Arquivo da categoria: Laurence Fishburne

Matrix

Cítica – Matrix

Hora de rever Matrix!

Thomas Anderson vive uma vida dupla: de dia é programador em uma grande empresa; de noite é o hacker Neo. Quando ele é contactado pelo lendário hacker Morpheus, considerado um terrorista pelas autoridades, passa a ser perseguido. E quando encontra Morpheus, este mostra a o mundo real onde nós vivemos.

Todo mundo já viu Matrix, né? Todo mundo já sabe que é um filmaço, com efeitos especiais que marcaram uma geração e com uma história bem legal, né? O que falar então, hoje, 13 anos depois, deste novo clássico da ficção científica?

Em primeiro lugar, o filme dos irmãos Wachowski continua atual, não perdeu o “prazo de validade”. Os efeitos especiais, mesmo feitos no século passado (o filme é de 1999), ainda dão vontade de pausar e voltar a cena. O visual estilizado, muita câmera lenta, todo mundo de óculos escuros e couro preto, também continua cool. E a história ainda é interessante hoje em dia, com a filosofia de que somos marionetes vivendo num mundo irreal.

Aliás, falando em efeitos especiais, um parágrafo pra falar da briga Matrix vs Star Wars – Ep 1. Rolava uma expectativa muito grande sobre o novo filme da saga Guerra nas Estrelas, já se passavam 16 anos desde o último filme da trilogia clássica. E, enquanto o novo Guerra nas Estrelas decepcionou boa parte dos fãs, na mesma época apareceu este Matrix, filme do qual ninguém tinha ouvido falar, mas que trazia tudo o que os apreciadores de ficção científica gostavam. Matrix levou o Oscar de melhores efeitos especiais, deixando a Lucasfilm frustrada…

Os efeitos especiais são um capítulo à parte em Matrix. O efeito bullet-time, usado naquelas cenas onde a imagem congela e a câmera se move, foi copiado e reutilizado por metade da indústria cinematográfica depois deste filme. E Matrix não traz só bullet time, são vários os momentos extremamente bem feitos, incluindo tiroteios e explosões de tirar o fôlego – a explosão depois do choque do helicóptero no prédio é fantástica!

Matrix foi escrito e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowski – e fizeram um excelente trabalho, diga-se de passagem. Sobre eles, tenho dois comentários. O primeiro, profissional: curiosamente, eles nunca mais fizeram nada do mesmo nível. Antes de Matrix, fizeram apenas um filme, Ligadas Pelo Desejo, thrillerzinho meia boca com cara de Supercine. Depois, além das duas continuações, só fizeram Speed Racer por enquanto. Ou seja, um filme digno de listas de melhores filmes da história da ficção científica; o resto da carreira é dispensável.

O outro comentário é pessoal: de um tempo para cá, pediram para não serem mais chamados de “Wachowski Brothers”, e sim de “The Wachowskis”. Larry teria mudado de sexo, e virado Lana Wachowski. E Larry/Lana é tão reservado(a), que na sua página do imdb nada consta sobre o caso… Bem, nada contra, se ele/ela for mais feliz assim…

O elenco traz Keanu Reeves talvez no melhor papel de sua vida. Reeves nunca foi reconhecido como um ator versátil. Mas o seu estilo se encaixa perfeitamente no do protagonista Neo. Carrie Ann Moss idem, na época parecia que teríamos uma nova e bela estrela, mas ela nunca mais conseguiu um papel tão relevante como a Trinity. Os grandes Laurence Fishburn e Hugo Weaving estão ótimos com os seus Morpheus e Agente Smith. Ainda no elenco, Joe Pantoliano e alguns nomes que não vingaram depois, como Marcus Chong, Anthony Ray Parker, Julian Arahanga e Belinda McClory.

Matrix teve duas continuações, filmadas simultaneamente, num projeto totalmente equivocado do estúdio. Matrix Reloaded, o segundo filme, lançado em 2003, nem é ruim, traz uma boa evolução nos efeitos especiais, mas deixa pontas soltas que seriam resolvidas no filme seguinte. Matrix Revolutions, lançado no mesmo ano de 2003, não só deixa as pontas soltas como é bem mais fraco que os outros dois. Seria melhor que tivessem feito apenas uma continuação!

Agora tomarei coragem para ver os outros dois…

Contágio

Crítica – Contágio

Beth volta aos EUA depois de uma viagem a Hong Kong e começa a passar mal. Ela não sabe, mas está carregando um perigoso e mortal vírus, que a mata dois dias depois. Aos poucos, novos casos aparecem pelo mundo, dando início a uma epidemia global.

Uma coisa interessante no novo filme de Steven Soderbergh é que este é um tipo de coisa que pode acontecer a qualquer momento. Um terror real! E com direito a falência da sociedade e o caos reinando nas ruas. Mas o clima do filme não é terror, nem ação (como o semelhante Epidemia, de 1995). É um drama com núcleos de personagens que não necessariamente se encontram, semelhante a Short Cuts, de Robert Altman.

A semelhança com Altman também rola por causa do excelente elenco multi estrelado, como também acontece de vez em quando em filmes de Soderbergh. Vários bons atores estão presentes, como Gwyneth Paltrow, Matt Damon, Jude Law, Laurence Fishburne, Kate Winslet, Marion Cotillard, Elliot Gould e Jennifer Ehle.

Gostei da estrutura do filme, mostrando o dia a dia da epidemia. Gostei também do fim do filme, mas não falo aqui por causa de spoilers. E também da trilha sonora tensa, a cargo de Cliff Martinez, ajuda na dramaticidade dos acontecimentos.

No fim, podemos dizer que em pelo menos um aspecto Contágio é eficiente: um cara tossiu dentro do cinema, e heu fiquei bolado…

A previsão de estreia é no dia 28 de outubro, mas quem etiver ansioso, vai passar antes no Festival do Rio, que começa esta sexta.

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Pulp Fiction

Predadores

Predadores

Um grupo de soldados de elite, estranhos entre si, vindos de lugares diferentes, se encontra numa floresta desconhecida e precisa lutar contra um misterioso inimigo.

Todos aqui conhecem a franquia Predador, certo? Tivemos Predador em 1987 e sua continuação em 90; recentemente, dois Alien Vs Predador (2004 e 07). Pra quem não sabe do que se trata: o predador é um caçador, vindo de outro planeta. Usa uma avançada tática de camuflagem e poderosas armas. E caça por esporte.

Aí vem a pergunta: precisa de mais um, já que os dois AVP foram fraquinhos? O que mais me chamou a atenção nesta nova produção com cara de caça níqueis vagabundo foi o nome Robert Rodriguez na produção. Sou fã do cara, se ele assina, merece um crédito… Porque admito que nunca tinha ouvido falar do diretor Nimrod Antal.

O roteiro traz uma surpresa logo de cara, que diz respeito a onde eles estão. E, lá pro meio, traz outra surpresa legal. Mais não digo por causa dos spoilers. Mas posso dizer que tudo está coerente com o conceito da franquia.

Quando li quem liderava o elenco, me questionei o que diabos Adrien Brody estava fazendo aqui. Caramba! O cara ganhou o Oscar de melhor ator há sete anos, e agora faz uma continuação de um filme de ação descerebrado? Mas, reconheço que ele até que funciona… Brody está fortão, com cara de mau e voz gutural de Batman. Coerente com o papel.

O elenco é acima da média, em se considerando que o segundo filme, de 1990, tinha Danny Glover como nome mais famoso. Além de Brody, temos Topher Grace (o eterno Forman de That 70’s Show), Danny Trejo (esse cara deve ser amigo do Robert Rodriguez…), Laurence Fishburne, Walton Goggins, Oleg Taktarov e Alice Braga.

(Aliás, Alice Braga está mandando bem em sua carreira internacional de filmes de ação / ficção científica. Depois de Eu Sou a Lenda e Repo Men, aqui ela é, mais uma vez, o principal papel feminino!)

O ponto fraco do elenco foi Laurence Fishburne. Gosto dele, é um bom ator, mas achei seu personagem completamente inconsistente – além de estar acima do peso exigido pelo papel!

O roteiro ainda tem alguns furos (como é que o médico saiu no meio da explosão, se ele estava bem distante dos outros?). Mas, para o que o filme se propõe, funciona. E os efeitos especiais e cenários são muito legais.

Boa diversão descerebrada!

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