Blog do Heu

19 fevereiro, 2011

O Turista

O Turista

Depois de ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro por A Vida Dos Outros, o diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck foi convidado para ir para Hollywood para refilmar Anthony Zimmer – A Caçada. A ideia parecia boa, já que o elenco contava com o star power de Angelina Jolie e Johnny Depp e as belas locações de Veneza.

Sim, a ideia era promissora. Mas não funcionou…

Elise (Angelina Jolie) é amante de Alexander Pearce, um misterioso homem procurado pela polícia e por mafiosos russos. Em um trem para Veneza, ela encontra um turista americano, Frank (Johnny Depp), e resolve usá-lo como isca para enganar tanto a polícia quanto os mafiosos.

Não sei exatamente qual foi o problema, mas O Turista não engrena. Talvez tenha sido a indecisão do diretor von Donnersmarck ao escolher o estilo do filme – às vezes parece policial, mas um policial devagar demais (perseguições em lanchas lentas?); às vezes parece comédia (Johnny Depp insiste em falar espanhol em plena Itália). Talvez tenha sido a previsível e ridícula virada de roteiro bem ao fim do filme.

Aliás, preciso falar dessa virada de roteiro, mas, antes, os tradicionais avisos de spoiler:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

No fim do filme descobrimos que na verdade Frank é Alexander Pearce. E aí, acaba o filme e começamos a pensar em várias situações ao longo do roteiro onde isso não teria lógica. Caramba, e se Elise não se sentasse perto dele no trem? E, seguindo essa linha, descobrimos inúmeros “e se”…

FIM DOS SPOILERS

No elenco, além de Jolie e Depp, temos Paul Bettany, Timothy Dalton e Rufus Sewell. As atuações foram alvo de piada de Ricky Gervais na entrega do Globo de Ouro – ele falou que, num mercado cheio de filmes em 3D, O Turista trazia atuações em 2D. Mas não achei nada tão comprometedor assim. se o filme é fraco, não é culpa do elenco, os atores nos apresentam o esperado.

Enfim, tem coisa melhor no circuito…

20 janeiro, 2011

Cidade das Sombras

Cidade das Sombras

Estou aproveitando a fraca safra de séries para rever filmes legais. O da semana foi este Cidade das Sombras (Dark City), interessante ficção científica de 1998.

John Murdoch acorda em um quarto de hotel com amnésia, e descobre que é suspeito de uma série de assassinatos. Enquanto tenta juntar as peças para entender a sua situação, descobre que a cidade é controlada por um grupo de seres chamados Os Estranhos, que têm o poder de alterar tanto a arquitetura da cidade como o comportamento de seus habitantes.

Um cara acorda e descobre que está num mundo diferente, controlado por pessoas diferentes – parece Matrix, né? Mas Cidade das Sombras foi feito um ano antes!

Matrix é mais famoso, e seus efeitos especiais foram um marco em Hollywood. Os efeitos de Cidade das Sombras não foram revolucionários, mas também são impressionantes, com seus cenários que mudam de forma sob os nossos olhares.

Escrito e dirigido por Alex Proyas, que pouco antes fizera O Corvo, e recentemente fez o interessante Presságio, Cidade das Sombras tem um visual impressionante até hoje, treze anos depois. A “cidade escura” é repleta de elementos góticos e está sempre à noite, o que proporciona uma bela fotografia.

O elenco traz algumas curiosidades. O protagonista, Rufus Sewell, é menos conhecido que os três coadjuvantes, Jennifer Connelly, Kiefer Sutherland e William Hurt. E o ator Richar O’Brien, o Mr. Hand, é o autor do musical The Rocky Horror Picture Show. Mais uma: é o filme de estreia de Melissa George, que faz a prostituta início do filme.

Agora preciso rever 13º Andar, outro “precursor” de Matrix – e depois, rever Matrix, claro…

Filme essencial para a cinemateca fantástica dos anos 90!

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