Blog do Heu

18 agosto, 2010

Os Mercenários

Os Mercenários

Um filme que reúne Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenneger, Bruce Willis, Mickey Rourke, Eric Roberts, Jason Statham e Jet Li é um filme que PRECISA ser visto!

A trama do novo filme dirigido, escrito e estrelado por Stallone é simples e eficiente: um grupo de mercenários é contratado pra derrubar o ditador de um pequeno país da América Latina. Claro que coisas dão errado. E claro que tem uma mulher no meio da história.

Mas… Será que alguém vai ver Os Mercenários por causa da história? Não acredito. O legal aqui é ver o dream team dos filmes de ação!

Tá quase todo mundo lá. Pena que Jean Claude Van Damme, Steven Seagal e Wesley Snipes não puderam se juntar ao elenco (o primeiro não gostou do roteiro, o segundo brigou com o produtor, e o terceiro não está autorizado a sair dos EUA). Quem sabe não rola uma continuação e eles aparecem?

O resto do elenco conta com lutadores e ex-lutadores de lutas como Ultimate Fighting, como Randy Couture, Steve Austin e Terry Crews. Ou seja, quem não era “action hero” do cinema, era “action hero” dos ringues!

O filme é pura testosterona, quem gosta de filmes de ação não vai reclamar. Temos brigas (de vários estilos), tiros (de vários calibres), facas, explosões, perseguições de carros, tudo em boa quantidade. E algumas das cenas são tão boçais que causam gargalhadas! Mas, apesar dos momentos engraçados, o filme não é uma comédia. Apenas não se leva a sério, o que é uma grande virtude – não daria pra levar a sério um elenco desses, com a idade que essa galera tem hoje em dia.

Ok, o roteiro tem algumas situações que fogem à lógica. (Aviso de Spoilers leves!) Por exemplo, cinco mercenários americanos (ou quase) vão até um pequeno país latino-americano, matam TODO o exército local, e na despedida, a habitante local – sem governo, sem exército – está feliz. Por que?

Para nós, brasileiros, o filme ainda tem outro atrativo: boa parte foi filmada no Brasil. O palácio do ditador é o Parque Lage, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. E parece que a cidade mostrada é Mangaratiba.

Stallone recentemente se envolveu em uma polêmica, na divulgação do filme na Comic-Con, ele fez comentários politicamente incorretos sobre sua estadia no Brasil. Mas não acho que isso seja motivo para boicotar o filme…

Enfim, uma boa opção para os fãs de um bom e exagerado filme de ação!

3 janeiro, 2010

Falcões da Noite

Falcões da Noite

Eficiente filme de ação do início dos anos 80, Falcões da Noite (Nighhawks no original), de 1981, mostra dois policiais de Nova York lutando contra um perigoso terrorista europeu.

Os três principais nomes do elenco são conhecidos. O protagonista é Sylvester Stallonne, badalado na época, tinha acabado de fazer Rocky 2, e o primeiro Rambo viria no ano seguinte. Seu parceiro é Billy Dee Williams, recém saído da pele de Lando Calrissian, em O Império Contra-Ataca (80). E o terrorista é Rutger Hauer, recém chegado da Holanda natal, e que no ano seguinte faria o clássico Blade Runner.

Aliás, a carreira de Hauer é interessante. No início dos anos 80, ele era badaladíssimo, famoso por filmes como Blade Runner, Ladyhawk, O Casal Osterman, Conquista Sangrenta e A Morte Pede Carona. Mas, e depois? O que aconteceu com o cara? Nunca mais fez nada que preste…

E agora vou confessar uma coisa para vocês: sou fã deste filme, mas não é por causa do elenco, nem pela direção de Bruce Malmuth. É por causa da trilha sonora, composta pelo gênio Keith Emerson, o melhor tecladista do mundo, da banda ELP! Sou muito fã do cara, e só conheço dois filmes para os quais ele fez a trilha sonora, este e Inferno, do Dario Argento – nem preciso falar que tenho as duas trilhas, né?

11 fevereiro, 2009

Rambo IV

Filed under: Ação,Sylvester Stallone — Helvecio @ 7:20 pm
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Rambo IV

Hoje em dia Hollywood passa por uma grave crise de criatividade. Talvez por falta de imaginação, talvez por insegurança de trilhar por caminhos novos, tivemos, nos últimos anos, uma enxurrada de continuações e refilmagens.

Depois de Duro de Matar 4 e Rocky 6 (foi o 6 ou o 7?), por que não voltarmos ao Rambo?

O problema é que John Rambo é uma caricatura datada. O primeiro filme, no distante ano de 82, mostra um veterano do Vietnã voltando pra casa e sendo maltratado por uma cidade pequena. É um filme muito bom, onde um homem simples e traumatizado pela guerra briga pela própria sobrevivência. E, usando a máxima “se você for cutucar um animal selvagem, cuidado porque ele pode te cutucar de volta”!

Aí vieram as continuações e Rambo virou farofa. Inventaram motivos pra ele voltar pro Vietnã e matar algumas dúzias de pessoas. E o grande barato dos filmes era isso: a boçalidade exagerada. Muitos tiros, muitas explosões, muitas mortes – e só isso.

E então se passaram uns 20 anos. Se antes o Rambo tinha uns trinta e poucos anos, agora ele tem uns 60. Se antes ainda tinha sentido se falar em Vietnã, agora isso virou passado distante. E agora, como fazer mais um filme e guardar mais uns trocados pra aposentadoria?

Aí entra o problema desse filme novo. Como contextualizar um cara velho num cenário de guerra ultrapassada?

Bem, o filme Rambo IV não se preocupa com isso. A solução é simples: muito mais tiros, muito mais explosões, muito mais mortes – e só isso de novo! A diferença é que agora, a tecnologia permite mostrar um sangue cenográfico muito mais “real”…

John Rambo, já um senhor de idade, está vivendo como barqueiro na Tailândia. Um grupo humanitário pede a sua ajuda, ele a princípio diz que não, mas, ninguém sabe por que, muda de idéia. Claro que esse grupo é capturado pelos bandidos, e claro que Rambo chefia o grupo de mercenários que vai resgatá-los.

Se a sua idéia de diversão for sangue, tiros e explosões, divirta-se, porque esse é um bom filme NESSE ASPECTO.

Mas se você se interessar por algo um pouco mais profundo do que um pires, alugue o primeiro filme, que é bem melhor…

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