Blog do Heu

1 março, 2011

Happythankyoumoreplease

Filed under: Drama,Josh Radnor,Kate Mara,Malin Akerman,Richard Jenkins — Helvecio @ 10:05 am

Happythankyoumoreplease

Sou fã de How I Met Your Mother, sitcom estrelada por Josh Radnor que conta “causos” sobre casais na faixa dos trinta em Nova York. Quando soube de um filme escrito, dirigido e estrelado por Radnor, falando de casais na faixa dos trinta em Nova York, corri para baixar. Mas Happythankyoumoreplease é bem diferente de How I Met Your Mother, com todos os prós e contras que isso significa…

Sam Wexler (Josh Radnor) é um escritor que, num dia ruim, “salva” um garoto que estava perdido no metrô e o leva para casa, começando uma estranha amizade. Em volta de Sam estão seus amigos: Annie, uma mulher com uma doença que lhe causa problemas na aparência; Charlie e Mary Catherine, um casal que precisa se decidir sobre uma possível mudança para Los Angeles; e Mississippi, uma garçonete / cantora por quem Sam se apaixona.

Pra começar, Happythankyoumoreplease é um drama. Quem esperar uma comédia romântica vai se decepcionar. E quem esperar humor no estilo da sitcom também não vai encontrar. E, pra piorar, pelo menos duas das três histórias são bobinhas… O casal em dúvida se vai se mudar para Los Angeles é uma das sub tramas mais sem graça que vi recentemente no cinema; e o casal principal teve o desfecho mais previsível possível.

O elenco trouxe uma novidade, pelo menos para mim: Malin Akerman largou o habitual papel de bonitona, raspou o cabelo e aparece sem glamour nenhum, diferente de filmes como Watchmen e Antes Só do Que Mal Casado. Além de Radnor e Akerman, o elenco traz Kate Mara, Zoe Kazan, Tony Hale, uma ponta de Richard Jenkins e o garoto Michael Algieri.

Sobre o estranho título – “Felizobrigadomaisporfavor” – é uma expressão usada pela personagem de Malin Akerman. Mas não entendi o “Happy” antes. De qualquer maneira, isso pouco importa para o filme…

No fim, Happythankyoumoreplease nem é ruim. Mas fica a impressão de que Radnor deve continuar com a seu trabalho na tv. Se a sua sitcom é uma das melhores da atualidade, o seu filme é apenas mediano.

16 janeiro, 2011

127 Horas

Filed under: Danny Boyle,Drama,James Franco,Kate Mara,Lizzy Caplan,Treat Williams — Helvecio @ 8:49 pm

127 Horas

O filme novo do Danny Boyle, depois do Oscar de melhor diretor de 2009!

127 Horas é baseado na história real de Aron Ralston, montanhista que caiu numa fenda em um cânion e ficou com o braço preso debaixo de uma enorme pedra. Depois de cinco dias sozinho, sem ter como chamar ajuda, ele teve que decidir sobre medidas extremas para conseguir escapar.

Quem só conhece Danny Boyle por Quem Quer Ser um Milionário? talvez estranhe esta nova empreitada, principalmente porque rola uma angustiante e polêmica cena MUITO forte. Mas quem conhece o seu trabalho anterior, sabe que está tudo coerente com a obra do diretor de Cova Rasa e Extermínio.

Acho importante falar do apuro visual dos filmes de Boyle. O argumento de 127 Horas é curtinho – como fazer um longa-metragem com uma história tão curta? O filme é repleto de delírios visuais tirados da imaginação de Aron. E Boyle faz um belo espetáculo visual, inclusive dividindo a tela em três várias vezes ao longo do filme. Isso tornou o filme muito interessante, e em momento nenhum cansativo.

Também precisamos falar de James Franco, praticamente o único ator que aparece na tela. Ele consegue passar toda a credibilidade necessária, alternando momentos de alegria, tristeza, angústia, desespero e quase loucura. O filme tem mais atores, não é espartano como Enterrado Vivo, onde só vemos um único ator em um único cenário. Mas os outros atores têm muito pouca importância – nem consegui achar a Lizzy Caplan, de True Blood!

Voltando à cena polêmica que falei lá em cima, quero fazer um comentário, mas preciso dos avisos de spoiler antes!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Pra quem não ainda não sabe: Aron amputa o próprio braço para conseguir sair. Ele sabia que não conseguiria cortar os ossos do braço com aquele canivete cego. Então, aproveitou que o braço estava imobilizado para quebrá-lo duas vezes, uma fratura em cada osso, para depois cortar a carne com o canivete. Olha, espero que nunca tenha que passar por algo assim, mas… será que  não ia ser menos doloroso cortar o braço na articulação, perto do cotovelo? Não entendo nada de medicina, mas a cena da fratura de cada osso também é angustiante!

FIM DOS SPOILERS!

O ritmo do filme cai no terço final, temos muitas alucinações, parece que não tinha mais história pra contar, então é só enrolação. Mas em compensação, o fim do filme é catártico, emocionante, com trilha sonora bem escolhida – e aparece até próprio Aron Ralston atualmente.

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