Galactica, Astronave de Combate (1978)

Galactica, Astronave de Combate (1978)

Desde que acabei de ver a série BSG, de 2004, tenho vontade de rever a série original do fim dos anos 70, também criada por Glen A. Larson. Comprei o dvd com “o filme que deu origem à série” e voltei a uma história que acompanhou parte da minha infância!

Depois de muitos anos de guerra com os cilônios, os humanos estão prestes a conseguir a sonhada paz. Mas mal sabem eles que a trégua proposta pelos cilônios é uma farsa, e o objetivos dos inimigos metálicos ainda é o mesmo de antes: exterminar a raça humana. Acuados, os humanos sobreviventes agora procuram um novo lugar, um planeta que eles nem sabem se existe: a Terra.

Na verdade, este filme é composto dos três primeiros episódios da série de 1978, que teve um total de 24 episódios e depois foi cancelada por ser cara demais. Mas, apesar de ser uma produção para a tv, passou nos cinemas como um filme completo – me lembro de ter visto isso, se não me falha a memória, no cinema que tinha no Barrashopping. Depois do filme, a série passou na tv daqui. Era uma das três séries de tv de ficção científica que heu curtia – as outras eram Buck Rogers e Fuga do Século 23 (Logan’s Run no original).

As comparações são inevitáveis. Afinal, a nova BSG é uma das melhores séries da história da tv! Vamos a elas então.

O novo Adama de Edward James Olmos é muito bom, mas o Adama antigo de Lorne Greene também é. O mesmo acontece com Starbuck, uma mulher na na série nova (Katee Sackhoff), mas um homem aqui (Dirk Benedict, que depois foi o Cara de Pau em Esquadrão Classe A). O Apolo antigo era melhor, seu intérprete Richard Hatch inclusive ganhou um papel na série nova (o terrorista Tom Zarek). Por outro lado, o Baltar novo é muito melhor que o antigo – o ator James Callis era uma das melhores coisas da série. Tigh e Boomer novos também são melhores.

(Curiosidades: alguns personagens masculinos viraram mulheres na nova versão. Além de Starbuck, Boomer era um homem negro e virou uma mulher oriental.)

Parágrafo novo para falarmos dos cylons – chamados de cilônios na época. Os cilônios eram legais, grandes, assustadores, com aquela luzinha no olho e voz metálica. Mas os novos são muito melhores! Os novos robôs são melhores, e ainda rolam os cylons em forma de humanos. E isso porque não falei da Tricia Helfer e sua Caprica Six! Covardia…

Gosto muito da trilha sonora da nova versão, mas a trilha orquestrada de Stu Phillips, usada nesta versão antiga, é imbatível. Por outro lado, os efeitos especiais, a cargo do premiado John Dykstra (também produtor), eram muito bons para o fim dos anos 70, os melhores que a tecnologia da época podia oferecer; mas, vistos hoje, “perderam a validade”. Alguns dos efeitos são repetidos, como os caças saindo da Galactica. Aparece a mesma cena várias vezes!

Galactica sofreu um processo movido por George Lucas, pela semelhança com Guerra nas Estrelas, lançado um ano antes. Realmente, o visual é muito parecido, os cilônios lembram os stormtroopers, o líder dos inimigos é o “imperious leader”, nome que remete ao Império, rola até uma “cena da cantina”! Mas isso é só no formato, uma história nada tem a ver com a outra.

Gostei de ter revisto o antigo Galactica, Astronave de Combate depois de ter virado fã do novo BSG. São filmes diferentes, com um quarto de século de diferença entre eles. Mas, essecialmente, ambas as séries falam sobre a mesma coisa: ação, drama, política, religião, tradições, tudo isso embalado em uma boa aventura espacial. E ainda dá pra ouvir o Starbuck de Dirk Benedict soltar um “frak!”, exclamação muito usada na nova série (substituindo um certo palavrão começado pela letra “f”).

Existiu uma segunda tentativa de Galactica depois do cancelamento desta – dois anos depois, surgiu Galactica 1980. Foi um fracasso, quase todos os atores da primeira versão não participaram porque acharam o roteiro fraco, e acabou sendo cancelada após o décimo episódio. Não me lembro se essa passou no Brasil.

O dvd que comprei é importado, acho que não foi lançado aqui. Só através de torrent ou esperando uma reprise da tv a cabo…

(Deu vontade de comprar os dvds da tempoarada completa…)

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5 pensamentos sobre “Galactica, Astronave de Combate (1978)

  1. [...] Colonial Viper – Galactica, Astronave de Combate [...]

  2. [...] Proibido, 1956), Johnny 5 (Short Circuit, 1986), Optimus Prime (Transformers, 2007), Cilônios (Galactica, Astronave de Combate, 1978), Ash (Alien, 1979) e a robô marciana de Marte Ataca! [...]

  3. [...] Proibido, 1956), Johnny 5 (Short Circuit, 1986), Optimus Prime (Transformers, 2007), Cilônios (Galactica, Astronave de Combate, 1978), Ash (Alien, 1979) e a robô marciana de Marte Ataca! [...]

  4. [...] enquanto o ocidente era monopolizado por aventuras como Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas e Galactica, Astronave de Combate, o oriente tinha uma visão diferente, mais séria, acho até que rolava um trauma pós-guerra (só [...]

  5. [...] enquanto o ocidente era monopolizado por aventuras como Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas e Galactica, Astronave de Combate, o oriente tinha uma visão diferente, mais séria, acho até que rolava um trauma pós-guerra (só [...]

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