Blog do Heu

11 maio, 2012

Quero Matar Meu Chefe

Crítica – Quero Matar Meu Chefe

Três amigos, desapontados com seus chefes, pensam na possibilidade de matá-los.

Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses, no original) é aquilo o que a gente espera. Uma comédia com um pé no politicamente incorreto e outro pé no previsível. E com um bom elenco, que salva o filme de cair na mediocridade.

A trama do filme dirigido pelo pouco conhecido Seth Gordon cai em todos os clichês previsíveis. Tá tudo lá: desencontros que causam situações embaraçosas, piadas politicamente incorretas e uma pitada de humor grosseiro. Não é o meu estilo preferido de comédia, mas, dentro do que se propõe, até que o filme funciona “redondinho”.

O melhor aqui sem dúvida é o elenco, principalmente os secundários. O trio principal Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day está bem – tá, talvez Day esteja um pouco acima do tom, mas nada que atrapalhe a fluência do filme. Mas Quero Matar Meu Chefe é dos coadjuvantes Kevin Spacey, Collin Farrell, Jennifer Aniston e Jamie Foxx, principalmente Spacey e Foxx. E o elenco ainda tem Donald Sutherland, Julie Bowen (Modern Family) e Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico)!

Talvez o ponto fraco seja a personagem de Jennifer Aniston. Não pela atriz, que está bem, mas ninguém consegue levar a sério o problema de Day com sua chefa gostosona e ninfomaníaca. Até os outros personagens zombam deste “problema”!

No fim, fica a conclusão que Quero Matar Meu Chefe não é ruim, afinal tem coisa bem pior sendo lançada por aí. Mas também tem coisa melhor…

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5 julho, 2009

Marley e Eu

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Marley & Eu

Confesso que nunca tive vontade de ver esse filme. Afinal, é baseado num livro que nunca me atraiu. O livro “Marley & Eu”, de John Grogan, sobre “o pior cão do mundo”, pode até ser um best seller, mas parece ser uma bomba…

Mas… Meu irmão comprou o dvd, minha cunhada recomendou, e… Lá fui heu assistir o filme… E todos os receios se confirmaram. O filme é realmente muito ruim!

Em primeiro lugar, a história é muito besta! Qualquer um que já teve cachorro(s) e/ou filho(s) tem um rol de histórias tão engraçadas e bonitinhas como o autor do livro. Histórias tão boas quanto, ou até melhores.

Em segundo lugar, o elenco é horrível! Owen Wilson interpreta o mesmo Owen Wilson de sempre. E esse papel não se encaixa bem em filmes desse tipo, ele é melhor fazendo um humor mais pastelão. E Jennifer Anniston também repete o seu papel de sempre, a Rachel de Friends, só que um pouco mais feia que o habitual…

Em terceiro, a produção do filme é tão capenga, que erros técnicos pululam aos olhos! Na cena que Wilson vai ao aeroporto buscar Anniston, chove torrencialmente – só em cima do carro! Pessoas ao fundo caminham tranquilamente, sem chuva. Ou, na cena da praia, vemos areia remexida quando a câmera os pega pela frente, mas areia intacta quando a câmera está atrás deles. Ou, na cena da adestradora, ela pede a Wilson que tire os óculos escuros, para o cão vê-lo nos olhos. Mas as pessoas ao lado continuam de óculos escuros. E por aí vai…

O epíteto “o pior cão do mundo” é porque a tal adestradora (uma desperdiçada Kathleen Turner) desistiu de ensiná-lo. Ora, diabos! Este foi o único cachorro que teve problemas com adestramento? Sr. Grogan, acredite, existem cães bem piores!

Acho que vou escrever um livro contando a história da Zara, uma vira-latas que peguei na rua e foi a minha primeira “filha”…

3 fevereiro, 2009

Rock Star

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Rock Star

Recentemente fui convidado a escrever no site www.hardblast.com , um site, claro, sobre rock’n'roll. Como o site fala de rock, resolvi criar uma “filmoteca rock’n'roll”: filmes legais pra quem curte rock. Se tudo der certo, a cada 15 dias terei um novo texto por lá!

Assim que surgiu o convite, me lembrei do filme Rock Star. Não consigo me lembrar de um filme mais apropriado para o hardblast…

A história: nos anos 80, Steel Dragon, uma das maiores bandas de hard rock  do momento, substitui o vocalista original por um garoto que canta numa banda cover.

Legal a idéia, não? E o pior é que o filme se inspirou numa história verídica: quando o Judas Priest escolheu Tim “Ripper” Owens, então vocalista de uma banda cover, pra substituir Rob Halford quando este saiu do Judas.

Este filme é muito legal. Por que digo isso? Porque é um filme que se preocupou com um detalhe essencial pra quem curte um filme do estilo: vários dos atores são músicos! O próprio Mark Wahlberg era rapper antes de se tornar ator (lambram de Marky Mark and the Funky Bunch?). Dominic West, que faz Kirk Cuddy,  é o único membro do Steel Dragon que é ator “de verdade”. Os outros são uns tais de Jason Bonham (filho do John Bonham) na bateria, Zakk Wylde (Black Label Society, Ozzy) na guitarra e Jeff Pilson (Dokken) no baixo… E ainda tem mais uns músicos de “hair metal” nas bandas cover do filme, Blood Polution e Black Babylon.

Assim, o filme ganha a credibilidade necessária, apesar do diretor Stephen Herek não ser exatamente “da área” – seu filme de maior sucesso é aquela versão de Os 3 Mosqueteiros com Kiefer Sutherland, Charlie Sheen e Oliver Platt.

Mark Wahlberg era rapper, mas aqui não ouvimos a sua voz nas músicas. Ele foi dublado por Jeff Scott Soto e Mike Matijevic (da banda Steelheart). Mas, pra quem tiver paciência para olhar os créditos, verá uma brincadeira que fizeram com ele: o Steel Dragon está no palco, e no P.A. soltam o playback de Good Vibrations – hit do Marky Mark…

O filme explora alguns clichês do famoso “sexo, drogas e rock’n'roll”, temos várias situações em cada um dos 3 vértices. Algumas coisas ficam um pouco forçadas – heu não gostei muito do jeito como Bobby Beers saiu da banda, na frente de um fã, nem da reação do empresário quando Izzy abandona o palco. Mas nada que estrague o resultado final.

Enfim, uma boa diversão pra quem curte rock!

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