Blog do Heu

27 abril, 2012

À Beira do Abismo

Crítica – À Beira do Abismo

Um ex-policial, atualmente fugitivo da prisão, se hospeda em um hotel e vai para o parapeito, de onde ameaça se suicidar. Ao mesmo tempo, um intrincado roubo de diamantes está prestes a acontecer do outro lado da rua.

Sabe quando um filme não chega a ser ruim, mas também não consegue ser bom, devido a muita coisa forçada no roteiro? É o caso aqui. Dirigido pelo desconhecido Asger Leth, À Beira do Abismo (Man on a Ledge, no original) tem um bom ritmo, bons personagens e uma história atraente. Mas o roteiro tem tantas inconsistências que só com muita suspensão de descrença a gente consegue chegar ao fim do filme!

O papel principal é de Sam Worthington, aquele que ameaçou virar uma grande estrela meteórica quando estrelou Avatar e o novo Exterminador do Futuro, mas depois mostrou que é fogo de palha. Aqui ele nem está mal, mas também o papel não exige muito. Minhas críticas ao elenco vão para outros dois nomes: Edward Burns, o primeiro policial a chegar; e Kyra Sedgwick, a repórter sensacionalista. Dois bons atores em dois papeis sem nenhuma importância. Ainda no elenco, Elizabeth Banks, Ed Harris, Genesis Rodriguez, Jamie Bell, William Sadler e Anthony Mackie.

À Beira do Abismo é um filme divertido. Mas só se a gente não parar pra pensar…

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4 abril, 2012

Fúria de Titãs 2

Crítica – Fúria de Titãs 2

Ninguém pediu, mas, olha lá, tem continuação de Fúria de Titãs em cartaz nos cinemas…

Dez anos depois de derrotar o Kraken, Perseu virou um pescador e leva uma vida pacata ao lado do filho pequeno. Até que ele é chamado para salvar seu pai, Zeus, aprisionado por Hades e Ares, que pretendem libertar Kronos, o terrível pai dos deuses.

Parece que o único objetivo desta continuação, desta vez com Jonathan Liebesman na cadeira de diretor, era mostrar efeitos especiais. Rolam quimeras, cíclopes e um minotauro, além do grande vilão, um gigantesco monstro de fogo do tamanho de uma montanha. Só não gostei do minotauro (que só aparece direito depois de terminada a luta), o resto é muito bem feito. Ah, sim, também gostei da concepção do labirinto, ficou bem legal a cena.

Mas, por outro lado, achei os personagens rasos demais. Sam Worthington volta ao papel principal. Na época do primeiro filme, achei que ele seria uma grande promessa, já que estrelara dois grandes blockbusters, Avatar e o novo Exterminador do Futuro, mas hoje revejo os meus conceitos. Ralph Fiennes e Liam Neeson, grandes atores, voltam aos seus papeis de Hades e Zeus, mas estão meio perdidos – Hades mudar de ideia tão rapidamente não me convenceu. Andromeda, interpretada pela bela Rosamund Pike, passa quase o filme inteiro com um sorriso bobo no rosto. E o grande Bill Nighy está completamente desperdiçado num papel minúsculo. E ainda tentaram arranjar um alívio cômico com o Agenor de Toby Kebbell, mas o seu “sub Jack Sparrow” ficou caricato e não funcionou.

Some o roteiro fraco aos personagens rasos, e o resultado é um filme que só empolga nas cenas de ação – parece que foi a única coisa bem cuidada no filme.

Fúria de Titãs 2 nem é ruim. Mas passa longe de ser bom. Prefira o primeirão, lá de 1981!

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5 junho, 2010

Fúria de Titãs (2010)

Fúria de Titãs (2010)

Depois de rever o Fúria de Titãs original, fui ao cinema checar a refilmagem!

A história não é exatamente igual à do primeiro filme, mas é bem parecida. O semi-deus Perseu, filho de Zeus com uma humana, luta contra monstros mitológicos como a Medusa e o Kraken, para salvar a cidade de Argos.

Bem, é claro que precisamos fazer uma comparação entre o original e a refilmagem, né? Pois bem, a nova versão tem méritos e defeitos.

Tem algumas coisas que não entendo. Por que desprezaram Bubo, a corujinha robô? Ela aparece, rapidamente, para dizerem que ela não será necessária. Outra coisa deixada de lado foi o romance com a princesa Andromeda. Devem ter pensado que o filme ficaria mais “mulherzinha”. Mas achei isso bem nada a ver, principalmente porque acaba rolando outro interesse romântico para Perseu. Mais uma coisa: Pegasus negro? Como assim? Pegasus sempre foi branco! Este foi um dos piores exemplos de politicamente correto da história!

Tem outras coisinhas. Algumas coisas foram alteradas, mas não ficaram nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Mesmo assim, me pergunto: por que mudar coisas como a origem dos escorpiões gigantes e a história de Calibos?

O filme tem outro problema, infelizmente comum em filmes de ação dos dias de hoje. As lutas parecem filmadas por câmeras com problemas epiléticos. Tudo treme demais! Sabe a cena dos escorpiões gigantes? Não consegui contar quantos são os escorpiões!

Mas nem tudo piorou. Gostei muito do personagem Hades, que não existia na primeira versão. Gostei também de alguns cenários, como o lugar onde as bruxas moram. E o que pedia melhores efeitos, claro, também ficou melhor. Sou fã do stop motion de Ray Harryhausen, mas admito que aquilo era tosco. O Kraken, a Medusa, o vôo do Pegasus, tudo isso ficou muito legal.

A direção desta refilmagem ficou a cargo de Louis Leterrier, diretor francês que tem bom currículo com filmes de ação – ele fez os dois primeiros Carga Explosiva e O Incrível Hulk com o Edward Norton (o filme do Hulk com o Eric Bana é do Ang Lee!).

O elenco traz no papel principal um dos nomes mais badalados do momento, Sam Worthington, protagonista de Avatar e do novo Exterminador do Futuro. E temos alguns grandes atores em papéis secundários, como Liam Neesson e Ralph Fiennes como Zeus e Hades – será que rolou uma lembrança da época de A Lista de Schindler? E também tem Pete Postlethwaite como o pai de Perseu. Ainda no elenco: Gemma Arterton (que também está em Príncipe da Persia), Elizabeth McGovern, Jason Flemyng, Alexa Davalos e Mads Mikkelsen.

Enfim, bom filme-pipoca para ser visto nos cinemas, na tela grande. Mas o original ainda é melhor…

26 dezembro, 2009

Avatar

Avatar

Alguns filmes viram marcos na história do cinema por causa da sua revolução nos efeitos especiais. Foi assim em 1969 com “2001″, em 77 com “Guerra nas Estrelas” e em 93 com “Parque dos Dinossauros”.  E agora, em 2009, com Avatar.

Um mineral valiosísimo é encontrado num planeta distante, Pandora. Só que o ar de Pandora é venenoso para os humanos. A solução encontrada é a criação de avatares, seres híbridos entre humanos e Na’vi, o povo nativo, controlados à distância por humanos.

A história não é nada original, algumas partes da trama chegam a ser bem previsíveis, aliás. Mas a forma como está história foi contada, ah, isso sim é novo!

Hoje em dia, efeitos criados por computação gráfica não são mais novidade. Mas acredito que até agora nada deste porte tinha sido feito: foi criado todo um novo planeta, com nova fauna e nova flora. Isso sem contar com os gigantes azuis Na’vi. E, em momento nenhum, temos a impressão de que são efeitos. É tudo muito real!

James Cameron era um eficiente diretor de filmes de ação nos anos 80 e 90, até “True Lies”, de 93. Depois disso, ele fez só dois filmes, justamente dois dos projetos mais megalomaníacos da história do cinema: este “Avatar” e “Titanic”, de 97. Lembro da época que “Titanic” estava sendo feito. Todos em Hollywood falavam do provável fracasso do filme, que tinha estourado todos os limites de prazo e de orçamento. E o que aconteceu depois, todos sabem: Cameron calou a boca dos críticos conseguindo a maior bilheteria da história até então. E de quebra ainda ganhou 11 Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor, igualando o recorde de “Ben-Hur”.

Com “Avatar”, rolava uma certa ansiedade, já que ele anunciara que tinha esperado por anos até a tecnologia necessária ser criada, para então fazer o seu filme. Claro, isso cria uma grande expectativa. Mas podemos dizer que funcionou: “Avatar” é realmente de encher os olhos!

Parte da animação por computador foi feita através de um sistema de captura de movimentos do ator. Sendo assim, alguns nomes do elenco não aparecem na tela, mas os atores foram essenciais para a construção daquilo, como Zoe Saldana (do último “Star Trek“), CCH Pounder e Wes Studi. Outros atores, como o protagonista Sam Worthington e Sigourney Weaver (que já tinha trabalhado com Cameron em “Aliens, O Resgate”), aparecem nas duas versões: tanto humanos quanto Na’vis. Também no elenco, Michelle Rodriguez, Stephen Lang, Giovanni Ribisi e Joel Moore.

Enfim, disse lá em cima e repito: “Avatar” é um grande filme, que será lembrado como um marco na história dos efeitos especiais. Para ser visto no cinema, de preferência em 3D!

12 junho, 2009

O Exterminador do Futuro: A Salvação

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O Exterminador do Futuro: A Salvação

O primeiro Exterminador do Futuro, dirigido por James Cameron em 1984, é um dos melhores filmes de ação / ficção científica da década de 80, e ainda criou um papel perfeito para o ex fisiculturista (e hoje político) Arnold Schwarzennegger. Sua continuação, em 1991, também dirigida por Cameron, não só manteve o bom nível do primeiro, como ainda foi um marco no uso dos efeitos especiais por computador, ao criar um exterminador de metal líquido. Em 2003 houve uma terceira parte, bem mais fraca que os dois primeiros. E agora chega aos cinemas o quarto filme. E aí? Funcionou?

Sim, funcionou. Não sei se ficará para a história como os dois primeiros, mas é bem melhor que o terceiro, e bem melhor do que muitos dos recentes ”filmes novos com ideias antigas”.

(Explicando a expressão usada aí em cima: Hollywood não tem tido muita imaginação para criar novas ideias, é só vermos a enorme quantidade de refilmagens, releituras e reciclagens em geral que ocupam as listas de filmes mais vistos dos últimos tempos!)

Todos conhecem a história, né? No futuro (o “distante”1997), houve uma hecatombe nuclear, e as máquinas decidiram tomar conta do planeta e exterminar a raça humana. Então, mandam um robô – o “Exterminador” – para o passado, para matar a mãe de John Connor, líder da resistência no futuro.

Enquanto os outros filmes se passavam antes da hecatombe, com exterminadores e humanos voltando pro passado, este quarto filme se passa depois, com John Connor já adulto. Connor luta para salvar Kyle Resse, um jovem que no futuro voltará ao passado e se tornará o seu pai. Enquanto isso, um misterioso Marcus Wright aparece ao lado dos “mocinhos”, e não sabemos exatamente quem é ele. E contar mais sobre este bom personagem estraga o filme para quem não viu.

O elenco é cheio de nomes legais. Sam Worthington “rouba” o filme como Marcus; Anton Yelchin, o Checov do novo Star Trek, também está bem como Kyle Reese. Também estão no elenco Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Helena Bonham Carter e Michael Ironside. Curiosamente, Christian Bale, o Batman, logo o protagonista, apesar de bom ator, é o elo fraco do elenco. Usar exatamente a mesma voz gutural do cavaleiro das trevas não foi uma boa ideia…

Coube a direção a McG, que apesar do nome esquisito, já mostrou eficiência em filmes de ação ao dirigir os dois As Panteras. E os ótimos efeitos especiais ficaram a cargo da consagrada Industrial Light & Magic, fazendo um bom trabalho ao misturar efeitos mecânicos e computadorizados. E existe uma surpresa muito legal no fim do filme, quando aparece o primeiro T800!

Enfim, como dito lá em cima, o tempo vai dizer se esse virará um clássico como os dois primeiros. Mas por enquanto podemos ficar com um bom filme de ação!

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