Blog do Heu

11 dezembro, 2011

Noite de Ano Novo

Crítica – Noite de Ano Novo

Quem lê o gigantesco elenco e o nome do diretor lembra logo de cara de Idas e Vindas do Amor, dirigido pelo mesmo Garry Marshall. E assim podemos adivinhar exatamente como será Noite de Ano Novo.

O filme mostra um retrato do último dia do ano para vários casais e solteiros em Nova York. Vários núcleos entrecortados, várias histórias simultâneas.

Noite de Ano Novo é um filme extremamente previsível, mas mesmo assim muito agradável. Tudo desce redondinho, sem sustos ou riscos.

Como assim previsível? Bem, Jon Bon Jovi interpreta um popstar; Lea Michelle, uma aspirante a cantora; Sofia Vergara, um papel igual à Gloria de Modern Family… Acho que o roteiro foi escrito para que cada ator ficasse à vontade, confortável, num papel familiar – Zac Efron arranja até uma desculpa para dançar! Acho que o único papel “não óbvio” é o Kominsky de Hector Elizondo, o resto do elenco está todo nas chamadas “zonas de conforto”.

Por um lado isso pode ser monótono. Mas, se a gente entrar no clima, o filme é muito legal. Assim como acontece com Idas e Vindas do AmorNoite de Ano Novo é eficiente, bobinho e “fofo”.

Claro que o destaque do filme é o elenco. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hillary Swank, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Mathew Broderick, John Lithgow, Abigail Breslin, Jessica Biel, Til Schweiger, Sarah Paulson, Carla Gugino, Alyssa Milano, Sofia Vergara, Lea Michelle, James Belushi, Zac Efron, Jon Bon Jovi, Ryan Seacrest, Cary Elwes, Ludacris e Hector Elizondo, entre outros menos cotados.

Com tanta gente assim, claro que o roteiro serviria apenas como veículo para os atores. Por isso é tudo tão óbvio. Acho que a única emoção que o roteirista quis passar para a sua plateia era “que bonitinho”…

Outra coisa previsível era uma trama irregular. Como são várias historinhas, algumas são melhores que as outras. Aquele diálogo final da Sarah Jessica Parker foi completamente incoerente com toda sua postura ao longo do filme. Mas, por outro lado, algumas cenas são divertidíssimas. John Lithgow está alucinado como nos bons tempos de 3rd Rock From The Sun, e só o nome dado ao personagem de Mathew Broderick já vale o ingresso!

Enfim, Noite de Ano Novo é assim. Previsível, mas vai agradar o público certo.

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Idas e Vindas do Amor
A Verdade Nua e Crua
Simplesmente Amor

27 setembro, 2011

Amizade Colorida

Crítica – Amizade Colorida

Uma caça-talentos (Mila Kunis) e um designer (Justin Timberlake), ambos com recentes decepções amorosas, se tornam grandes amigos. Sem vontade de se prender em relacionamentos, eles decidem incluir sexo na amizade, com o compromisso de deixar qualquer emoção de lado.

Amizade Colorida não é ruim. O problema é que é tão óbvio que dá raiva. Vejamos: um homem e uma mulher são grandes amigos, e com boa química sexual. Ora, a partir do momento que eles quiserem assumir um namoro com alguém, por que não tentar entre eles mesmo, antes de procurar outros parceiros? Às vezes Hollywood cria roteiros em cima de “tempestades em copo d’água (Sex and the City é cheio de situações assim), a vida real não precisa ser tão complicada.

Bem, pra quem conseguir relevar este detalhe, Amizade Colorida é uma boa comédia romântica, com todos os defeitos e virtudes que essa frase carrega.

O casal principal tem uma boa química – algo essencial em filmes do estilo. Mila Kunis e Justin Timberlake são jovens e bonitos, e fazem um boa dupla. O filme traz cenas de sexo, com alguma discreta nudez, os fãs da ex-estrela de That 70′s Show e do astro da música pop vão gostar disso. Além dos dois, o elenco também conta com Richard Jenkins, Emma Stone, Woody Harrelson, Jenna Elfman e Patricia Clarkson.

Gostei da edição, usando música como se fossem videoclipes dentro do filme. O estilo do humor é outra coisa boa de Amizade Colorida: é mais inteligente, não rolam as baixarias tão comuns hoje em dia (como no recente Passe Livre, por exemplo).

Agora, como falei lá em cima, o que enfraquece Amizade Colorida é a previsibilidade. Ok, toda comédia romântica já é meio previsível, mas normalmente os casais protagonistas não são tão óbvios como aqui. Relevando isso, dá até pra recomendar o filme.

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p.s.: Poucos meses antes da estreia de Amizade Colorida, tivemos em cartaz um outro filme com a mesma temática, Sexo Sem Compromisso, estrelado por Natalie Portman e Ashton Kutcher. Ainda não vi, assim que der comento aqui se os filmes são iguais.

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500 Dias Com Ela
A Verdade Nua e Crua
Par Perfeito

10 julho, 2011

Cilada.com

Filed under: Comédia,Comédia Romântica,Nacional — Helvecio @ 7:52 pm

Crítica – Cilada.com

Cilada.com é uma série do Multishow, escrita e dirigida por Bruno Mazzeo. O desafio era transformar a série em um longa metragem. Funcionou?

Bruno (Bruno Mazzeo) trai a namorada na frente de todos em uma festa de casamento. Como vingança, ela coloca na internet um video de uma performance sexual fracassada. Enquanto tenta recuperar a sua imagem, ele se mete em várias ciladas.

Não sei se este era o objetivo dos realizadores, mas o filme dirigido por José Alvarenga Jr (Os Normais, Divã) parece uma comédia romântica hollywoodiana padrão. Segue direitinho a “receita de bolo”: o casal se separa, mas descobre que ainda se gosta. Vários incidentes os impedem de ficarem juntos, até o fim previsível.

Não que isso seja ruim, o cinema brasileiro tem amadurecido, e este tipo de filme tem espaço no mercado: um filme que não tem a pretensão de ser um grande filme, tampouco agride o espectador pela má qualidade. Um produto mediano, descartável, que serve para o objetivo proposto: distrair o espectador por uma hora e meia.

Bruno Mazzeo lidera um elenco ok, que conta com Fernanda Paes Leme, Carol Castro, Sérjão Loroza, Augusto Madeira, Fulvio Stefanini e Fabiula Nascimento. Achei Loroza um pouco acima do tom, mas nada que estrague o filme.

Na minha humilde opinião, o pior pecado de Cilada.com é a irregularidade das piadas. Algumas são boas, mas outras são de péssimo gosto – aquela cena do “grupo de apoio” foi completamente desnecessária. E não, a bunda de Serjão Loroza não é engraçada, não precisava desta apelação.

No geral, apesar de uma baixaria aqui e outra ali, e de vários momentos previsíveis, o filme vai agradar os menos exigentes.

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Se você gostou de Cilada.com, Blog do Heu recomenda:
Divã
500 Dias Com Ela
A Mulher Invisível

12 março, 2011

Amor e Outras Drogas

Amor e Outras Drogas

Conquistador, Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) trabalha como representante comercial de um grande laboratório farmacêutico. No seu convívio entre hospitais, conhece a bela Maggie Murdock (Anne Hathaway), que, apesar de apenas 26 anos, já sofre de mal de Parkinson. Um romance começa entre os dois, inicialmente só pela atração física, já que Maggie não quer se envolver por causa da sua doença.

Amor e Outras Drogas é uma interessante mistura de comédia com drama, usando como pano de fundo os bastidores da indústria farmacêutica na época do lançamento do Viagra na segunda metade dos anos 90.

O melhor de Amor e Outras Drogas é a química entre o casal de protagonistas Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal. Inclusive, rolam muitas cenas de nudez – a nudez foi tanta que incomodou parte da puritana plateia americana. Esses americanos não tão com nada, Anne Hathaway está lindíssima!

O resto do elenco também está muito bem – o filme conta com Oliver Platt, Hank Azaria, Gabriel Macht e Judy Greer, entre outros. Só não gostei de Josh Gad como o caricato irmão de Gyllenhaal, um alívio cômico desnecessário, na minha humilde opinião.

O filme tem um problema: o ritmo cai na segunda parte, quando o foco maior passa a ser na doença de Maggie.

O diretor Edward Zwick é mais lembrado por filmes épicos e grandiosos como O Último Samurai, Coragem Sob Fogo ou Nova York Sitiada, os mais desavisados podem achar estranho vê-lo num filme assim. Mas heu não achei estranho, lembro que ele dirigiu Sobre Ontem À Noite, romance de 1986 que coloca Demi Moore e Rob Lowe sem roupa, como Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal aqui.

Não sei se Amor e Outras Drogas pode ser classificado como comédia romântica, apesar de seguir o formato “casal-se-conhece-se-estranha-se-separa-descobre-que-está-apaixonado-volta-a-ficar-junto”. Afinal, apesar de seguir a fórmula, a parte final do filme é um drama pesadão…

Apesar da queda de ritmo, Amor e Outras Drogas é um bom programa.

2 março, 2011

Par Perfeito

Par Perfeito

Jen (Katherine Heigl) e Spencer (Ashton Kutcher) se conheceram, se apaixonaram, se casaram e formam um casal perfeito. Só que ela não sabe que antes de conhecê-la, ele era um assassino profissional. Agora, três anos depois do casamento, o antigo patrão de Spencer reaparece e o casal se torna alvo de uma caçada milionária.

O filme, que parece uma nova versão de Sr e Sra Smith, é uma grande bobagem. Mas é uma bobagem divertida. E talvez aí resida o mérito de Par Perfeito. O filme não se leva a sério em momento algum, então, quando sequências absurdas começam a pulular na tela, é só entrar na onda da galhofa.

O casal protagonista tem boa química e funciona bem. Curiosidade: ambos vieram de séries de tv (Heigl era coadjuvante em Grey’s Anatomy; Kutcher, em That 70′s Show), e ambos têm hoje star power maior que anos atrás. E, já que estamos falando de atores egressos da tv, Tom Selleck, o eterno Magnum, está bem como o principal coadjuvante.

Ainda preciso falar das belíssimas locações da primeira parte do filme, em Nice, na França. Deu vontade de viajar…

Diversão descartável, Par Perfeito pode agradar aqueles que estiverem no clima certo.

31 março, 2010

A Proposta

Filed under: Comédia,Comédia Romântica,Ryan Reynolds,Sandra Bullock — Helvecio @ 11:54 pm

A Proposta

Mais uma comédia romântica!

Uma poderosa e cruel executiva de uma editora de livros se vê ameaçada de deportação, pois é canadense e não tem o green card. Por isso, ela resolve forçar o seu assitente a se casar com ela.

Hummm… Já vimos esta história antes, né? Um casamento forjado para conseguir um green card, mas no fim eles acabam gostando um do outro – essa não era a trama de Green Card – Passaporte Para o Amor, com Gerard Depardieu e Andie McDowell?

Mas comédia romântica é isso aí. A ideia pode ser repetida, desde que funcione. E A Proposta é eficiente em sua proposta (trocadilho horrível, hein?). Uma comédia romântica das boas, daquelas onde, perto do fim, tudo vai dando errado para o casal, mas quando acaba, tudo está bem!

O casal protagonista está bem, mas tem uma coisa que não gostei. Sandra Bullock, com seus quarenta e poucos anos, está coerente no papel de alta executiva. Já Ryan Reynolds, com trinta e poucos, achei um pouco velho para ser o assistente capacho – principalmente se a gente pensar no seu passado e na sua família…

Mas isso não vai atrapalhar a diversão dos fãs de comédias românticas.  Dirigido por Anne Fletcher, A Proposta ainda conta com Mary Steenbrgen, Craig T. Nelson e Malin Akerman no elenco. Mas o único nome que chama a atenção é Oscar Nuñez, do seriado The Office, que interpreta o polivalente e engraçado Ramone.

Filminho leve, pra ver ao lado da patroa, se distrair e depois esquecer…

23 fevereiro, 2010

Idas e Vindas do Amor

Idas e Vindas do Amor

Alguns filmes deveriam vir com recomendações médicas. Este Idas e Vindas do Amor não é recomendado para diabéticos, devido ao alto teor de açúcar apresentado na tela!

A trama de Idas e Vindas do Amor limita-se a mostrar várias historinhas de casais no dia dos namorados gringo (14 de fevereiro). Para isso, temos um grande elenco estelar, cada um com apenas alguns momentos na tela. Momentos românticos e bobinhos. E previsíveis, muito previsíveis.

Idas e Vindas do Amor é previsível ao extremo. Conseguimos adivinhar quase todas as situações do filme. Pra ser sincero, acho que o único desfecho que heu não esperava era o da Julia Roberts.

Falei lá em cima em elenco estelar, não? Além da Julia Roberts, temos Anne Hathaway, Jessica Biel, Jessica Alba, Jennifer Garner, Kathy Bates, Jamie Foxx, Patrick Dempsey, Shirley McLane, Hector Elizondo, George Lopez, Topher Grace, Ashton Kutcher, Taylor Swift, Taylor Lautner, Queen Latifah, Eric Dane, Bradley Cooper, Emma Roberts, e ainda rola espaço para uma cameo não creditada de Jon Mantegna!

(Como fã da falecida série That 70′s Show, fiquei com pena do roteiro não mostrar Topher Grace e Ashton Kutcher juntos em nenhum momento!)

O americano Idas e Vindas do Amor lembra muito o inglês Simplesmente Amor, que tem mais ou menos a mesma estrutura e também conta com um elenco estelar. Na minha humilde opinião, o britânico é melhor…

Mas não adianta reclamar, afinal, quem vai ver um filme desses, deve saber o que está procurando. E, dentro do que ele propõe, o filme é até eficiente. Eficiente, bobinho e “fofo”. Sim, pode levar a namorada / esposa, que ela vai achar o filme fofo! ;-)

Só achei esquisito não esperarem para lançar o filme em junho, perto do nosso dia dos namorados. Não acho que este estilo ia perder tanto com a pirataria se atrasasse apenas quatro meses…

24 janeiro, 2010

Encontro de Casais

Encontro de Casais

Um casal em crise descobre um resort numa paradisíaca ilha especializado em tratar casais com problemas. E convencem outros três casais amigos para uma semana lá.

Encontro de Casais (Couples Retreat no original) é um dos filmes mais bestas que heu vi recentemente. Não chega exatamente a ser um filme ruim, mas o problema é que parece que, em vez de vermos uma comédia romântica, estamos diante de um grande comercial sobre um resort em Bora Bora.

Pra começar, é uma comédia, mas quase não rolam piadas engraçadas. É tudo muito sem graça. E, pra piorar, o roteiro é muito mal escrito, os casais não convencem, e todos os conflitos apresentados são resolvidos na hora. Isso sem falar em várias cenas completamente desnecessárias. O “momento guitar hero” foi constrangedor!

Pena, porque o elenco prometia. Os casais principais são de atores conhecidos: Vince Vaughn e Malin Akerman, John Favreau e Kristin Davis, e Jason Bateman e Kristen Bell (o quarto casal é tão forçado que mal aparece no poster, eles inclusive foram cortados do poster britânico do filme, o que gerou críticas racistas). Além deles, ainda temos um desperdiçado Jean Reno, ao lado de Temuera Morrison. Os desconhecidos Carlos Ponce e Peter Serafinowicz têm os melhores papéis, como o recepcionista e o instrutor de yoga.

Aí a gente vê quem escreveu o roteiro e começa a entender o que aconteceu. Vince Vaughn e John Favreau são os roteiristas! Olha, ao que tudo indica, eles resolveram conseguir umas férias legais e ainda ganhar cachê para isso. Escreveram um roteiro meia boca, chamaram amigos para os papéis principais (passeando pelo imdb, vemos que todos já trabalharam juntos antes) e foram todos para um maravilhoso resort em Bora Bora, em praias lindíssimas com o mar azul claro. Posso até estar errado, mas realmente isso é o que passa. Tanto que Favreau desta vez não dirigiu (ele dirigiu os dois Homem de Ferro), afinal, dirigir deve dar trabalho. O diretor foi Peter Billingsley – olha que coincidência, que já atuou em dois filmes dirigidos por Favreau!

O filme é tão desleixado que o nome de Temuera Morrison está escrito errado nos créditos, está como “Temeura”. Mais: o filme é tão desleixado que o cabelo de Malin Akerman no filme é ruivo, mas no cartaz está louro.

Enfim, como propaganda de resort em Bora Bora, funciona muito bem, heu mesmo fiquei com vontade de ir pra lá. Mas, como filme, Encontro de Casais fica devendo…

18 janeiro, 2010

A Verdade Nua e Crua

A Verdade Nua e Crua

Já falei aqui o que acho sobre comédias românticas, né? São sempre a mesma coisa, com uma ou outra pequena variação. Mas no fim, tudo acaba igual. Bem, o mesmo acontece com este A Verdade Nua e Crua, dirigido por Robert Luketic (Legalmente Loira).

Produtora de TV (Katherine Heigl), bem sucedida profissionalmente, mas que ainda espera a chegada do príncipe encantado, de repente se vê forçada a trabalhar com um sujeito machão com ideias e posturas chauvinistas (Gerard Butler).

Acredito que a “variação do tema” em A Verdade Nua e Crua (The Ugly Thruth no original) é a inclusão do personagem Mike Chadway, o machão que vive repetindo que “homens são sempre iguais”. Aliás, a escolha do ator foi boa: Gerard Butler, o Leonidas de 300, o filme com o maior nível de testosterona dos últimos anos. O personagem é bom - Chadway tinha um programa de tv independente onde promovia as suas teorias politicamente incorretas sobre relacionamentos, e isto traz algumas das melhores piadas do filme.

Mas infelizmente é pouco. A maior parte das piadas é sem graça. E, pra piorar, não senti muita consistência nos conflitos criados pelos personagens principais.

No fim, temos um filme óbvio. Claro que pode divertir casais, mas só aqueles com expectativa baixa.

29 dezembro, 2009

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Rebecca Bloomwood é uma jovem jornalista que tem um defeito grave: não consegue viver sem gastar mais do que ganha em futilidades.

Dirigido por P. J. Hogan (das comédias românticas O Casamento de Muriel e O Casamento do Meu Melhor Amigo), Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um filme leve, bobinho, comédia romântica para ver ao lado da namorada. Só isso, está longe de ser um filme bom.

Acho que o pior problema do filme é a sua protagonista. Rebecca é fútil e mentirosa. Ela se mete em um monte de problemas por causa da suposta “doença” citada no título original (Confessions of a Shopaholic), que menciona o tal “vício em comprar”. Aliás, as cenas que mostram um grupo de ajuda no estilo dos Alcoólicos Anônimos, só que para os viciados em comprar, são patéticas e ridículas.

E ainda tem as mentiras. Precisa mentir daquele jeito tão escrachado, principalmente para o chefe e provável futuro par romântico?

Tem outra coisa, mas aí é a minha opinião. Há muito tempo heu não via roupas tão feias! Se bobear, aqui tem mais roupas feias do que em Sex And The City! Taí, em ambos os filmes, o gosto (ou falta de) para roupas é semelhante – as roupas são horrorosas!

Ah, sim, também rola a pervisibilidade. Desde o início já conseguimos antever tudo o que vai acontecer nas próximas cenas. Mas isso já era esperado, pelo menos por mim. Uma comédia romântica sempre será previsível, isso não a torna ruim.

No elenco, todos estão meio caricatos, mas acho que é de propósito. Isla Fisher interpreta o papel título, num elenco que ainda conta com Hugh Dancy, Krysten Ritter, Leslie Bibb, Joan Cusack, John Goodman e Kristin Scott Thomas. E, infelizmente, um John Lithgow completamente desperdiçado…

Enfim, se visto com o cérebro de lado, pode funcionar, pelo menos se você estiver com uma companhia feminina. A minha companhia feminina gostou. ;-)

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