Blog do Heu

9 janeiro, 2012

The Doors

Crítica – The Doors

Nos anos 90 tive uma banda cover de The Doors, chamada The Windows (bom nome, não?). Rolou uma proposta pra talvez uma reunião agora em 2012. Me empolguei e peguei o filme pra rever.

Cinebiografia da banda californiana The Doors, um dos maiores nomes da música americana do fim dos anos 60 e início dos anos 70. O filme é focado no vocalista Jim Morrison, um dos ícones da época, que faleceu em 1971 com apenas 27 anos.

Dirigido por Oliver Stone e lançado em 1991, The Doors tem uma característica que é ao mesmo tempo boa e ruim: o filme é “a maior viagem”. Isso é ruim porque às vezes o filme se torna enfadonho; por outro lado, isso é bom, porque Jim Morrison era assim mesmo.

The Doors traz vários acontecimentos ligados à história e à mística da banda. Muita gente questiona se o que aparece na tela é real ou não. mas não dei muita bola para isso. O que me pareceu mais importante foi ver como um grande talento da música foi desperdiçado por causa das drogas, tão comuns na época.

O talento do diretor Oliver Stone é inquestionável. O seu problema é que muitas vezes seus filmes são chatos – Pauline Kael, uma famosa crítica norte-americana, uma vez declarou que estava feliz ao se aposentar porque não precisaria mais ver filmes de Stone. Heu particularmente acho que ele faz muitos filmes políticos – só sobre a guerra do Vietnam foram três! Este The Doors é um dos poucos filmes que nada têm a ver com política. Coincidência ou não, é o meu Oliver Stone favorito.

Val Kilmer como Jim Morrison vale um texto à parte. Talvez esta seja uma das caracterizações mais perfeitas da história do cinema. Kilmer não ficou parecido, ele ficou IGUAL a Morrison. Uma das cenas mostra a sessão de fotos de onde saiu a famosa foto de Morrison sem camisa com os braços abertos, foto usada à exaustão em posters até hoje. E na cena é Kilmer, igualzinho a Morrison. E tem mais: é Kilmer quem canta as músicas no filme. Não só a aparência física estava igual, a voz também estava. Diz a lenda que, na época, levaram gravações com a voz de Kilmer para Ray Manzarek, tecladista do Doors, e este não teria reconhecido, num teste cego, quem era o cantor e quem era o ator.

Val Kilmer é o grande nome do filme, mas não é o único conhecido. O elenco é estelar: Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Kathleen Quinlan, Kevin Dillon, Frank Whaley, Michael Madsen, Michael Wincott, Kelly Hu e Mimi Rogers, além de algumas pontas, como Crispin Glover de Andy Warhol, e o próprio John Densmore (baterista da banda) como o técnico do estúdio, quando Morrison já está gordo e barbudo.

A trilha sonora é basicamente composta de músicas do The Doors. Pra quem curte o som da banda, é um prato cheio. Pra quem não curte, pode cansar… Pelo menos as músicas estão muito bem regravadas.

Filme obrigatório para qualquer fã de rock’n'roll!

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A Fera do Rock
Quase Famosos

15 junho, 2009

Top Secret – Superconfidencial

Top Secret

Top Secret – Superconfidencial

Como prometido no tópico sobre Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu, revi Top Secret – Superconfidencial. E confirmo: continua hilariante!

A história todo mundo conhece: Nick Rivers (Val Kilmer), um famoso cantor americano, é convidado para fazer um show na Alemanha Oriental, e acaba se envolvendo com a Resistência Francesa. Mas, na verdade, tudo é pano de fundo para as maravilhosas gags nonsense do trio Zucker-Abrahams-Zucker!

Algumas cenas são antológicas. O que podemos dizer do momento em que os protagonistas falam que isso parece o roteiro de um filme ruim, e depois olham para a tela? Ou do saloon submarino? Ou do “momento Pac Man”?

Isso sem contar a sensacional cena com Peter Cushing, a cena da livraria sueca. Preste atenção, é um único plano sequência, filmado ao contrário! Pena que não dá pra ouvir os diálogos ao contrário – segundo os comentários dos extras, o inglês ao contrário era para parecer sueco…

Por uma inexplicável falha de mercado, esse filme nunca saiu em dvd aqui no Brasil. Dei sorte de conseguir um dvd original gringo baratinho…

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