Blog do Heu

21 março, 2012

Protegendo o Inimigo

Crítica – Protegendo o Inimigo

Africa do Sul. Um novato do FBI é designado para tomar conta de um perigoso traidor. Quando seu esconderijo é atacado, ele precisa se virar para proteger o prisioneiro, e ao mesmo tempo impedir a sua fuga.

Cheguei a pensar que Protegendo o Inimigo (Safe House, no original) era “o novo filme do Tony Scott” – parecia seguir a linha de O Sequestro do Metrô 123 e Incontrolável. Nada disso, trata-se da estreia hollywoodiana de Daniel Espinosa, diretor sueco de ascendência chilena.

E, vendo o filme, a gente vê que o estilo de Espinosa é diferente. Muita câmera na mão, muitos closes, cenas escuras, imagem granulada. Acredito que a câmera na mão era pra dar um ar meio documental ao filme. Mas trouxe um problema: as cenas de ação ficaram confusas com a imagem trêmula. Heu, particularmente, prefiro ver melhor o que está acontecendo na tela.

Mas isso é um detalhe estilístico, não chega a ser um defeito. O grande defeito de Protegendo o Inimigo é o roteiro, previsível e cheio de clichês. Fico me perguntando se em pleno 2012 alguém ainda “compra” uma trama onde o grande segredo que o vilão esconde é tão óbvio.

O elenco funciona bem. Denzel Washington, bem como sempre, às vezes parece estar no piloto automático, seu personagem lembra o papel que ele fez em Dia de Treinamento; Ryan Reynolds está sério, deixou o ar engraçadinho de lado (o que não combinaria aqui). Ambos têm boa química. Ainda no elenco, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick e Sam Shepard.

O resultado final nem é muito ruim. Mas Protegendo o Inimigo também está longe de ser um bom filme.

24 junho, 2011

Contra O Tempo

Crítica – Contra O Tempo

Uêba! Um filme a partir de uma ideia nova, no meio do mar de refilmagens, releituras e ideias requentadas que assola os cinemas atualmente!

Colter Stevens, um piloto de helicóptero do exército, de repente acorda dentro do corpo de outra pessoa, num trem em movimento. Aos poucos, ele descobre que faz parte de um plano para tentar impedir um grande ataque terrorrista.

É complicado falar de Contra o Tempo (Source Code, no original), porque esse é daquele tipo de filme que o quanto menos você souber, melhor. Mas posso adiantar que a trama fala sobre viagem no tempo e universos paralelos, e o roteiro é bem amarrado.

É o filme novo do diretor Duncan Jones, o mesmo da ficção científica Lunar, outro bom filme, que também é difícil de falar sobre sem entregar spoilers. Definitivamente, Duncan Jones entrou na listinha de “diretores a serem acompanhados”.

Contra o Tempo tem um problema: a segunda metade não é tão boa como a primeira. E o fim é um pouco confuso. Felizmente isso não o impede de ser um bom filme.

No elenco, um inspirado Jake Gyllenhaal convence como o atordoado Colter Stevens. Assim como o público, ele não sabe o que está acontecendo, e só descobre ao longo da narrativa. Também no elenco, Michelle Monaghan (Um Parto de Viagem), Vera Farmiga (A Órfã) e Jeffrey Wright (Cadillac Records).

Gostei muito dos efeitos especiais. Uma cena, em particular, achei belíssima: a “cena do beijo”, no fim, quando a imagem congela e a câmera passeia pelo vagão, num estilo meio “bullet time” de Matrix, mas com a câmera em movimento. Só esta cena já valeria o ingresso, mesmo se o filme fosse meia bomba (o que, felizmente, não é).

O imdb não menciona a data de lançamento aqui no Brasil, mas já existe o poster, então o lançamento deve estar próximo.

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Se você gostou de Contra O Tempo, o Blog do Heu recomenda:
Lunar
A Origem
Sem Limites

19 fevereiro, 2010

Amor Sem Escalas

Amor Sem Escalas

Ryan Bingham (George Clooney) é um especialista em demitir pessoas. Por isso, ele passa a maior parte do ano viajando de cidade em cidade, de aeroporto em aeroporto. Até que a sua empresa resolve cortar os custos com viagens, e Ryan precisa pensar em se assentar.

Este novo filme de Jason Reitman (Obrigado Por Fumar, Juno) está badaladíssimo, foi até indicado a Oscar de melhor filme. Mas heu achei tão fraquinho…

George Clooney está bem, interpretando o mesmo George Clooney de sempre. E a bonitinha Anna Kendrick, apesar das manchas no currículo (ela é coadjuvante da saga Crepúsculo), foi até indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante! Ainda no elenco, Vera Farmiga, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey e Dany McBride, isso sem contar com pontas de J. K. Simmons, Sam Elliott e Zach Galifianakis.

A edição do filme é bem interessante – as sequências de Clooney arrumando e desarrumando as malas são muito boas. Mas, de resto, o filme é apenas “correto”. Não achei motivo para as seis indicações ao Oscar – além de filme e atriz coadjuvante (Anna Kendrick), o filme ainda concorre a diretor, roteiro adaptado, ator (Clooney) e novamente atriz coadjuvante (Vera Farmiga). Sei lá, parece que o pessoal da Academia não viu direito os concorrentes…

O filme não é ruim, não me entendam errado. Só não achei isso tudo o que estão falando por aí…

5 novembro, 2009

A Órfã

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A Órfã

Nada como um bom filme de terror, não acham? Daqueles que não subestimam a inteligência da platéia, usam bons atores e têm uma trama bem montada. A Órfã é assim.

Um casal que acabou de perder um bebê ainda na barriga resolve adotar Esther, uma adorável e inteligente órfã de 9 anos. O que eles não sabem é que Esther não é uma menina comum.

Isabelle Fuhrman, que interpreta a pequena Esther, é o grande nome do filme. A menina é sensacional! Esther é uma das crianças mais sinistras da história do cinema! E o resto do elenco também está bem, com o casal Vera Farmiga (Os Infiltrados) e Peter Sasgaard (A Chave Mestra) e as crianças Aryana Engineer e Jimmy Bennett.

O diretor Jaume Collet-Serra, que antes fez o fraco Casa de Cera, desta vez acertou a mão. O filme consegue segurar duas horas de tensão, e sem precisar apelar pro gore. E, ainda por cima, tudo na trama é crível.

Filmão. E assustador!

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