Blog do Heu

30 julho, 2010

Splice

Filed under: Adrien Brody,Sarah Polley,Terror,Vicenzo Natali — Helvecio @ 11:29 pm

Splice

Um casal de cientistas trabalha num laboratório genético, tentando sintetizar uma proteína baseada em entrelaçamento de DNAs de espécies diferentes. Enquanto eles lidam com a pressão dos chefes, ignoram limites éticos ao desenvolverem uma experiência secreta – e perigosa.

Escrito e dirigido por Vicenzo Natali (o mesmo do esquisito Cubo), Splice está sendo vendido como um novo Alien, um novo A Experiência. Mas não acho que seja por aí. Splice está mais focado no drama que no suspense. Para falar a verdade, Splice tem um ritmo bem lento, pelo menos até chegarmos à parte final – quando enfim temos um filme de terror na tela.

Lento, mas nunca enfadonho. A história da criatura Dren é fantástica! Um misto de atriz com efeitos especiais, Dren cativa e assusta ao mesmo tempo.

Me questiono se este filme teria a mesma credibilidade se feito em outras épocas pré-cgi. Quando Dren é pequena, seria uma animação tosca em stop motion, e, adulta, seria uma atriz com máscara ou maquiagem. Em vez disso, temos uma Dren “real” – tanto criança quanto adulta. E a criatura é tão bem feita, que fica difícil dizer onde termina a atriz e começa o efeito especial. Acompanhamos vários estágios de seu desenvolvimento, e Dren é sempre convincente.

No elenco, queria poder falar de Delphine Chanéac, que interpreta Dren, mas, como falei, não sei o quanto era ela e o quanto eram os efeitos especiais. Mas podemos falar bem do casal principal, Clive e Elsa, solidamente interpretados por Adrien Brody e Sarah Polley. Ambos estão bem como o casal que testa os limites da ética na ciência genética.

(Curiosidade: os nomes Clive e Elsa são uma homenagem ao filme A Filha de Frankenstein, de 1935, interpretado por Colin Clive e Elsa Lanchester. Ambos os filmes têm semelhanças nos seus argumentos.)

Tem uma coisinha no roteiro que me incomodou, mas, antes, vamos aos tradicionais avisos de spoiler…

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

A cena de sexo foi totalmente incoerente! Não era melhor ter usado outro personagem para isso? Por que não Gavin, o irmão de Clive? Acredito que a reação de Elsa ia ser parecida…

FIM DOS SPOILERS!

Mas isso não torna Splice um filme ruim, longe disso. Aliás, gostei do fim do filme, aberto para uma continuação…

30 novembro, 2009

As Aventuras do Barão Munchausen

As Aventuras do Barão Munchausen

Inspirado pela pré estreia do novo filme do Terry Gilliam, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, na tela gigante montada à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, resolvi montar uma sessão dupla e rever As Aventuras do Barão Munchausen. Infelizmente, em dvd…

O Barão Munchausen realmente existiu, foi um militar alemão que serviu pelo exército russo e participou de duas campanhas contra os turcos. Quando voltou para casa, contava histórias fantásticas e exageradas sobre suas aventuras. Suas histórias eram tão boas que Rudolph Erich Raspe resolveu reuní-las e publicá-las em 1785, como um livro de aventuras infanto-juvenil. O filme não é baseado na vida real, e sim no livro exagerado de Raspe!

O filme é divertidíssimo! Acompanhamos o Barão enquanto ele viaja para a lua, para o interior do vulcão Etna e até para dentro da barriga de um enorme monstro marinho, tudo isso para reencontrar seus amigos Berthold (que corre tão rápido que precisa de bolas de ferro presas nos pés), Albrecht (muito, muito forte), Adolphus (dono de uma visão extraordinária) e Gustavus (com audição e fôlego fora do comum), e também seu cavalo Bucefalus, que o ajudarão a derrotar os turcos e recuperar a cidade.

Os efeitos especiais são excelentes. O ano era 1988, não existiam efeitos feitos por computador, era tudo “na mão”. E mesmo assim, os efeitos são deslumbrantes, e conseguem mostrar toda a grandiosidade exigida pelo roteiro.

O elenco é cheio de nomes dignos de nota, como Eric Idle (velho companheiro de Monty Python), Jonathan Pryce (“Brazil, O Filme”), Oliver Reed e Robin Williams. Os produtores queriam Sean Connery para interpretar o Barão, mas Gilliam bateu o pé, porque já tinha se decidido a dar o papel a John Neville. (Depois, Connery foi escalado para fazer o Rei da Lua, mas com os cortes financeiros na produção, Connery se desligou do projeto, e Robin WIlliams assumiu o papel). Heu me lembrava que tinha a Uma Thurman novinha, com 17 anos, em um de seus primeiros papéis. O que heu sinceramente não lembrava era que Sally, a menininha de oito anos que acompanha o Barão, é a Sarah Polley, a mesma de filmes como a nova versão de Madrugada dos Mortos!

Como disse lá em cima, desta vez vi Munchausen em dvd (a primeira vez vi no cinema, mas foi há uns 20 anos atrás!). Comprei há pouco o dvd duplo, e aproveitei para ver os extras. Tem um documentário muito interessante, algo como “As Desventuras do Barão Munchausen”, de pouco mais de uma hora, onde ficamos sabendo da enorme quantidade de problemas que rondou a produção. O filme chegou a ser cancelado! E, depois de pronto, o estúdio boicotou o lançamento, torcendo por um fracasso de público e crítica, como uma vingança ao diretor. Bem, todos sabem que a vingança não deu certo. Munchausen pode não ter sido um sucesso estrondoso, mas o filme está aí, reverenciado pela crítica até hoje!

Li que este filme fecha uma “trilogia informal” de Gilliam, sobre os impactos da imaginação nos três estágios do homem (juventude, idade adulta e velhice). Os outros dois filmes são Bandidos do Tempo (81) e Brazil – O Filme (85). Já tenho Brazil, mas Bandidos do Tempo nunca foi lançado em dvd aqui no Brasil. Encomendei um dvd gringo num site, assim que chegar, vou rever os dois filmes e resenhá-los aqui!

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