Blog do Heu

31 maio, 2010

Verão Assassino

Verão Assassino

Mais uma vez, a internet me ajudou a rever um filme que quase ninguém se lembrava que existia!

Em 1976, Elle, uma linda jovem de 19 anos, se muda para uma pequena cidade e, com seu jeito provocante, chama a atenção de todos. Pin-Pon (Alain Souchon), um bombeiro local, se apaixona por ela e eles acabam juntos. Mal sabe ele que ela tem outros planos para depois do casamento…

ViVerão Assassino (L’Été Meurtrier no original, ou One Deadly Summer em inglês) no Estação Botafogo, na segunda metade dos anos 80 (o filme é de 1983). Na época, não existia internet nem dvd, e os títulos em vhs eram poucos. Então, o Estação exibia muitas reprises. Foi assim que vi vários filmes da Isabelle Adjani, como este, Possessão e Nosferatu.

Visto hoje, em 2010, Verão Assassino me pareceu um pouco longo demais. Acostumado que estou com narrativas hollywoodianas, achei que o ritmo do filme poderia ser diferente, para o filme tomar um rumo mais com cara de suspense. Mesmo assim, o resultado é muito interessante. Aliás, vale ressaltar que não me lembro de outro filme com vários personagens se alternando na narração em off, como acontece aqui.

No elenco, só um nome chama a atenção: Isabelle Adjani, novinha, e linda, linda, linda. E desinibida, também, ela tira a roupa diversas vezes! (Ok, vendo com os olhos de hoje em dia, Adjani continua linda, mas… que corte de cabelo feio, hein?)

Adjani alcançou algo que poucas mulheres em Hollywood conseguiram: não só é muito bonita como também é uma excelente atriz. E aqui ela arrebenta. Sua personagem é complexa, multi-facetada, e Adjani a interpreta com maestria.

Verão Assassino nunca foi lançado em dvd por aqui. Como disse no primeiro parágrafo, que bom que hoje existe o download de filmes!

28 maio, 2010

Top 10: Melhores Momentos de Lost

Filed under: Feito para a TV,Top 10 — Helvecio @ 1:39 pm
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Top 10: Melhores Momentos de Lost

Lost acabou. Alguns gostaram do fim, alguns odiaram o mesmo fim. Certezas, temos pelo menos duas:

1- A série teve excelentes momentos, alguns dos melhores momentos da história da tv;

2- Ninguém nunca vai saber a resposta para os mistérios. Provavelmente nem os criadores da série sabem esta respota.

Bem, esqueçamos o lado ruim, e nos lembremos dos bons momentos que Lost nos proporcionou nos últimos seis anos. Foram vários, todos têm que concordar.

Então, com a inestimável ajuda de alguns amigos, listei aqui os dez melhores momentos de Lost. Claro, como são só dez, alguns momentos excelentes não estão aqui. Não sei se o seu preferido está aqui… Afinal, me mandaram mais de vinte sugestões! Assim, várias coisas legais foram deixadas de lado, como o urso polar, os números, as citações nerds de Hurley, os Outros, o sexo na jaula entre Kate e Sawyer… Tudo isso ficará para outro Top algo…

Lembrando claro, dos outros Top 10 que já rolaram aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais e melhores frases de filmes. Visitem!

(Em vez de fotos, procurei os trechos no youtube, e coloquei os links anexados.)

Vamos a eles?

10- A primeira visita de Locke à cabana de Jacob.

9- A explosão da Bomba Atômica (com o final de cor trocada na sequência).

8- O relógio resetando na escotilha cisne e os hieróglifos aparecendo.

7- Quando o Lostzilla se revela um monstro de fumaça para o Mr. Eko.

6- Quando a escotilha cisne fecha e revela a Locke um mapa da ilha, na luz negra.

5- A escotilha acende para Locke, que questionava sua fé na Ilha.

4- Início da 2ª temporada: um cara acorda, coloca um disco de vinil pra tocar, toma um shake, faz exercício e depois, ouvimos uma explosão e descobrimos que ele está DENTRO da escotilha.

(O início da terceira temporada também foi excelente e teve uma estrutura bem parecida com esse, quando estamos numa espécie de clube do livro, até que descobrimos que estamos na ilha logo antes do Oceanic cair.)

3- Charlie morrendo, com “Not Penny’s boat” escrito na mão.

2- O primeiro flashforward, quando descobrimos que Jack e Kate estão fora da Ilha.

1- O fim do episódio The Constant, quando Desmond consegue telefonar pra Penny e as viagens no tempo param.

Em breve, um Top 10 dos maiores mistérios não respondidos de Lost!

26 maio, 2010

24 – S08E24 – Series Finale

24 – S08E24 – Series Finale

Domingo acabou Lost, segunda acabou 24 Horas. Duas das melhores séries desta primeira década do novo milênio!

Alguém aí não conhece 24 Horas e seu quase super heroi Jack Bauer? Bem, para aqueles desligados do mundo, Bauer é um agente da CTU, Central Anti Terrorismo, e a série acompanha, em tempo real, um dia inteiro de sua vida, no meio de alguma crise. 24 episódios, um para cada hora do dia. A temporada acaba exatamente 24 horas depois do início.

Sou fã desta série desde a primeira temporada. Na época, tinha ouvido falar, mas não tinha tido oportunidade de ver. Até que resolvi ver o último episódio, e achei muito bom, tão bom que resolvi separar 4 fitas vhs pra gravar a temporada que ia reprisar numa maratona do canal de tv a cabo (sim, heu ainda usava tv a cabo e video cassete!). Vi a primeira temporada quase de uma só vez, e a partir da segunda, acompanhava sempre, primeiro pela tv a cabo, depois pelos torrents. (Hoje tenho as 6 primeiras temporadas em dvd original, vou começar a rever!)

O que 24 Horas traz de diferente? Seu protagonista, Jack Bauer, interpretado por Kiefer Sutherland, é um cara tão “durão” que virou alvo de piadas da internet, ao lado de Chuck Norris e Capitão Nascimento. Ele é o heroi que precisamos no mundo de hoje em dia, um gardião da integridade moral, e, ao mesmo tempo, consegue passar a impressão de ser um cara que pode existir.

Não sei precisar ao certo qual seria a melhor temporada, tampouco qual seria a pior. Não gostei do fim da sexta temporada, quando terroristas conseguem invadir a CTU, e também não gostei de parte da sétima, quando descobrimos que a Casa Branca é um lugar muito vulnerável. Mas, se talvez não tenha sido a melhor, esta oitava e última manteve o bom nível de toda a série.

Ao longo da temporada, Jack Bauer descobriu uma conspiração para matar o presidente de um país fictício no Oriente Médio, envolvido numa grande negociação de paz. Pior: parte da conspiração vinha da alta cúpula russa, outro país envolvido no mesmo acordo de paz. E os terroristas / conspiradores fizeram algo muito errado: mataram a nova namorada de Bauer…

Nesta reta final da temporada, Bauer estava num ritmo alucinado e desenfreado, perseguindo todos os envolvidos na conspiração. E, descrente no “sistema”, um vingativo e violentíssimo Bauer passou a ignorar a lei, fazendo justiça com as próprias mãos.

Resumindo: o agente mais perigoso de toda a história da tv virou um juaticeiro fora da lei e está por aí, perseguindo bandidos que lhe tiraram algo importante. E nem os bandidos, nem os mocinhos conseguem segurá-lo!

Na segunda à noite, a tv lá fora apresentou os dois últimos episódios da série. O fim de uma jornada de oito anos de uma série quase perfeita. Já sabíamos que seria a última temporada – isso já tinha sido divulgado. Então acho que a maior dúvida aqui seria se Bauer ia terminar a série vivo ou morto. Mas isso é spoiler, não direi!

O que posso dizer é que gostei muito dos destinos dados aos personagens Allison Taylor (Cherry Jones) e Charles Logan (Gregory Itzin). A presidente Taylor estava num momento delicado, talvez o mais delicado em toda a sua carreira política; e o covarde ex-presidente Logan é um personagem sensacional, sua participação aqui foi excelente.

E a cena de Bauer com a Chloe (Mary Lynn Rajskub), na parte final, é, desde já, um dos melhores momentos de toda a série. Bauer ao telefone com Logan, depois com o presidente russo sob a mira, e toda a tensão culminando num surpreendente tiroteio. Isso sim é um “Series Finale”!

(Claro que vão perguntar se foi melhor ou pior do que Lost. Mas esta é uma pergunta impossível de se responder, afinal, tratam-se de duas séries de estilos diferentes. Mesmo assim, lendo em fóruns pela internet, reparei que o fim de 24 Horas foi muito melhor aceito pelos espectadores que o de Lost. Acho que isso aconteceu porque 24 Horas foi coerente no final, coisa que Lost não foi…)

Enfim, agora é esperar por um provável filme para o cinema, que encerrará a série. E independente deste filme, posso dizer que foram oito anos de muitos bons momentos! Jack Bauer, sentiremos sua falta!

25 maio, 2010

Solomon Kane

Solomon Kane

Solomon Kane é um mercenário a serviço da coroa britânica, com um passado violentíssimo, que descobre que o diabo quer sua alma. Resolve então renunciar à violência em busca de redenção. Mas alguns “acidentes de percurso” o colocam novamente frente a frente com a violência.

O início de Solomon Kane é muito bom. Toda a sequência antes da tal renúncia à violência tem um ritmo alucinante – aparece até o “coisa ruim” no meio da briga. Mas depois o ritmo cai e o filme não empolga mais.

Talvez o grande problema de Solomon Kane seja este: aparentemente este será o primeiro de uma série de filmes, então o diretor e roteirista Michael J. Bassett focou mais em aspectos do drama interno de Kane, sobre usar ou não seus instintos violentos. Na minha humilde opinião, foi uma falha, já que o resto do filme não consegue recuperar o fôlego inicial…

James Purefoy está bem como o cavaleiro arrependido, apesar de parecer o Robert Carlyle tentando interpretar o Aragorn, de Senhor dos Anéis. E o elenco traz ainda dois grandes nomes em papéis pequenos: Pete Postlethwaite e Max Von Sydow (este tem um papel minúsculo!). Ainda no elenco, Rachel Hurd-Wood, Alice Krige e Jason Flemyng.

No fim, ficamos com a impressão de que, apesar de não ser um filme ruim, Solomon Kane poderia ter sido bem melhor.

Não sei quando será lançado por aqui, nem sei se será lançado. Por enquanto, só por download.

24 maio, 2010

Lost S06E17-18 – The End

Filed under: Feito para a TV — Helvecio @ 10:32 pm

Lost S06E17-18 – The End

E acabou Lost, talvez a série mais badalada de todos os tempos… Vou falar do fim, então, claro que falarei spoilers, ok?

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

O fim teve méritos e defeitos. Começarei pelo que rolou de bom.

Até a quinta temporada, a narrativa de Lost era entrecortada por flashbacks e flashforwards onde conhecíamos mais sobre os personagens. Na sexta, a estrutura mudou, em vez de alterações na linha temporal, passamos a ter uma realidade paralela, onde o avião não teria caído e todos estavam seguindo suas vidas normalmente.

O capítulo final de Lost explicou esta realidade paralela. Na verdade, este é um momento pós morte, atemporal, onde quem já morreu mas ainda não sabe se vê numa situação melhor do que estava antes. Ou seja, enquanto o tempo corria normalmente na ilha, a realidade paralela mostrava uma espécie de purgatório.

Olhando sob este ângulo, o fim foi coerente e muito legal. Foi emocionante ver os personagens se reencontrando na igreja, na cena final. Ok, ficou com cara de final de novela das 8, mas, admito, foi emocionante.

Mas…

Se por um lado foi emocionante vermos todos juntos no fim, por outro lado foi muito frustrante não vermos os mistérios explicados.

Caramba! Os criadores de Lost passaram seis anos nos apresentando a um mistério atrás do outro, e agora, no fim, resolvem não explicar nada??? Pra que as referências egípcias, os números, a iniciativa Dharma, os Outros, Jacob, o Monstro de Fumaça, pra que, se no fim tudo isso vai ser deixado de lado?

E tem outro detalhe: alguns dos personagens foram ignorados no grande final novelístico. Cadê o Michael e o Walt? Cadê o Richard, o Lapidus e o Miles? Cadê o nosso Rodrigo Santoro? E a Eloise, que parecia ter uma grande importância na história, levou uma banana do Desmond e ficou por isso mesmo? E o Widmore, morreu daquele jeito besta mesmo?

Bem, aqui teve uma explicação, meio forçada, mas teve. Quando o Hurley libertou a Kate e o Sayid, ele falou algo como “a Ana Lucia ainda não está pronta.” Logo que rolou esta cena, pensei “é, vão usar isso como desculpa pra deixar uma galera de fora…” E não deu outra…

Ainda tem mais um problema, mas aí não é culpa dos criadores de Lost. Por ser uma história envolvendo muitos mistérios, muitos espectadores criaram soluções possíveis para o desfecho. Centenas de teorias pululam na internet há anos! E, claro, o cara que imaginou um fim diferente não vai ficar satisfeito com a solução apresentada, seja ela qual for… A saga Star Wars teve um problema parecido quando rolou o ep. III. Cada fã imaginou um fim diferente, e quase todos se decepcionaram.

Voltando a Lost, foi uma série acima da média, com muito mais altos do que baixos. Entrará para a história da tv, sem dúvida. Mas deixou escapar a chance de ser uma das melhores séries de todos os tempos ao fazer um fim capenga assim…

p.s.: Sei que tem fãs de Lost que vão ler o meu texto e tentar me mostrar coisas que não foram explicadas na série. Agradeço, mas não precisa. Sei que teve gente que gostou mesmo sem explicar, ok, respeito essas pessoas. Mas, na minha humilde opinião, não é o suficiente…

23 maio, 2010

Fúria de Titãs (1981)

Filed under: Ação,Stop Motion — Helvecio @ 11:09 pm

Fúria de Titãs (1981)

Aproveitei que a refilmagem de Fúria de Titãs estava para estrear e fiz algo ir deveria fazer sempre: revi o original antes de ir ao cinema ver a nova versão.

Neste filme que é um dos grandes épicos do cinema de aventura da década de 80, Perseus, filho de Zeus com uma humana, luta contra monstros mitológicos como a Medusa e o Kraken para salvar a princesa Andromeda.

Único filme digno de nota do diretor Desmond Davis, Fúria de Titãs teve  Ray Harryhausen como um dos produtores. Provavelmente trata-se do maior nome da história da animação stop-motion no cinema. E aqui o filme é repleto dessas fantásticas animações.

Ah, os efeitos especiais! O filme é repleto de stop-motions e chroma-keys, e os efeitos são excelentes. Hoje estamos acostumados com cgis perfeitos, então, à primeira vista, tudo parece muito tosco. Mas, se a gente parar pra ver, é muito bem feito, principalmente se a gente se lembrar do ano que foi feito (o filme foi lançado em 1981). Claro que os efeitos não enganam ninguém, mas mesmo assim o resultado é impressionante.

Graças aos bons efeitos especiais, Perseus cavalga o cavalo alado Pegasus e tem a companhia da coruja robô Bubo (se o filme fosse hoje em dia, Bubo estaria em todas as lojas de brinquedos!), e duela contra escorpiões gigantes, um cachorro de duas cabeças e também contra Calibos, um vilão meio monstro. Isso sem contar os já citados Medusa e Kraken. Resumindo: diversão garantida!

É complicado falarmos do elenco, já que se trata de um filme de quase 30 anos atrás. Harry Hamlin, o Perseus, que heu saiba não fez mais nada de vulto em sua carreira. O mesmo podemos falar da bela Judi Bowker, a Andromeda. Por outro lado, temos grandes nomes como Laurence Olivier (Zeus), Burgess Meredith (Ammon) e e Maggie Smith (Thetis) como coadjuvantes. E Ursula Andress entra muda e sai calada com a sua Aphrodite…

Este Fúria de Titãs, apesar de ter cara de “sessão da tarde” por causa de sua idade, ainda é um dos melhores filmes de aventura do século passado. E ainda serve para a s gerações mais novas: revi ao lado da minha filha de 9 anos (que recentemente viu Percy Jackson e o Ladrão de Raios no cinema) e ela se divertiu tanto quanto heu!

Bem, agora falta ver a nova versão. Em breve, aqui no blog!

20 maio, 2010

Robin Hood

Robin Hood

Um novo filme do Robin Hood, dirigido por Ridley Scott? Promete! Bem, prometia…

O filme começa com o rei Ricardo Coração de Leão voltando das Cruzadas, falido, saqueando castelos no caminho. Robin é um arqueiro de seu exército que acaba preso pelo próprio rei, mas uma série de fatos acabam levando-o para Nottingham e depois para a liderança do exército inglês.

Bem, este novo Robin Hood tem dois problemas. O primeiro é que se trata do início da lenda de Robin Hood. Ou seja, vai decepcionar quase todos os desavisados que esperam encontrar a floresta de Sherwood e todo aquele papo de “roubar dos ricos para dar aos pobres”. Tudo bem que a mania de reboots está na moda em Hollywood, mas já que é assim, este filme deveria se chamar Robin Hood Begins.

E aí vem o segundo problema, este um pouco mais grave. Todos sabemos que a expectativa de vida na Idade Média era baixa. Um homem de 40 anos já era um senhor! E aí vemos Russell Crowe, que acabou de completar 46 anos, como um Robin Hood “em início de carreira”. Olha, até que Crowe não está mal como Robin, mas deveria ter uns 15 anos a menos! Aparentemente Ridley Scott quis repetir a parceria que deu certo em Gladiador (2000) e em quatro outros filmes, mas se esqueceu que os anos se passaram…

Como falei, Crowe está bem, mas um pouco velho. Isso refletiu em seu par. Cate Blanchett está ótima (como sempre) como Marion. Mas, com 41 anos, acho que é a primeira Marion balzaquiana da história!

O resto do elenco é interessante e foi bem escolhido. Max Von Sydow também está ótimo, e o mesmo falo de um quase irreconhecível William Hurt, cabeludo e barbudo. Oscar Isaac surpreende como o explosivo príncipe John, e Mark Strong, pela terceira vez no ano, faz um vilão consistente (ele fez o mesmo em Sherlock Holmes e Kick-Ass). Ainda no elenco, Scott Grimes, Allan A’Dayle, Kevin Durand, Mark Addy e Danny Huston.

Mas o que sobra no elenco falta no roteiro. Não só não vemos Robin Hood como gostaríamos, como ainda temos vários momentos forçados. Ora, em toda a Inglaterra, Robin foi parar justo na casa da única pessoa que conhece a sua infância? Frei Tuck sabia lutar na frente de batalha? E isso faz certas coisas perderem a credibilidade, como aquele desembarque que parece o dia D na Normandia na Segunda Guerra Mundial!

Pelo menos o filme é tecnicamente bem feito, o que era de se esperar, já que estamos falando de uma superprodução hollywoodiana dirigida por Ridley Scott. É só a gente ignorar o que conhece sobre Robin Hood e não dar bola pra detalhes de roteiro…

19 maio, 2010

Top 10: Melhores Frases de Filmes

Filed under: Top 10 — Helvecio @ 5:24 pm

Top 10 Melhores Frases de Filmes

Existem várias frases marcantes no cinema. Frases famosas como “May the Force be with you – always”, “My name is Bond, James Bond, ou “Hasta la vista, Baby!”. Mas todas essas são frases que precisam estar dentro do contexto de um filme para ter importância.

Neste Top 10, selecionei frases legais que não precisam de seus filmes para continuarem sendo legais.

(Bem, algumas delas podem ficar meio sem sentido – mas continuarão legais! Vocês podem usá-las para alegrar festinhas… :-P )

Lembrando que já rolaram outros 13 Top 10 aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem e musicais para quem não curte musicais. Visitem!

10 – Apertem os Cintos O Piloto Sumiu:

- Surely, you can’t be serious.
- I am serious; and don’t call me Shirley.
(- Certamente, você não pode estar falando sério,
- Eu estou falando sério, e não me chamo Shirley)

9 – Diabo A Quatro:

- You know, you haven’t stopped talking since I came here? You must have been vaccinated with a phonograph needle.
(- Você sabe que não parou de falar desde que eu cheguei aqui? Você deve ter sido vacinada com uma agulha de toca-discos.)

8 – Uma Cilada Para Roger Rabbit (Jessica Rabbit):

- I’m not bad, I’m just drawn that way.
(- Eu não sou má, só fui desenhada desse jeito)

7 – Pulp Fiction:

- And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who would attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon thee.
(- E eu os atacarei, com grande vingança e raiva furiosa àqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você.)

6 – Duro de Matar:

- Yippie-ki-yay, motherfucker!
(Intraduzível)

5 – Eles Vivem:

- I have come here to chew bubblegum and kick ass… and I’m all out of bubblegum.
(- Eu vim aqui para mascar chicletes e enfiar p$&rrada… e acabaram os meus chicletes.)

4 – Cobra:

- You’re the disease, and I’m the cure.
(- Você é a doença, e eu sou a cura.)

3 – Cidade de Deus:

- Dadinho é o car%$#lho, meu nome é Zé Pequeno p%$#rra!
(Precisa traduzir???)

2- Comando Para Matar:

- Remember, when I promised to kill you last? I lied.
(- Você se lembra, quando eu prometi te matar por último? Eu menti.)

1- Noite dos Arrepios:

- I got good news and bad news, girls. The good news is your dates are here.
- What’s the bad news?
- They’re dead.

(- Eu tenho boas e más notícias, garotas. A boa é que seus namorados chegaram.
- E qual é a má notícia?
- Eles estão mortos.)

E agora, qual será o próximo Top 10?

16 maio, 2010

Duplicidade

Duplicidade

Sabe aqueles filmes onde nada é exatamente o que parece ser?

Ray Koval (Clive Owen) e Claire Stenwick (Julia Roberts) são ex agentes secretos que hoje trabalham com espionagem industrial. Envolvidos em uma grande disputa entre duas gigantes da área de cosméticos, eles resolvem tentar um golpe.

O início de Duplicidade é um pouco confuso. E, conforme o filme avança, tudo fica ainda mais confuso. Mas a boa notícia é que as pontas soltas são resolvidas no fim do filme. Méritos para o inteligente roteiro escrito por Tony Gilroy, também diretor do filme.

O elenco conta com a boa química entre o casal principal, que repete aqui a parceria de Closer – Perto Demais. Owen e Roberts estão ótimos como o casal instável e sempre desconfiado entre si. Além dos dois, ainda temos Paul Giamatti e Tom Wilkinson, como os executivos rivais.

Bom roteiro, bons atores, belas locações e uma trilha sonora interessante fazem de Duplicidade uma boa opção.

13 maio, 2010

Aventureiros do Bairro Proibido

Aventureiros do Bairro Proibido

Jack Burton (Kurt Russell) é um caminhoneiro tipicamente americano, que se vê envolvido com uma milenar batalha sobrenatural entre o bem e o mal no bairro chinês.

Dirigido por John Carpenter em 1986, Aventureiros do Bairro Proibido (Big Trouble in Little China no original) é um filme vagabundo, com cara de filme vagabundo. E mesmo assim, divertidíssimo!

John Carpenter é um nome normalmente ligado a filmes de terror e suspense – afinal, o cara dirigiu clássicos como Halloween (o primeiro!), O Enigma de Outro Mundo e Eles Vivem. Mas ele tem outra característica, ainda mais presente em sua obra: seus filmes sempre têm clima de filme B. Por isso, ele era o cara certo pra este projeto.

O filme é muito trash. Se a gente levar a sério, o roteiro tem um monte de falhas e situações forçadas. E Kurt Russell é perfeito para protagonizar um anti herói como o protagonista de Aventureiros do Bairro Proibido. Russell tem um jeito marrento, meio canastrão, que é a cara de Jack Burton.

Aliás, falando em Kurt Russell… Você já ouviu a expressão “ator assinatura”? Alguns diretores revelam uma certa preferência por um determinado ator. Assim como Tim Burton e Johnny Depp já fizeram sete filmes juntos, John Carpenter e Kurt Russell têm uma parceria de cinco filmes até agora!

No resto do elenco, só um rosto conhecido: Kim Cattrall, hoje famosa como uma das mulheres de Sex And The City, mas que na época ainda fazia filmes de qualidade duvidosa como Porky’s e Loucademia de Polícia

Além das atuações exageradas e das forçações de barra no roteiro, Aventureiros do Bairro Proibido ainda traz cenários com cara de parque de diversões de beira de estrada (o templo na parte final do filme tem neon em volta do ídolo e uma escada rolante – sim, isso mesmo, uma escada rolante!). Somam-se a isso efeitos especiais que já nos anos 80 pareciam fracos e personagens coadjuvantes completamente caricatos.

E, apesar disso tudo, sou muito fã deste filme! Diversão garantida!

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