Blog do Heu

3 outubro, 2010

The Killer Inside Me

The Killer Inside Me

Lou Ford (Casey Affleck) é o xerife de uma pequena cidade do Texas, e tem um enorme carisma e goza da simpatia de todos à sua volta. Porém, por trás dessa aparência tranquila e segura, reside uma personalidade perigosamente instável e violenta.

Além de ser um filme demasiado lento, The Killer Inside Me tem outro problema: o seu protagonista. Não li o livro homônimo de Jim Thompson onde o filme se baseou, não sei como era o Lou Ford original. Mas o de Casey Affleck não empolga.

E Affleck não é o único sub aproveitado no elenco. Kate Hudson está apagada, nem parece a mesma de filmes como Quase Famosos e A Chave Mestra. Jessica Alba está ok, mas, convenhamos, ela fez alguns filmes legais (Sin City, Machete), mas nunca foi mais do que um rosto bonito…

(O elenco traz outros bons nomes, como Elias Koteas, Bill Pullman Simon Baker e Ned Beatty. Mas todos também com atuações burocráticas.)

A violência presente no filme causou uma certa polêmica, mas acho que foi por mostrar com crueza cenas de mulheres apanhando. Afinal, o cinema hoje em dia mostra coisa bem pior.

O diretor é Michel Winterbottom, que já fez filmes convencionais como A Festa Nunca Termina, mas também polêmicos como o quase pornô 9 Songs. Este The Killer Inside Me, apesar da violência, está entre os convencionais.

Enfim, não é ruim, mas tem coisa melhor por aí.

9 janeiro, 2010

A Chave Mestra

A Chave Mestra

A jovem enfermeira Caroline Ellis (Kate Hudson) desiste de trabalhar em hospitais e resolve pegar um emprego cuidando de um senhor com problemas de paralisia, numa velha e sinsitra mansão cheia de quartos, em Nova Orleans.

Apesar de dos nomes principais deste filme (a atriz Kate Hudson e o diretor Ian Softley) não terem feito outras produções do gênero, “A Chave Mestra” (“The Skeleton Key”), de 2005, é um dos melhores suspenses dos últimos anos!

“A Chave Mestra” fala do hodu, uma espécie de vodu, praticado em Nova Orleans. O hodu é uma antiga magia afro-americana que só funciona se você acredita nela.

Um dos trunfos do filme é o velho casarão onde a trama se passa. Inclusive, a tal “chave mestra” do título tem a ver com a casa – é a chave que serve para abrir (quase todos) os diversos cômodos que vivem trancados. Muito boa a escolha do cenário!

A carreira do diretor inglês Ian Softley é curiosa: de 1994 até hoje, ele só fez seis longas, de diversos estilos. Este é o seu único filme de terror. Ele também fez filmes como “Backbeat – Os Cinco Rapazes de Liverpool”, “Hackers”, “K-Pax” e, recentemente, “Coração de Tinta”.

O elenco está excelente. Kate Hudson, a Penny Lane do maravilhoso “Quase Famosos“, e que atualmente parece que se especializou em fazer comédias românticas, está ótima como a cética Caroline. E John Hurt impressiona ao interpretar o quase paralisado Ben Devereaux. De quebra, ainda temos Peter Sarsgaard, que recentemente também mandou bem no ótimo ”A Órfã“. Ainda no elenco, Gena Rowlands e Joy Bryant.

Você lembra do furacão Katrina? Para quem não lembra: o Katrina destruiu quase toda Nova Orleans, porque boa parte da cidade fica abaixo do nível do mar. Isso aparece no filme, no fim, quando chove daquele jeito e a água não escoa. E o curioso é que “A Chave Mestra” passou aqui no Brasil logo depois da tragédia em Nova Orleans.

Por fim, preciso falar que gosto muito do fim deste filme. O fim foge dos padrões hollywoodianos, heu quase citei este filme no Top 10 de finais surpreendentes!

25 março, 2009

Quase Famosos

almostfamousbootlegcut

Quase Famosos

Outro dia falei aqui do filme Rock Star, que mostra os bastidores de uma banda de rock dos anos 80 através de um personagem mais novo, no caso, um cantor de uma banda cover. Quase Famosos é parecido: conhecemos os bastidores de uma banda de rock, só que desta vez dos anos 70; através de um outro personagem mais novo ainda, um adolescente que se passa por repórter da revista Rolling Stone.

Mas esse filme não é uma cópia, longe disso! Arrisco dizer que esse é ainda melhor que Rock Star!

O filme foi baseado na experiência do próprio diretor Cameron Crowe, que escreveu para a mesma Rolling Stone quando ainda era novo – acredito que não tão novo quanto William Miller, o garoto que mata aulas na escola pra acompanhar a Stillwater, uma banda em ascenção que está prestes a virar matéria de capa da revista.

E o jovem William Miller e sua saga nos deram um dos melhores filmes da história do rock’n'roll!

Esse filme é delicioso. Tudo funciona direitinho. O elenco é perfeito, liderado pelo quase desconhecido Patrick Fugit, e com nomes como Kate Hudson, Billy Crudup, Jason Lee, Anna Paquin, Frances McDormand e Philipp Seymour Hoffman. A trilha sonora tem muitas músicas boas de muitos artistas dos anos 70, como Led Zeppelin, The Who, Elton John, Black Sabbath, Yes, Lynyrd Skynyrd, Beach Boys, etc. E a banda Stillwater passa a impressão de que realmente estava lá!

A banda “fake” Stillwater merece um parágrafo… Eles realmente ensaiaram 4 horas por dia, 5 dias por semana, durante 6 semanas! As músicas interpretadas pela banda foram compostas pelo diretor Cameron Crowe, sua esposa Nancy Wilson (ex vocalista do Heart) e “um tal de” Peter Frampton. Frampton, inclusive, ensinou a Billy Crudup a postura de palco de um verdadeiro guitarrista (quem diria, o peladão azul de Watchmen toca guitarra!). E o nosso vocalista Jason Lee copia o estilo de Paul Rodgers, aquele mesmo que está hoje no Queen.

O resultado? Como poucas vezes na história de Hollywood, a banda parece realmente uma banda na tela… Temos até a briga de egos da dupla vocalista / guitarrista, que quer ser como Robert Plant vs Jimmy Page, ou Ian Gillan vs Ritchie Blackmore!

O filme tem várias cenas memoráveis, como a sensacional cena da pane no avião, ou toda a sequência da “fuga” de Russell Hammond e sua volta, com a galera cantando Tiny Dancer no ônibus…

Foi lançado aqui no Brasil um dvd duplo, com a versão que passou nos cinemas e outra versão, a do diretor, com duas horas e quarenta de filme. Recomendo fortemente essa versão mais longa. Acredite, não parece muito num filme desses…

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