Blog do Heu

20 abril, 2012

O Ultimato Bourne

Crítica – O Ultimato Bourne

Último filme da trilogia Bourne visto!

Jason Bourne, o agente sem memória, continua sumido. Até que uma investigação de um jornal britânico faz a CIA caçá-lo novamente. Só que desta vez, Bourne contra-ataca, pois vê uma oportunidade de descobrir o seu passado.

O Ultimato Bourne segue bem a linha do segundo filme, A Supremacia Bourne, com tudo o que isso traz de bom e de ruim. Por um lado, é um eficiente filme de ação, com um bom elenco e algumas sequências extremamente bem filmadas; por outro lado, a repetição do diretor traz de volta a irritante câmera propositalmente trêmula.

Confesso que não gosto desse estilo de câmera na mão usado pelo diretor Paul Greengrass. Funciona em algumas cenas, mas não deveria ser usado ao longo de todo o filme – chega a dar dor de cabeça! Mesmo assim, admito que Greengrass fez um bom trabalho nas cenas de ação. Como aconteceu nos outros dois filmes, O Ultimato Bourne tem uma alucinante perseguição de carros, além de uma ótima sequência a pé pelos telhados de Tangier, no Marrocos. Ah, sim, como acontece nos outros, este filme se passa em vários países.

Aliás, é bom falar: quem gostou dos outros filmes não vai se decepcionar aqui. Não só o alto nível é mantido, como a história de Jason Bourne tem um desfecho – não termina com aqueles desnecessários ganchos para continuações.

(E, para mim, particularmente, a história traz um atrativo curioso: o dia 15 de abril de 1971 é uma data chave na trama. E foi exatamente o dia que heu nasci!)

No elenco, Matt Damon volta a mostrar eficiência no papel de Jason Bourne. Também voltam aos seus papeis Joan Allen e Julia Stiles. O elenco ainda conta com David Strathairn, Scott Glenn, Albert Finney e Edgar Ramirez.

Li no imdb que existem planos para um quarto filme, O Legado Bourne, aparentemente sem Matt Damon, previsto para este ano de 2012. Que mantenham a qualidade!

3 abril, 2012

A Supremacia Bourne

Crítica – A Supremacia Bourne

Segundo filme da trilogia visto!

Dois anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Jason Bourne (Matt Damon) continua vivendo escondido. Até que um incidente o coloca de novo contra a CIA.

Quase sempre, continuações são inferiores aos originais. Infelizmente, o mesmo acontece aqui, neste filme de 2004. Acho que a pior coisa que aconteceu com esta continuação foi a troca do diretor. Paul Greengrass entrou no lugar de Dog Liman. Greengrass filma sempre com a câmera na mão, e o resultado disso é uma imagem balançando por todo o filme. Num filme de ação, com sequências frenéticas, o resultado chega a dar dor de cabeça.

Também achei a história mais fraca, mas isso acontece porque a história continua de onde o primeiro filme acabou, não temos muitas novidades.

Algumas coisas boas que acontecem no primeiro filme se repetem aqui. A Supremacia Bourne usa belas locações espalhadas pelo mundo, em países como Índia, Alemanha e Rússia. E, pra manter a “tradição”, temos uma “nervosa” perseguição de carro.

No elenco, Matt Damon continua sendo “o cara” – ele manda muito bem nas cenas de ação. Franka Potente tem uma participação menor; Brian Cox e Julia Stiles voltam a seus papeis. E o elenco ganha alguns reforços de peso, como Joan Allen e Karl Urban – que há pouco tempo esteve em Star Trek e Red.

A Supremacia Bourne é inferior a A Identidade Bourne, mas não chega a ser um filme ruim, ainda rola vontade de ver o terceiro, O Ultimato Bourne – apesar de saber de antemão que foi dirigido pelo mesmo Paul Greengrass (imagem tremida à vista!). Em breve falo dele aqui!

4 maio, 2009

Corrida Mortal

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Corrida Mortal

Como já disse em outra ocasião, o espectador tem que saber o que esperar do filme que vai assistir. Se você vai ver uma refilmagem de uma produção trash produzida pelo Roger Corman nos anos 70, não procure um novo Kubrik, e as chances de diversão serão bem maiores!

Em 2012, uma violenta corrida de carros dentro de uma grande penitenciária é sucesso absoluto entre transmissões pagas. Jensen Ames (Jason Statham), preso injustamente, é convidado para tomar o lugar de um corredor morto. E aos poucos descobre que caiu numa cilada.

O diretor Paul W.S. Anderson nos deu o divertido Resident Evil (além de dirigir o primeiro, ainda escreveu toda a trilogia), mas depois escorregou ao dirigir o primeiro Alien vs Predador. Mas aqui ele volta a acertar a mão!

O filme é excelente dentro do que se propõe: boas cenas de corridas de carro, muita pancadaria, muitos tiros e muitas explosões. De quebra, tem ainda bastante sangue e algumas mortes bem gráficas. “Ah, mas a história é inverossímel e é cheia de clichês!” Claro que sim. Mas o filme nunca se propôs revolucionário…

Existe o “colesterol bom” e o “colesterol ruim”, certo? Pois é, pra mim, aqui tem o “clichê bom”. Por exemplo, a cena em que aparecem os co-pilotos é sensacional: um ônibus vem da penitenciária ao lado – penitenciária feminina – e, em câmera lenta, saem várias mulheres gostosas, todas de shortinho e balançando longas cabeleiras! Não é genial?

Isso sem contar com a ótima atriz Joan Allen (A Outra Face), que já foi indicada ao Oscar 3 vezes, mas aqui exerce o direito de ser canastrona como a malvada diretora da penitenciária!

Deixe seu cérebro de lado e divirta-se!

4 fevereiro, 2009

A Outra Face

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A Outra Face

John Travolta e Nicolas Cage trocando de rosto? A idéia parece absurda. Mas, além de absurda, é genial!

No fim dos anos 80, o diretor chinês John Woo começou a chamar a atenção de Hollywood com filmes como The Killer e Bala na Cabeça. O seu estilo era inconfundível: muitos tiroteios, muitas explosões, tudo muito estilizado, usando muita câmera lenta. E sua assinatura: em algum momento do filme, há pombas voando, também em câmera lenta.

John Woo foi “importado” para Hollywood em 93 por Jean Claude Van Damme, para dirigir O Alvo (que acabou sendo um dos melhores filmes deste). E, em Hollywood, Woo virou diretor de primeira linha.

E em 97, Woo lançou sua obra-prima: A Outra Face.

A trama é inverossímil. Um grande agente do FBI (Travolta) persegue um grande terrorista (Cage). Quando o terrorista é preso e entra em coma, o agente, para conseguir informações sobre uma bomba escondida, faz uma cirurgia para trocar de rosto com o bandido. Mas este acorda do coma e pega o rosto do mocinho. E assim, mocinho e bandido trocam de lugar – e só eles sabem disso.

Esqueça a lógica! Afinal, Travolta precisava de reduzir o peso pra ser Cage, mas este não precisava engordar pra ficar no lugar daquele! Isso dentre outras incoerências.

Mas a graça do filme é justamente a forma, e não o conteúdo. E que forma! São várias seqüências antológicas, como logo no início do filme, com Cage chegando ao seu jato particular e sendo perseguido por Travolta; ou o tiroteio ao som de Somewhere Over the Rainbow; ou ainda a fantástica cena final nas lanchas.

O elenco está ótimo. Travolta e Cage se revezam nos papéis de mocinho e vilão. A cena que ambos estão com as armas apontadas um para o outro, com um espelho entre os dois (ou seja, cada um vê o outro através do próprio reflexo) é genial. E ambos fizeram laboratório um com o outro, estudando os detalhes para a hora de trocar de lugar. Completam o elenco Joan Allen, Gina Gershon, Dominique Swain e Alessandro Nivola.

As pombas voando em câmera lenta? Estão lá, em mais uma seqüência antológica, desta vez na igreja!

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