Blog do Heu

31 janeiro, 2010

O Fim da Escuridão

O Fim da Escuridão

Ontem falei aqui de um filme trash bem trash mesmo, quase homônimo a esse: Edges of Darkness (o nome original deste O Fim da Escuridão é Edge of Darkness, no singular). Mas os dois só tem isso em comum, O Fim da Escuridão é filmão hollywoodiano!

Thomas Craven (Mel Gibson) é um policial que presencia o assassinato de sua filha de 24 anos, que o visitava. A princípio, todos achavam que o próprio Thomas era o alvo, mas, ao investigar, descobrimos que a filha estava metida em uma grande teoria conspiratória.

Um grande trunfo de  O Fim da Escuridão é o personagem protagonista Thomas Craven. Ao ver sua filha morta, Craven vê que não tem mais nada a perder. Violento, eficiente e vingativo, Craven é o “mocinho” que as plateias gostam de ver. Chega de mocinhos politicamente corretos!

Mel Gibson estava afastado dos sets. Seu último trabalho como ator foi The Singing Detective, em 2003. Depois diso, dirigiu (mas não atuou) A Paixão de Cristo em 2004 e Apocalypto em 2006. Não sei exatamente os motivos de seu afastamento, se foi por motivos pessoais ou profissionais. Mas podemos ver que a volta foi em alto estilo.

No elenco o único nome “forte” é o de Gibson. Ray Winstone (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Um Amor de Tesouro) e Danny Huston (X-Men Origins: Wolverine, 30 Dias de Noite) não são nomes tão famosos assim, mas estão bem, assim como o resto do elenco. Curiosidades sobre os nomes femininos: a sérvia Bojana Novakovic, que interpreta a filha de Craven, esteve em Arraste-me Para o Inferno; a canadense Caterina Scorsone, amiga da filha, era a protagonista Alice na minissérie do SyFy.

Na verdade, O Fim da Escuridão é a refilmagem de uma minissérie dos anos 80, dirigida pelo mesmo diretor Martin Campbell – que recentemente fez um dos últimos 007, o Cassino Royale. Não vi a série de seis capítulos, então não posso comparar. Mas posso dizer que, como um longa metragem, funciona bem.

Enfim, boa opção nas telas cariocas. O filme estreou sexta passada!

30 janeiro, 2010

Edges Of Darkness

Filed under: Terror,Trash,Zumbis — Helvecio @ 4:11 pm
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Edges Of Darkness

Vou citar um trecho do meu post sobre o filme The Blackout:

“Um dia hei de aprender a não ver filmes ruins! No imdb, TODOS  os comentários sobre este filme são negativos!”

E por que heu insisti com mais este filme ruim, ruim, muito ruim? Bem, trata-se de filme de zumbi. E admito que gosto do estilo, mesmo sabendo que o filme não presta!

Bem, Edges of Darkness é MUITO ruim. O filme é amador, câmera na mão, qualidade de imagem que parece vhs velho. Os atores são péssimos, e a edição é tão mal feita que várias vezes a câmera não sabe para onde ir. Isso sem contar com vários diálogos sem sentido, num roteiro ainda pior que os atores.

Me lembrei de Zombies Gone Wild, outro filme muito tosco. Aliás, Zombies Gone Wild consegue ser ainda pior, se isso for possível! Edges of Darkness tem efeitos e atores menos ruins. Se isso for possível!

Mas o pior de Edges of Darkness, escrito e dirigido pela dupla Blaine Cade e Jason Horton, não é a cara de filme amador feito por amiguinhos da escola. É o roteiro!

Acompanhamos três histórias que se passam num período posterior a um apocalipse de zumbis. A princípio, as histórias são bestas. Mas não, começam a se desenvolver! Uma fala de seres semelhantes a vampiros; outra traz um componente de computador que cria vida; e a outra traz ninguém menos do que o Anti Cristo!

Legal! Apesar da produção tosca, será que o roteiro vai compensar?

Que nada. Nenhuma das histórias tem uma boa resolução…

Fujam! Corram para as montanhas!

p.s.: não confundam com The Edges of Darkness, filme novo do Mel Gibson, em cartaz nos cinemas!

29 janeiro, 2010

A Noite do Cometa

A Noite do Cometa

Outro dia um amigo me passou o link desta pérola. Um filme que mistura um cometa com zumbis??? Preciso ver isso, foi o que pensei na hora!

A trama é sensacional: um cometa, ao passar perto da Terra, mata quase toda a população. E ainda deixa uns zumbis espalhados por aí…

Sim, parece uma versão pobre de Força Sinistra, só que com zumbis no lugar de vampiros. A diferença é que aquele é um bom filme; porque este A Noite do Cometa é muito ruim!

Olha, admito que até gosto de filmes ruins. Mas aqui é tudo tão tosco que fica difícil! Nenhum dos personagens convence, e várias cenas são forçadas demais.

Nem os fãs de filmes de zumbi vão gostar. São pouquíssimos zumbis. Mais: como assim, um zumbi que fala???

No elenco, só um nome me chamou a atenção: Mary Woronov, que esteve em vários filmes B na época, como Eating Raoul e TerrorVision. Em outras palavras: ninguém conhecido…

Acredito que esse filme só funcionaria se visto por uma galera galhofeira. Fazendo muita bagunça e rindo de cada tosqueira na tela!

Errata – Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

Filed under: Uncategorized — Helvecio @ 3:10 pm

Errata – Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

Errei! Depois do Top 10 pronto e publicado, descobri que três dos filmes foram lançados aqui! Dois foram mal lançados, estão esgotados há anos, mas foram lançados! E o outro foi lançado com outro nome!

Peço desculpas e aviso que farei um “remendo” para consertar!

28 janeiro, 2010

Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

Filed under: Top 10 — Helvecio @ 2:52 pm

Top 10: Filmes legais dos 80 e 90 mas nunca lançados em dvd no Brasil

O mercado de dvds aqui no Brasil é muito bom. Conseguimos achar bons filmes a bons preços, e isso é relativamente fácil.

Mas, sabe-se lá por que, alguns filmes nunca foram lançados. E estou falando de bons filmes, de grandes diretores, e com atores famosos no elenco. Por que será que isso acontece?

Hoje então vou listar o meu top 10 de filmes legais dos anos 80 e 90 que nunca foram lançados por aqui. Não preciso dizer que gostaria muito de ter todos estes na minha coleção, né? Mas posso adiantar que já comprei vários deles, importados…

Preciso ser justo e lembrar que alguns filmes que não existiam por aqui foram lançados recentemente, como The Doors, do Oliver Stone; Bala na Cabeça, do John Woo; Short Cuts, do Robert Altman; The Commitments – Loucos Pela Fama, do Alan Parker; ou Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl. (Desses aí, só falta comprar Short Cuts!)

Ah, sim, claro, preciso também lembrar que este é o décimo Top 10 do Blog! Em breve, poderemos fazer um Top 10 de Top 10! Até agora já tivemos filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes e melhores cenas de massacre . Visitem!

Como sempre, em ordem cronológica…

p.s.: Sempre quando falo de um filme, procuro pela internet uma imagem da versão brasileira de seu poster. Hoje, como forma de protesto, fiz questão de procurar as imagens versões gringas!

p.s.2: Errei! Depois do Top 10 pronto e publicado, descobri que três dos filmes foram lançados aqui! Mal lançados, estão esgotados há anos, mas foram lançados! Peço desculpas e aviso que farei um “remendo” para consertar!

Flash Gordon (1980) JÁ FOI LANÇADO NO BRASIL! ESTÁ FORA DE CATÁLOGO ATUALMENTE!

Versão cinematográfica dos clássicos quadrinhos do herói Flash Gordon, de Alex Raymond, numa superprodução de Dino de Laurentis. De quebra, a trilha sonora era do grupo Queen, na época, no auge da fama.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/10/13/flash-gordon/

Bandidos do Tempo (1981)

Um dos melhores filmes do ex-Monty Python Terry Gilliam. Primeira parte de uma “trilogia informal”, continuada com. Brazil, o Filme e As Aventuras do Barão Munchausen, ambos lançados por aqui.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/28/bandidos-do-tempo/

No Limite da Realidade – Twilight Zone (1983)

Longa metragem inspirado do clássico seriado Twilight Zone (Além da Imaginação), dirigido por quatro diferentes diretores ligados ao tema fantástico: John Landis, Joe Dante, George Miller e um tal de Steven Spielberg, no seu projeto logo depois do mega sucesso E.T..

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/07/no-limite-da-realidade/

Força Sinistra (1985) JÁ FOI LANÇADO NO BRASIL! ESTÁ FORA DE CATÁLOGO ATUALMENTE!

Uma das melhores misturas de terror com ficção científica já feitas até hoje. Escrito por Dan O’Bannon e dirigido por Tobe Hooper, traz efeitos especiais excelentes de John Dykstra, ainda hoje, e ainda conta com uma das alienigenas mais gostosas da história do cinema!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/05/22/forca-sinistra/

A Fera do Rock (1989)

Ok, admito que este filme está aqui porque fui heu quem fez a lista. Mas, poxa, não só é um dos meus filmes preferidos, como ainda me influenciou a estudar piano rock’n'roll! De quebra, ainda tem Dennis Quaid, Winona Ryder e Alec Baldwin no elenco!

Alucinações do Passado (1990)

Por causa do grande sucesso nos anos 80, com filmes como Flashdance, 9 1/2 Semanas e Atração Fatal, o nome do diretor Adrian Lyne virou uma promessa de bom diretor. Mas na verdade ele só fez um filme bom na carreira, este Alucinações do Passado.

O Balconista (1994)

O primeiro Kevin Smith é um dos melhores filmes independentes da história. Além de ser uma prova que com um bom roteiro é possível fazer um filme genial sem cenários e atores profissionais.

À Beira da Loucura (1994) FOI LANÇADO NO BRASIL COM O NOME DIFERENTE: NA BEIRA DA LOUCURA!

Filme dirigido pelo mestre do terror John Carpenter, cheio de referências a H.P. Lovecraft. Faz parte da “trilogia do Apocalipse”, começada com O Enigma de Outro Mundo e terminada com O Príncipe das Sombras.

Cova Rasa (1994)

Hoje em dia, o diretor Danny Boyle é um cara badalado, inclusive ganhou o Oscar ano passado com Quem Quer Ser um Milionário. Mas, na época de Cova Rasa, ele era um ilustre desconhecido. Assim como um de seus atores, “um tal de” Ewan McGregor.

Um Drink no Inferno (1996)

A mais genial das parcerias entre Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Tem também uma das mais sensacionais reviravoltas de roteiro da história do cinema.

http://blogdoheu.wordpress.com/2008/10/22/um-drink-no-inferno/

Adendos:

Popeye (1980)

O diretor é ninguém menos que Robert Altman, e o Popeye foi interpretado por um ainda quase desconhecido Robin Williams! Isso sem contar Shelley Duvall no seu papel logo após O Iluminado, do Kubrick.

O Reencontro (1983)

O filme foi dirigido por Lawrence Kasdan (que escreveu o roteiro de O Império Contra Ataca, Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e tem no elenco nomes como Tom Berenger, William Hurt, Glenn Close, Jeff Goldblum e Kevin Kline, dentre outros…

Top Secret (1984)

Uma das comédias mais engraçadas da história, no auge da inspiração nonsense do trio Zucker-Abrahams-Zucker. Já vi crítico de cinema dizendo que é a melhor atuação da história do Val Kilmer!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/06/15/top-secret-superconfidencial/

E agora? Qual será o próximo Top 10?

27 janeiro, 2010

Caprica

Caprica

BSG – Battlestar Galactica foi sem dúvida uma das melhores séries da história da tv. Um de seus méritos é que soube a hora de terminar, durou apenas quatro temporadas e não enrolou seus espectadores. Mas, e agora? O que fazer para os fãs órfãos?

Que tal um spin off?

(Para quem não conhece o termo: spin off é uma série derivada de outra. Assim como antes era só um C.S.I., e depois apareceu C.S.I. Miami, e depois C.S.I. Nova York.)

Assim chegamos a Caprica, spin off de BSG. Como todos que acompanharam BSG sabem, Caprica era uma das doze colônias, justamente o planeta capital, de onde veio o comandante William Adama e a “astronave de combate” Galactica.

Admito que não estou muito por dentro do universo de spin offs das séries. Por exemplo, os dois de C.S.I. são basicamente a mesma coisa do original, mas ambientados em outras cidades (Las Vegas, Miami e Nova York). Outro que acompanhei foi Joey, que mostrava o Joey Tribianni de Friends depois do fim da série.

Caprica segue outro formato. Em vez de termos uma continuação com alguns personagens, a história se passa 58 anos antes do início de BSG. Até porque quem acompanhou a série até o fim sabe que não tinha muito sobre o que falar depois…

Em Caprica, acompanhamos a história da família Graystone. Daniel Graystone (Eric Stoltz) trabalha com robótica e inteligência artificial. Paralelamente, também acompanhamos Joseph Adama (Esai Morales), pai do comandante William Adama de BSG.

Caprica tem uma coisa que achei genial, e que, sozinha, já daria um filme inteiro: existe um mundo virtual, onde tudo é possível: tomar drogas, fazer sexo arriscado ou até matar alguém. Afinal, ninguém está lá de verdade, é como se fosse um “second life” feito de realidade virtual. Espero que os roteiristas explorem mais isso!

O que Caprica tem de legal para os órfãos de BSG? Bem, um dos personagens principais é o pai do Adama – que, inclusive, aparece ainda criança! Outra coisa legal é que vemos o início da criação dos cylons – as temíveis “torradeiras” que entrarão em guerra contra os humanos!

A bola fora está no ritmo. Um dos pontos fortes de BSG era o ritmo alucinante, que nos deixava sem fôlego o tempo todo. Caprica é mais lento, bem mais lento. Pelo menos o piloto. Tomara que acertem a mão!

26 janeiro, 2010

Paradox – BBC

Paradox – minissérie da BBC

Um cientista que cuida de um satélite recebe fotos mostrando pistas sobre um acidente. Só que tem um detalhe importante: o acidente ainda não aconteceu! Uma equipe da polícia é chamada para tentar descobrir o que está acontecendo.

Paradox é uma minissérie inglesa, do canal BBC. Não sei se vai passar por aqui, mas já está disponível nos torrents.

A ideia lembra um pouco as séries americanas Fringe e FlashForward. Assim como Fringe, temos policiais e cientistas trabalhando juntos para resolver um caso misterioso; assim como FlashForward, temos uma visão de fragmentos do futuro, e precisamos resolver o quebra-cabeças. Além do mais, um dos atores principais de Paradox é muito parecido com Joseph Fiennes, o protagonista de FlashForward

No elenco, ninguém conhecido: Tamzin Outhwaite, Emun Elliott, Mark Bonnar e Chiké Okonkwo.

Paradox não vai mudar a vida de ninguém, mas é bem feita, e não decepcionará os fãs de séries policiais com toques de ficção científica.

As minisséries da BBC têm uma vantagem: normalmente são curtas. Paradox teve apenas cinco capítulos de uma hora cada. Resumindo: boa opção para aqueles preocupados com o tempo que mais uma série pode exigir!

25 janeiro, 2010

Os Homens Que Encaravam Cabras / The Men Who Stare At Goats

Os Homens Que Encaravam Cabras / The Men Who Stare At Goats

Nunca tinha ouvido falar deste filme. Mas, quando vi que o elenco contava com Ewan McGregor, George Clooney, Jeff Bridges e Kevin Spacey, corri para assistir!

A história é meio confusa. Trata de uma divisão secreta do exército americano, que treinava “super soldados”, soldados com poderes paranormais. Um jornalista, frustrado porque foi abandonado pela mulher, vai para o Oriente Médio atrás de alguma noticia de guerra, e acaba conhecendo um dos praticantes desta divisão secreta.

O que é legal neste filme dirigido por Grant Heslov é o elenco, que ainda tem Stephen Lang (Avatar) num papel menor. Clooney e McGregor, os dois nomes principais, estão inspiradíssimos e em ótima sintonia. Spacey tem um papel menor, mas também ótimo. E Bridges está sensacional. Aliás, como sempre.

Jeff Bridges merece um parágrafo à parte. Seu personagem, o general Bill Django, é uma das melhores coisas do filme! Django parece uma versão militar do “Dude” Lebowski, se isso fosse possível. Imagine um militar com cabelos compridos presos numa longa trança, que faz experiências com drogas alucinógenas, e manda os seus soldados dançarem!

Infelizmente, a história não é lá grandes coisas. Os personagens são ótimos, mas o roteiro é fraco, além de confuso. Algumas cenas inclusive são meio sem sentido – toda a sequência com o Robert Patrick, por exemplo. Pena…

Bem, o roteiro traz pelo menos uma “piada interna” genial. Lyn Cassady (Clooney) é um “jedi”, assim mesmo, igualzinho à mitologia de Guerra nas Estrelas. Ele começa a passar os ensinamentos para Bob Wilton (McGregor), que nunca tinha ouvido falar em jedis! Ora, McGregor interpretou o jedi Obi Wan Kenobi em três dos filmes da saga Guerra nas Estrelas!

Procurei pela internet, mas não achei um título em português para The Men Who Stare At Goats. Curioso, porque a data de lançamento por aqui, segundo o imdb, será em 12 de fevereiro!

24 janeiro, 2010

Encontro de Casais

Encontro de Casais

Um casal em crise descobre um resort numa paradisíaca ilha especializado em tratar casais com problemas. E convencem outros três casais amigos para uma semana lá.

Encontro de Casais (Couples Retreat no original) é um dos filmes mais bestas que heu vi recentemente. Não chega exatamente a ser um filme ruim, mas o problema é que parece que, em vez de vermos uma comédia romântica, estamos diante de um grande comercial sobre um resort em Bora Bora.

Pra começar, é uma comédia, mas quase não rolam piadas engraçadas. É tudo muito sem graça. E, pra piorar, o roteiro é muito mal escrito, os casais não convencem, e todos os conflitos apresentados são resolvidos na hora. Isso sem falar em várias cenas completamente desnecessárias. O “momento guitar hero” foi constrangedor!

Pena, porque o elenco prometia. Os casais principais são de atores conhecidos: Vince Vaughn e Malin Akerman, John Favreau e Kristin Davis, e Jason Bateman e Kristen Bell (o quarto casal é tão forçado que mal aparece no poster, eles inclusive foram cortados do poster britânico do filme, o que gerou críticas racistas). Além deles, ainda temos um desperdiçado Jean Reno, ao lado de Temuera Morrison. Os desconhecidos Carlos Ponce e Peter Serafinowicz têm os melhores papéis, como o recepcionista e o instrutor de yoga.

Aí a gente vê quem escreveu o roteiro e começa a entender o que aconteceu. Vince Vaughn e John Favreau são os roteiristas! Olha, ao que tudo indica, eles resolveram conseguir umas férias legais e ainda ganhar cachê para isso. Escreveram um roteiro meia boca, chamaram amigos para os papéis principais (passeando pelo imdb, vemos que todos já trabalharam juntos antes) e foram todos para um maravilhoso resort em Bora Bora, em praias lindíssimas com o mar azul claro. Posso até estar errado, mas realmente isso é o que passa. Tanto que Favreau desta vez não dirigiu (ele dirigiu os dois Homem de Ferro), afinal, dirigir deve dar trabalho. O diretor foi Peter Billingsley – olha que coincidência, que já atuou em dois filmes dirigidos por Favreau!

O filme é tão desleixado que o nome de Temuera Morrison está escrito errado nos créditos, está como “Temeura”. Mais: o filme é tão desleixado que o cabelo de Malin Akerman no filme é ruivo, mas no cartaz está louro.

Enfim, como propaganda de resort em Bora Bora, funciona muito bem, heu mesmo fiquei com vontade de ir pra lá. Mas, como filme, Encontro de Casais fica devendo…

22 janeiro, 2010

Pacto Secreto

Pacto Secreto

Mais um remake de slasher dos anos 80…

Um trote universitário dá errado e uma menina morre. Todos os envolvidos resolvem então guardar segredo sobre o que aconteceu. E, meses depois, algo volta para ameaçá-los…

Ok, sempre digo aqui no blog que a gente tem que saber do que se trata o filme. Então seria incoerência minha reclamar que este é um filme óbvio e cheio de clichês. É CLARO que é um filme óbvio e cheio de clichês! Essa é a graça do filme!

Então, seguindo esta lógica, Pacto Secreto (Sorority Row no original) traz aquilo que promete: algumas mortes criativas (gostei da garrafa na garganta!) e alguma (leve) nudez feminina. Não, ninguém prometeu um roteiro criativo!

O elenco traz alguns rostos bonitinhos. Nenhuma atriz se destaca, tampouco nenhuma compromete. Briana Evigan, Leah Pipes, Margo Harshman, Jamie Chung, Audrina Patridge e Caroline D’Amore para mim são apenas meninas bonitinhas, o dia que alguma delas fizer um filme onde atue de verdade heu posso julgar se são ou não boas atrizes. Ah, também tem a Rumer Willis, filha do papai Bruce, que, diferente das outras, não tem o rostinho bonitinho pra compensar a falta de talento dramático. E, last but not least, Carrie Fischer, a eterna Leia Organa de Guerra nas Estrelas, num papel menor.

O roteiro tem um problema: as meninas são patricinhas arrogantes de uma irmandade universitária, e fica difícil se identificar e torcer para alguma delas. Quando elas começam a morrer, a gente começa a torcer pro assassino…

Bem, se você gosta do estilo, pode se divertir com Pacto Secreto. Ou reveja Pânico ou Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado, dá no mesmo.

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