Blog do Heu

12 março, 2012

Fase 7

Filed under: Comédia,Filme Argentino,Humor Negro — Helvecio @ 2:24 pm

Crítica – Fase 7

Uma comédia apocalíptica feito na Argentina!

Um prédio de apartamentos é isolado em quarentena depois que uma epidemia de um vírus mortal se espalha. Os moradores têm que se virar sozinhos agora.

Claro, a primeira coisa que a gente lembra é REC : moradores de um prédio de apartamentos colocados em quarentena por suspeita de um vírus – e ainda é falado em espanhol! Mas não, Fase 7 não é nada parecido com REC.

Em primeiro lugar, Fase 7 é uma comédia. O clima às vezes lembra Todo Mundo Quase Morto, mas o humor aqui é bem mais contido. Mais: a ameaça é um vírus fatal, invisível, não temos um inimigo presente como um zumbi.

Escrito e dirigido por Nicolás Goldbart, Fase 7 tem como trunfo justamente ser uma produção despretensiosa. O protagonista Coco age como a maioria de nós agiríamos em uma situação parecida. A trilha sonora, que parece uma homenagem a John Carpenter, ajuda na construção de um “filme B simpático”.

Não gostei do fim, acho que Fase 7 poderia ter acabado alguns minutos antes (logo depois da parte onde Coco sai do prédio). Não chega a estragar o filme, mas acho que seria melhor se o fim fosse outro.

Um último comentário, para aqueles que falam português: fica estranho o casal protagonista se chamar “Pipi” e “Coco”, não? :-)

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Virus
Attack The Block
Juan de Los Muertos
Todo Mundo Quase Morto

12 outubro, 2011

Juan de los Muertos

Crítica – Juan de los Muertos

Tem alguns filmes que aparecem de vez em quando em festivais que a gente PRECISA ver. O primeiro filme de zumbis feito em Cuba é um desses. Imperdível!

Juan é um quarentão preguiçoso e de bem com a vida. Quando acontece uma epidemia de zumbis em Havana, ele cria, com seus amigos também desocupados, um serviço de extermínio de zumbis.

O filme, escrito e dirigido por Alejandro Brugués, é muito engraçado. Daqueles de rir até perder o fôlego. Humor negro de primeira linha!

A trama é o de sempre: epidemia de zumbis, blá blá blá. Mas o bem bolado roteiro tem um bom timing de piadas, e aproveita pra inserir um monte de comentários sócio-políticos sobre a situação de Cuba. E o melhor de tudo é que em momento nenhum o filme fica panfletário, as críticas entram naturalmente nas piadas (a piada dos carros russos é sensacional!).

O elenco não tem ninguém conhecido. Os atores estão ok em seus papéis caricatos. Os efeitos especiais às vezes parecem toscos demais, mas, para o que o filme pede, funcionam. A maquiagem também é boa, o filme traz quantidade de gore suficiente para o que o estilo pede.

Infelizmente, Juan de los Muertos não será visto por muita gente – convidei algumas pessoas para verem o filme comigo no último domingo, quase todos não se interessaram pela esquisitice “filme cubano de zumbis”. Mas torço pelo sucesso do filme. Este é daqueles pra comprar o dvd e rever de vez em quando!

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Todo Mundo Quase Morto
Fido – O Mascote
Evil Dead

27 maio, 2011

A Casa / La Casa Muda

Filed under: Filme Uruguaio,Terror — Helvecio @ 11:21 pm

Crítica – A Casa / La Casa Muda

Laura está com seu pai em uma velha casa, quando ouvem ruídos misteriosos no segundo andar. Ao investigar, a casa aos poucos revela segredos obscuros. Baseado em uma história real acontecida nos anos 40.

O grande chamariz deste filme uruguaio de terror é que ele teria sido filmado com uma câmera fotográfica, em um único e longo plano sequência de 72 minutos – impossível não lembrar de Festim Diabólico, clássico de Hitchcock feito com pouquíssimos planos. O legal aqui é que A Casa é filme de terror, daqueles que criam tensão e dão medo. Nunca rola cara de teatro filmado, inclusive, a câmera entra e sai da casa mais de uma vez.

É muito boa a ideia usada pelo diretor estreante Gustavo Hernández (que também co-escreveu o roteiro e foi responsável pela edição). A primeira parte do filme, a construção do suspense, funciona redondinho. Mas a parte final, a explicação e conclusão, é muito fraca e confusa. Findo o filme, tive que procurar o imdb pra esclarecer algumas dúvidas.

(Aliás, tem gente no imdb duvidando que o tal take único seja verdade – li que a câmera usada só filmaria 12 minutos. Mas isso pouco importa, o resultado é impressionante, mesmo que rolem alguns cortes imperceptíveis.)

O roteiro é eficiente na construção do clima tenso e na coreografia da câmera, que passeia ininterrupta pelo cenário e pelos atores. Mas tem falhas, Laura é talvez um pouco histérica demais, e, na minha humilde opinião, acho que dificilmente ela continuaria vasculhando a casa.

Também gostei da opção de Hernández de não usar a câmera subjetiva, como muitos filmes por aí têm feito (tipo Bruxa de Blair, [REC], Diário dos Mortos e Atividade Paranormal). Hoje isso é tão comum que a ideia perdeu um pouco de força. Aqui a câmera não está na mão de um personagem, apenas observa.

Pena que o fim estraga o que seria um dos mais inovadores filmes de terror da história. Mesmo assim, acho que vale. Início bom, fim ruim, média 5. Dá pra passar.

Ah, sim, claro… O filme ainda não estreou aqui (tem previsão para julho), mas já tem refilmagem hollywoodiana com estreia agendada para este ano..

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Se você gostou de A Casa, o Blog do Heu recomenda:
[REC]
Sobrenatural
Los Ojos de Julia

26 agosto, 2010

Sleep Dealer

Filed under: Ficção Científica,Filme Mexicano — Helvecio @ 9:25 pm

Sleep Dealer

Num futuro próximo, pessoas instalam “nódulos” no corpo para se conectarem e trabalharem à distância. Memo, um jovem mexicano fã de tecnologia, sonha com uma vida conectada

Trata-se de uma ficção científica mexicana! Isso é muito interessante, porque vemos a exploração do país rico em cima do pobre sob outro ponto de vista, diferente do usual em Hollywood.

Dirigido por Alex Rivera e estrelado por Luis Fernando Peña e Leonor Varela, Sleep Dealer traz uma premissa muito boa. Apresenta a solução ideal para o problema da imigração ilegal. As grandes companhias dos países ricos comprariam robôs em vez de contratar estrangeiros. E esses robôs seriam operados à distância, por estes mesmos estrangeiros, que não precisariam sair do seu país de origem e portanto não seriam protegidos por leis trabalhistas e nem ao menos pisariam no país onde trabalham. Interessante, não?

Mas o ritmo do filme é leeento… E a interpretação sem sal do casal protagonista também não ajuda. Assim fica difícil de se interessar pela história de Memo…

Tem outro problema: os efeitos especiais são muito toscos! Hoje em dia, no fim da primeira década do sec XXI, não dá pra aturar algo tão capenga…

Resumindo: não é ruim, mas poderia ser bem melhor!

16 março, 2010

O Segredo dos seus Olhos

O Segredo dos seus Olhos

E, pela segunda vez, a Argentina ganha o Oscar de melhor fime em língua estrangeira, enquanto o Brasil ainda não tem nenhum. Bem, bairrismos à parte, não é que O Segredo dos seus Olhos é bom?

Benjamín Espósito (Ricardo Darín), já aposentado, resolve escrever um romance, contando um caso marcante da época que trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires, na década de 70. Assim, a trama volta 25 anos no tempo, até 1974, época que Espósito ficou obcecado com o cruel estupro seguido de assassinato de uma jovem.

O Segredo dos seus Olhos se parece com uma história policial – e traz todos os elementos característicos a este tipo de filme. Mas, na verdade, lá no fundo, trata-se de uma história de amor não resolvido. Sim, pode ver com a patroa, ela vai gostar.

O filme foi dirigido por Juan José Campanella, que tem alternado uma carreira de sucesso no cinema argentino (seu filme de 2001, O Filho da Noiva, também foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro) com trabalhos em Hollywood, dirigindo de episódios de séries como House, Law & Order e 30 Rock.  Aqui, Campanella repetiu o casal de atores de O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, de 1999, Ricardo Darín (seu “ator assinatura”) e Soledad Villamil. Ainda no elenco, Guillermo Francella, Pablo Rago e Javier Godino.

Preciso falar de uma cena, a melhor cena do filme, que acontece num estádio de futebol. Na verdade, começa fora, num travelling aéreo, sobrevoa o campo (durante o jogo!), encontra os personagens no meio da arquibancada lotada e começa uma perseguição. Tudo isso em um único plano sequencia que dura exatos cinco minutos! Só esta cena já vale o ingresso!

Bom filme. Talvez um pouco longo (pouco mais de duas horas), mas mesmo assim, vale a pena.

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