombrada, com a ajuda de um aluno também com poderes paranormais.

O nome Clive Barker surgiu na literatura como “o novo Stephen King”. King sempre foi um bom nome nos livros, mas no cinema, suas adaptações quase sempre fracassam (com algumas honrosas excessões). Aí surgiu o excelente Hellraiser, escrito e dirigido por Barker. Uau! O novo escritor de terror também faz cinema! E o filme é bom! Mas, sei lá por qual motivo, Barker fez pouquíssima coisa pro cinema (como diretor, ele só fez mais dois filmes, Raça das Trevas – Nightbreed e Mestre das Ilusões).

Livro de Sangue, dirigido por John Harrison segue um padrão que existe em quase todas as histórias de Barker: sangue, sexo e dor, ligados a um universo paralelo (como foi em Hellraiser, Nightbreed e The Midnight Meat Train). A diferença aqui é que o tal universo paralelo não é um mundo fantástico e sim o limbo onde ficam as almas.

Livro de Sangue é um pouco lento, mas os fãs do estilo de Barker não vão se decepcionar. Sua estética sadomasoquista está presente, e muito sangue rola na tela. No elenco, ninguém muito famoso: Sophie Ward, Jonas Armstrong e Clive Russell.

O filme é baseado no primeiro conto de uma coleção de livros de terror escritos por Barker. Não acharei estranho se rolarem continuações.

20 novembro, 2009

Top 10: Melhores Cenas Depois dos Créditos

Filed under: Top 10 — Helvecio @ 11:43 pm

Top 10: Melhores Cenas Depois dos Créditos

Uêba! O Top 10 mais divertido da internet está de volta!

Vamos recapitular: até agora já foram seis Top 10: filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds e melhores vômitos. Visitem!

Hoje resolvi selecionar cenas depois dos créditos. Sabe quando acaba o filme e quase todos se levantam e saem da sala do cinema, mas sempre tem aquele mané que espera acabarem as letrinhas antes de ir embora? Bem, heu sou um desses caras.

Muitas vezes vale a pena esperar. Já vi cenas legais que muita gente não viu.

Aqui está listado o meu “Top 10 das melhores cenas depois dos créditos”.

Cuidado! Como estamos falando de cenas depois dos créditos, possivelmente rolarão spoilers.

Como sempre, em ordem cronológica.

- Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu (1980)

Lembram do passageiro do táxi do início do filme? Ele ainda está esperando o motorista voltar…

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/19/apertem-os-cintos-o-piloto-sumiu/

- O Enigma da Pirâmide (1985)

Rola uma breve cena que pouco tem a ver com o filme, mas tem tudo a ver com a mitologia sherlockiana: a origem de um tal professor Moriarty.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/08/21/o-enigma-da-piramide/

- Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Acabam os créditos e Ferris Bueller aparece olhando para a tela, dando uma bronca no espectador: “O que vocês ainda estão fazendo aí? Vão para casa!”

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/08/10/curtindo-a-vida-adoidado/

- Dois Velhos Rabugentos (1993)

A melhor parte do filme é quando acaba, e rolam várias piadas e erros de gravação. A ideia funcionou tão bem que fizeram o mesmo na continuação.

- Austin Powers 2 – O Agente Bond Cama (1999)

Acabam os créditos e descobrimos que ninguém resgatou Mustafa, o personagem de Will Ferrell que, inclusive, pede ajuda aos espectadores que ainda estão no cinema.

- Rock Star (2001)

Mark Wahlberg interpreta o vocalista de uma banda de hard rock. Durante os créditos o vemos no palco no momento que soltam um hip hop gravado por ele mesmo, na época que ele era o rapper Marky Mark.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/03/rock-star/

- Monstros S.A. (2001)

Alguns desenhos da Pixar têm cenas depois dos créditos com “erros de gravação”. Não tenho certeza, mas acho que isso começou com “Vida de Inseto”. Mas os erros de “Monstros S.A.” são mais divertidos!

- Shrek 2 (2004)

Só quem ficou mais um pouco no cinema viu o dragão fêmea voltar e conheceu os filhos do Burro.

- X-Men 3 (2006)

Prof. Xavier realmente morreu? E Magneto realmente perdeu os poderes? Quem viu até o fim sabe as respostas.

Homem de Ferro (2008)

Que tal contratar um ator famoso para aparecer só numa cena depois dos créditos? Isso acontece em “Homem de Ferro”, quando Samuel L. Jackson aparece numa cena que soa como propaganda de uma nova franquia que aparecerá nos próximos anos.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/12/homem-de-ferro/

Em breve: Top 10 dos maiores massacres do cinema!

19 novembro, 2009

500 Dias Com Ela

500 Dias Com Ela

Mais uma comédia romântica nos cinemas…

Como o cartaz explica: Tom (Joseph Gordon-Levitt, de Killshot) conhece Summer (Zooey Deschanel, de Fim dos Tempos), ele se apaixona, ela não. E o filme mostra, num interessante modo não-linear, como foram os 500 dias entre os dois.

A estrutura do filme dirigido pelo estreante Marc Webb é interessante, os dias vão e vêm, e antes de cada cena temos um contador mostrando quantos dias já se passaram. Aliado a isso, temos alguns lances geniais, como o momento musical (com direito a coreografia no parque e um passarinho em desenho animado), ou quando a tela é dividida, mostrando a diferença entre a expectativa e a realidade.

A crítica está falando deste filme como uma comédia romântica diferente. Ora, não achei diferente, aliás, é bem “normal” – chega até a ser chatinho em alguns momentos. Comédias românticas seguem quase sempre a mesma linha, com pouquíssimas variações. A única diferença aqui é que Summer, desde o início, deixa sempre claro que não quer saber de nada! Ou seja, fica difícil torcer por um final água-com-açúcar para o casal romântico.

O nome da personagem principal, Summer, faz um bom trocadilho com o intraduzível título do filme (500 days of  Summer/ 500 dias de verão). E traz um outro bom trocadilho para o fim para o filme.

18 novembro, 2009

Dolan’s Cadillac

Dolan’s Cadillac

Filme de terror baseado em Stephen King, estrelado pelo Christian Slater? Ok, vale a pena ver qualé.

A vida do casal Robinson (Wes Bentley, de Beleza Americana) e Elizabeth (Emanuelle Vaugier) vira do avesso quando acidentalmente ela presencia uma das transações do mafioso Jimmy Dolan (Slater), que trabalha com tráfico de mulheres.

Achei o filme uma grande decepção. Por que? Pelo nome “Stephen King” nos créditos.

A primeira coisa que pensamos é num filme de terror, como a maioria das histórias de King. E com um carro no título, nos lembramos do clássico Christine, o Carro Assassino!

Nada, o carro é apenas o meio de transporte. E o filme não é de terror, e sim uma história de vingança.

Aí vem outra decepção pelo mesmo motivo: um dos melhores filmes de vingança da história é Um Sonho de Liberdade, também baseado em Stephen King. A vingança que rola aqui em Dolan’s Cadillac é até interessante, mas, comparado com aquele filme, fica a léguas de distância!

Para piorar, o filme é um pouco longo, porque quase nada acontece. Li na internet que é baseado num conto do livro Nightmares and Dreamscapes. Bem, houve um seriado Nightmares and Dreamscapes, com histórias de quarenta minutos. Talvez fosse o caso aqui, em vez de um longa-metragem.

Só recomendado para os pouco exigentes!

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