Blog do Heu

21 janeiro, 2012

As Amazonas Na Lua

Crítica – As Amazonas Na Lua

Ano passado ganhei do meu amigo Luiz Alberto Benevides o dvd de As Amazonas Na Lua (gringo, claro, acho que só foi lançado por aqui nos tempos do vhs). Revi no fim de semana, não via este filme desde os “saudosos” tempos do vhs.

Esta comédia nonsense mostra vários trechos de diferentes programas de tv, como se alguém estivesse mudando de canal. E, ao longo da programação,  vemos alguns pedaços do longa fictício As Amazonas Na Lua, filme vagabundo de ficção científica dos anos 50.

Como quase todo filme em episódios, As Amazonas Na Lua (Amazon Women on the Moon no original) é irregular. Algumas cenas são muito engraçadas, outras são meio bobas. O resultado final é positivo – o filme não é excelente, mas é uma boa diversão.

São cinco diretores – dentre os quais John Landis (Irmãos Cara de Pau) e Joe Dante (Gremlins) – e um elenco estelar, que conta com Michelle Pfeiffer, Rosanna Arquette, Kelly Preston, Steve Guttemberg, Arsenio Hall, BB King, Joe Pantoliano, Sybil Danning, Jenny Agutter, Carrie Fisher, Paul Bartel e Ed Begley Jr., dentre outros.

As Amazonas Na Lua traz boas críticas ao american way of life, satirizando vários clichês da programação televisiva. Se por um lado algumas piadas ficaram velhas, por outro lado algumas das situações mostradas fazem mais sentido hoje em dia, já que a tv a cabo faz parte da nossa realidade (o filme é de 1987, na época não existia tv a cabo aqui no Brasil).

As Amazonas Na Lua não é um filme “obrigatório”. Mas é uma boa diversão, principalmente pra quem curte tv.

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And Now For Something Completely Different
O Jovem Frankenstein
Apertem Os Cintos O Piloto Sumiu

11 dezembro, 2011

Noite de Ano Novo

Crítica – Noite de Ano Novo

Quem lê o gigantesco elenco e o nome do diretor lembra logo de cara de Idas e Vindas do Amor, dirigido pelo mesmo Garry Marshall. E assim podemos adivinhar exatamente como será Noite de Ano Novo.

O filme mostra um retrato do último dia do ano para vários casais e solteiros em Nova York. Vários núcleos entrecortados, várias histórias simultâneas.

Noite de Ano Novo é um filme extremamente previsível, mas mesmo assim muito agradável. Tudo desce redondinho, sem sustos ou riscos.

Como assim previsível? Bem, Jon Bon Jovi interpreta um popstar; Lea Michelle, uma aspirante a cantora; Sofia Vergara, um papel igual à Gloria de Modern Family… Acho que o roteiro foi escrito para que cada ator ficasse à vontade, confortável, num papel familiar – Zac Efron arranja até uma desculpa para dançar! Acho que o único papel “não óbvio” é o Kominsky de Hector Elizondo, o resto do elenco está todo nas chamadas “zonas de conforto”.

Por um lado isso pode ser monótono. Mas, se a gente entrar no clima, o filme é muito legal. Assim como acontece com Idas e Vindas do AmorNoite de Ano Novo é eficiente, bobinho e “fofo”.

Claro que o destaque do filme é o elenco. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hillary Swank, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Mathew Broderick, John Lithgow, Abigail Breslin, Jessica Biel, Til Schweiger, Sarah Paulson, Carla Gugino, Alyssa Milano, Sofia Vergara, Lea Michelle, James Belushi, Zac Efron, Jon Bon Jovi, Ryan Seacrest, Cary Elwes, Ludacris e Hector Elizondo, entre outros menos cotados.

Com tanta gente assim, claro que o roteiro serviria apenas como veículo para os atores. Por isso é tudo tão óbvio. Acho que a única emoção que o roteirista quis passar para a sua plateia era “que bonitinho”…

Outra coisa previsível era uma trama irregular. Como são várias historinhas, algumas são melhores que as outras. Aquele diálogo final da Sarah Jessica Parker foi completamente incoerente com toda sua postura ao longo do filme. Mas, por outro lado, algumas cenas são divertidíssimas. John Lithgow está alucinado como nos bons tempos de 3rd Rock From The Sun, e só o nome dado ao personagem de Mathew Broderick já vale o ingresso!

Enfim, Noite de Ano Novo é assim. Previsível, mas vai agradar o público certo.

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Idas e Vindas do Amor
A Verdade Nua e Crua
Simplesmente Amor

15 julho, 2010

Uma Lição de Amor

Filed under: Dakota Fanning,Drama,Michelle Pfeiffer,Sean Penn — Helvecio @ 10:14 pm

Uma Lição de Amor

Um leitor daqui do blog sugeriu um filme que heu não tinha visto, I Am Sam, de 2001. Aí o cara me mandou uma cópia do dvd! Bem, filme visto. Vamos ao texto?

Sam (Sean Penn) é um deficiente mental que cria sozinho a filha Lucy (Dakota Fanning) – a mãe os abandonou no dia do nascimento. Quando Lucy faz sete anos, começa a intelectualmente ultrapassar seu pai e chama a atenção do serviço social, que tira de Sam a guarda da menina. Agora Sam, com a ajuda da advogada Rita (Michelle Pfeiffer), tem que recuperar a guarda na justiça.

Uma Lição de Amor (I Am Sam no original) poderia ser apenas mais um filme sobre deficientes mentais – temos que reconhecer que Hollywood adora o tema, tanto que rolou uma indicação ao Oscar de melhor ator para Penn por este filme. Mas alguns detalhes fazem dele um filme acima da média.

A primeira coisa a ser destacada é justamente o elenco, temos algumas atuações inspiradíssimas aqui. Sean Penn parece um verdadeiro deficiente mental, se heu não o conhecesse de dezenas de outros filmes, diria que ele era realmente doente. E, tão impressionante quanto Penn, temos uma Dakota Fanning de apenas sete anos trabalhando melhor que a maioria dos atores adultos por aí (por coincidência, poucos dias atrás vi The Runaways, onde Fanning mostra que já é adulta). Michelle Pfeiffer não brilha como os outros dois, mas pelo menos não atrapalha com a advogada Rita Harrison.

Outra coisa legal no filme são as inúmeras referências aos Beatles. Todas as músicas da trilha são regravações de Beatles, várias cenas e diálogos são citações aos Beatles. Até alguns nomes de personagens são tirados das canções, como Lucy Diamond e Rita Harrison.

(Curiosidade: a ideia inicial era usar as músicas originais, mas não conseguiram os direitos. Assim, pediram para vários artistas gravarem covers, mas mantendo o metrônomo no mesmo tempo, para não alterar o que já tinha sido filmado.)

Mas nem tudo é perfeito. Algumas situações são clichê demais. Sam é um ótimo pai, enquanto Rita é uma péssima mãe. E o fim do filme é água com açúcar demais…

Mesmo assim, o filme tem um ritmo envolvente e nem parece que o filme tem mais de duas horas. Vale a pena!

9 fevereiro, 2009

Hairspray

hairspray

Hairspray

Em 88, John Waters dirigiu Hairspray, a história de uma gordinha que quer aparecer num programa de dança na tv, em Baltimore, nos anos 60.

Apesar de ser John Waters, que antes fez os bizarros Polyester e Pink Flamingos, este filme nem era tão esquisito. Mas ainda estava um pouco longe do mainstream, claro.

Anos depois, criaram uma versão teatral na Broadway. E, quando anunciaram a refilmagem, achei que deveria ser baseada na peça, que deve ser um pouco mais suave do que o estilo “John Waters”…

Logo que vi o elenco, vi que o novo filme prometia remeter ao antigo: John Travolta estava escalado para interpretar a mãe da personagem principal. Sim, a mãe, papel que no original foi do travesti Divine! Viva!

E realmente, o filme é sensacional! Um dos melhores musicais que ja vi!

O clima do filme me lembrou muito A Pequena Loja dos Horrores, o meu musical preferido. Tudo é cliche, tudo é caricato, tudo é exagerado, mas de uma maneira exageradamente deliciosa.

Tracy Turnblad (a estreante Nikki Blonsky) é uma garota baixinha e gordinha que sonha aparecer no programa de tv The Corny Collins Show, mas tem problemas devido ao seu visual fora dos padrões.

A gente pode se perguntar por que usar o John Travolta como a mãe de Tracy. Será que não era melhor usar uma atriz? Logo vemos que não! Quase 30 anos depois de despontar como símbolo sexual justamente dançando em seus filmes, Travolta faz uma gordíssima mãe (eram 4 horas pra colocar toda a maquiagem), e que, tímida, sempre dança discretamente, até “soltar a franga” na cena final. Completam o elenco nomes como Christopher Walken, Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, James Marsden (sim, o Cíclope de X-Men canta e dança!) e o novo namoradinho da América, Zac Efron, de High School Musical. Curiosidades cameo: o exibicionista que aparece na cena inicial é o proprio John Waters; e uma das agentes que assiste o show final é ninguém menos que Ricki Lake, que interpretou Tracy Turnblad na versão de 88.

As músicas são muito, muito boas! E, de quebra, é um filme contra o preconceito, sem ser panfletário e politicamente correto. Aliás, passa longe do PC quando mostra clichês como a detenção da escola, que só tem jovens negros, que ficam treinando danças novas, com muito mais swing que as dançadas pelos brancos…

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