Blog do Heu

30 abril, 2011

Thor

Crítica – Thor

E a Marvel continua ampliando o seu universo hollywoodiano!

Desobedecendo as ordens de seu pai, Odin, Thor quase começa uma guerra contra os gigantes de gelo de Jotunheim. Enfurecido, Odin retira seus poderes e o expulsa de Asgard para a Terra, onde ele conhece a cientista Jane Foster. Enquanto isso, seu irmão Loki planeja assumir o poder.

De um tempo pra cá, os fãs de quadrinhos de super herois não têm tido motivo pra reclamar. Tivemos recentemente filmes muito bons baseados em hqs, tanto DC (Batman) quanto Marvel (Homem de Ferro). A dúvida agora é outra: será que vão conseguir manter o alto nível?

No caso de Thor, rolava outra dúvida além dessa. O diretor é Kenneth Branagh, que tem um currículo com muito Shakespeare, mas nada de cinema pipoca. Se o fã de quadrinhos se perguntava se a adaptação ia ser boa, o cinéfilo se perguntava se Branagh funcionaria em ambiente tão diferente do habitual. Bem, os dois podem ficar tranquilos. Thor não é nenhuma obra prima, mas é um bom filme.

Quem me lê sempre aqui já sabe, mas é sempre bom repetir: não saco nada de quadrinhos, meu negócio é cinema, então a minha crítica será apenas pelo lado cinematográfico. Se é uma adaptação fiel ou não, isso infelizmente não posso responder.

(Aliás, tem uma cena no filme que separa o cinéfilo do fã de quadrinhos. Na cena que um dos guardas pega um arco e flecha, se você viu o Gavião Arqueiro, você se liga nas hqs; se você viu uma ponta do Jeremy Renner, de Guerra Ao Terror e Atração Perigosa, você curte mais cinema. Meu caso foi o segundo…)

Bem, vamos ao filme. Thor era mais complicado que os antecessores Hulk e Homem de Ferro (e aqui também incluo o já citado Batman). Hoje em dia, os filmes seguem uma onda mais realista, afinal, é mais fácil de acreditar num super-heroi que ganha superpoderes por causa de um acidente da ciência ou porque tem dinheiro para comprar (ou construir) “brinquedos” caros e sofisticados. Thor não é assim, o cara é um deus imortal, vindo de outro planeta. Ele tem superpoderes porque nasceu assim, e ponto. Nisso, Thor perde para os outros filmes, a “suspensão de descrença” precisa ser maior.

Por outro lado, o visual de Asgard é lindíssimo – seria um forte candidato ao Top 10 de visuais deslumbrantes… Asgard tem prédios imponentes e figurinos caprichados, afinal, estamos falando da morada dos deuses nórdicos. Aliás, o cuidado com o visual do filme inteiro é impressionante, rola uma cena belíssima com chuva em câmera lenta.

E a direção de Branagh, como ficou? Bem, este é um “filme de produtor”, acredito que Branagh teve pouco espaço para arroubos criativos. Mas a gente vê o dedo de Branagh na direção dos atores entre as traições e os dramas familiares asgardianos. Branagh declarou que via paralelos entre Thor e Shakespeare, deve ser por aí…

O elenco é recheado de grandes nomes em papeis menores. Anthony Hopkins tem um papel de peso: Odin, o principal entre os deuses, chamado pelos outros de “pai de todos”; e a última ganhadora do Oscar de melhor atriz, Natalie Portman, tem o principal papel feminino, a terráquea Jane Foster. Mas os dois maiores nomes do elenco são atores desconhecidos: Chris Hemsworth faz o protagonista Thor e Tom Hiddleston brilha como o antagonista Loki, seu irmão. Ainda no elenco, Stellan Skarsgård, Kat Dennings, Colm Feore, Ray Stevenson, Rene Russo, Clark Gregg, Idris Elba e Tadanobu Asano. Aliás, achei estranha a escalação deste dois últimos como moradores de Asgard. No lugar que deu origem aos deuses nórdicos tem um negro e um oriental? Os quadrinhos são assim, ou isso é invenção do mundo politicamente correto? Deve ter sido pro filme parecer menos preconceituoso, tipo uma “reserva de vagas”. Mas aí piorou, já que Idris Elba faz Heimdall, uma espécie de porteiro… Os brancos são guerreiros, o preto fica na portaria…

Tem outra coisa estranha: Kenneth Branagh optou por filmar boa parte do filme usando a câmera inclinada, fora do prumo, criando planos tortos (o chamado “plano holandês). Não sei exatamente o que Branagh queria com isso, mas heu fiquei me lembrando dos cenários dos vilões daquele seriado do Batman barrigudo dos anos 60, que abusavam deste estilo…

Mais um problema: assim como em Tron – O Legado, o 3D me pareceu um desperdício desnecessário aqui. Algumas cenas ficaram escuras demais, me arrependi de pagar mais caro pelo ingresso…

Por outro lado, a trilha sonora em tom épico de Patrick Doyle é muito boa. É o mesmo autor da excelente trilha de Voltar a Morrer, também de Kenneth Branagh. Preciso prestar atenção no nome desse cara!

Não gostei da parte final. Mas antes de falar disso, vamos aos avisos de spoiler:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Na minha humilde opinião, o filme se perde a partir da cena do Destruidor. Em primeiro lugar, achei que os quatro desistiram rápido demais da luta. Depois, achei que a solução da luta foi muito besta – se Odin podia fazer tudo aquilo, por que esperar até o último momento? E o plano de Loki me pareceu besta, assim como a luta final entre Thor e Loki, principalmente se comparada com a luta no início do filme, contra os gigantes de gelo.

FIM DOS SPOILERS!

No fim, Thor é um bom filme, mas perde na comparação com o último filme da “patota”, que é o Homem de Ferro 2. Afinal, no fim do filme, tem um aviso dizendo que Thor voltará no filme dos Vingadores, filme que trará, juntos, Hulk, Homem de Ferro, o próprio Thor e o Capitão América (que tem um filme prestes a estrear).

Última recomendação: fique até o fim dos créditos. Rola uma cena importante, assim como tem acontecido sempre nos filmes da Marvel!

.

.

Se você gostou de Thor, o Blog do Heu recomenda:
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Watchmen

19 novembro, 2010

A Pedra Mágica

A Pedra Mágica

Não me canso de falar aqui no blog o quanto sou fã do Robert Rodriguez. Este ano, o melhor filme dentre os 26 que vi no Festival do Rio foi o dele, o sensacional Machete. Isso porque antes ele fez Planeta Terror e Sin City. O cara é gênio. E tem mais: ele tem uma carreira paralela, de filmes infantis. Ele fez os três Pequenos Espiões e também Shark Boy e Lava Girl. A Pedra Mágica é o seu novo filme pra criançada.

Nesta fábula amalucada, um garoto descobre uma pedra colorida capaz de realizar qualquer desejo. Quando outras pessoas descobrem os poderes da pedra, o caos se instala no pequeno subúrbio de Black Falls, dominado por uma grande companhia que fabrica o Black Box, uma engenhoca que parece uma mistura de celular com videogame com mini-computador com mais um monte de coisas.

A Pedra Mágica é um filme divertido, com personagens bem construídos e um roteiro não linear muito bem escrito. E, assim como faz em seus filmes direcionados ao público adulto, Rodriguez faz de tudo. Aqui ele dirigiu, escreveu, produziu, editou e ainda trabalhou na fotografia e na trilha sonora.

Preciso falar do roteiro. O título original, Shorts, deve ser porque o filme é contado em seis pequenos episódios. Mas, como fez Quentin Tarantino (amigo e parceiro de Rodriguez) em Pulp Fiction, os episódios não estão na ordem cronológica! E, com uma edição bem feita, isso torna o filme ainda mais divertido.

O elenco adulto tem alguns nomes conhecidos, como William H. Macy, John Cryer, Leslie Mann e James Spader. Mas o melhor nome do elenco está no “time infantil”: a (ainda) desconhecida Jolie Vanier, de apenas 11 anos, como a vilã Helvetica Black. A menina é ótima!

(Mais uma bola dentro de Rodriguez: seus filhos estão no elenco, como em vários de seus outros filmes – Rebel Rodriguez esteve em Planeta Terror e Shark Boy e Lava Girl. Mas, diferente de muita gente adepta ao nepotismo, seus filhos são coadjuvantes. Os papéis principais ficam com as crianças realmente talentosas!)

Os efeitos especiais são bastante eficientes para mostrar esse mundo louco. Jacarés andando em duas patas, um pterodátilo, um monstro de meleca, alienígenas minúsculos, um robô gigante, dois personagens em um só corpo, um personagem que vira um besouro, outro com chocolates infinitos… A imaginação estava fértil quando escreveram o roteiro, e os efeitos especiais acompanham tudo isso.

Claro, tem gente que vai achar tudo aqui exagerado. E é sim, os personagens adultos são caricatos, os desejos pedidos à pedra são absurdos, o tal aparelho Black Box faz tudo… Mas, caramba! É um filme infantil!

Boa opção para quem quiser um filme infantil diferente do óbvio.

18 novembro, 2010

A Casa das Coelhinhas

Filed under: Anna Faris,Beverly D'Angelo,Comédia,Emma Stone,Kat Dennings — Helvecio @ 7:44 am

A Casa das Coelhinhas

Tenho um hábito nem sempre saudável. Vejo quase tudo o que cai em minhas mãos. Numa dessas, vi este lamentável A Casa das Coelhinhas (House Bunny, no original)

A trama não faz o menor sentido. Uma menina passa toda a infância num orfanato, e de lá sai direto para a Mansão Playboy, onde vira uma coelhinha. Fora da mansão, acaba numa fraternidade universitária.

A Casa das Coelhinhas é ruim em vários aspectos. O principal é que se trata de uma comédia completamente sem graça! Mas tem mais, muito mais. Por exemplo: acho difícil alguém se identificar com a nossa heroína Shelley (Anna Faris) – uma menina burra e mimada não gera simpatia de ninguém.

A trama é clichê e extremamente previsível. Claro que as meninas feias da fraternidade vão ficar bonitas depois de se maquiarem e pintarem os cabelos. Claro que Shelley ganhará o poster. E claro que a fraternidade coneguirá a casa. Aquela cena final deu raiva de tão óbvia.

Ainda sobre as meninas, que deveriam ser “excluídas” – alguém me explica por que uma delas está grávida? Se ela engravidou, é porque teve um pai, não? E como uma menina que passou anos usando um aparelho na coluna consegue sair correndo naturalmente? E por aí vai…

Fujam!

Tema: Rubric. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.