Blog do Heu

15 dezembro, 2011

Assalto em Dose Dupla

Filed under: Ashley Judd,Comédia,Patrick Dempsey,Tim Blake Nelson — Helvecio @ 8:57 pm

Crítica – Assalto em Dose Dupla

Um banco é surpreendido por dois assaltos ao mesmo tempo – um por uma equipe super-profissional, outro por dois caipiras bem longe do profissionalismo. No meio da confusão, um cliente do banco tenta entender o que está por trás dos assaltos simultâneos.

A princípio achei que seria mais um filme com cara de sessão da tarde. Mas logo a trama mostra que Assalto em Dose Dupla pretendia algo mais ambicioso: ser uma comédia de mistério, algo no estilo do divertido Os Sete Suspeitos.

Dirigido por Rob Minkoff (um dos diretores de O Rei Leão), Assalto em Dose Dupla tem roteiro de Jon Lucas e Scott Moore, os responsáveis pelos dois Se Beber Não Case – desta vez menos politicamente incorretos, mas com a agilidade de sempre. A boa trilha sonora com um pé no jazz ajuda nisso.

O filme é curtinho (menos de uma hora e meia), mas tem tantas reviravoltas no roteiro que, se o espectador piscar o olho pode ficar perdido. Existe um nome para este tipo de trama: é o “whodunit” – “quemfezisso” numa tradução literal. É o que acontece, por exemplo, na série Pânico: ao longo do filme, temos várias pistas sobre quem é o assassino, e quase todos os personagens são suspeitos. Isso rola aqui: existe um responsável por tudo o que está acontecendo no banco, e este mistério é levado até o fim.

O problema é que a trama é tão rocambolesca, e o personagem de Patrick Dempsey é tão “sherlockiano” que a história começa a ficar absurda demais e isso acaba enfraquecendo o filme. Quanto mais confusa a trama, mais “espertinho” Dempsey fica – e fica cada vez mais difícil levar o filme a sério.

O que salva são os personagens. Dempsey está bem, com o seu obsessivo e alucinado protagonista. O mesmo podemos falar sobre o pouco conhecido Matt Ryan e seu vilão de sotaque britânico. Mas o melhor do filme é, sem dúvida, o assaltante caipira de Tim Blake Nelson, que parece ter saído direto de um filme dos irmãos Coen (ele fez um papel parecido em Aí Meu Irmão, Cadê Você). Arrisco a dizer que ele sozinho vale o ingresso!

Mesmo acertando na trave às vezes, Assalto em Dose Dupla pode ser uma boa opção se você se deixar levar, sem parar pra pensar em detalhes.

.

.

Se você gostou de Assalto em Dose Dupla, o Blog do Heu recomenda:
Os Sete Suspeitos
Red
Se Beber Não Case
Se Beber Não Case 2

31 janeiro, 2011

Território Restrito

Território Restrito

Um painel sobre imigrantes de diferentes nacionalidades lutando pela legalização em Los Angeles. O filme lida com problemas com a fronteira, fraude de documento, processo de obtenção do green card, locais de trabalho para imigrantes ilegais, naturalização, terrorismo e, claro, choque de culturas.

Território Restrito é um daqueles filmes de narrativa fragmentada, mostrando vários personagens que nem sempre se cruzam. Já vimos isso antes, isso às vezes funciona, mas nem sempre. O resultado aqui é mediano.

O que gostei é que o filme escrito e dirigido por Wayne Kramer não levanta bandeiras. Em algumas subtramas, os EUA são os “mocinhos”; em outras, são os vilões. Várias raças diferentes são mostradas, e cada uma tem um caminho diferente, independente da imagem que teremos sobre o país onde querem entrar.

É difícil falar sobre o elenco de um filme assim, afinal, cada ator tem muito pouco tempo na tela. Mas deu pena da Alice Braga. Lembro que falaram do Rodrigo Santoro em As Panteras, porque ele não falava nada. Mas seu papel não era tão pequeno. Alice Braga contracena com Harrison Ford, mas só aparece em uma única cena! Sua personagem continua sendo citada, mas ela já devia estar no set de outro filme… Além dos dois, o elenco conta com Ray Liotta, Ashley Judd, Jim Sturgess, Cliff Curtis, Alice Eve, Lizzy Caplan e Sarah Shahi.

O ritmo é um pouco lento, mas a narrativa fragmentada traz fluidez ao filme, que não fica chato em nenhum momento.

Território Restrito não é um filme essencial, mas pode ser uma boa opção.

P.s.: Curiosidade sobre o poster nacional: rolou uma “photoshopada”. No poster original, não era a Alice Braga, era o Ray Liotta à direita…

Tema: Rubric. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.