Blog do Heu

21 junho, 2010

Infância Roubada

Filed under: Drama,Filme Sul-Africano,Gavin Hood — Helvecio @ 3:30 pm
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Infância Roubada

A Copa do Mundo da África do Sul tá rolando e heu não mencionei nada ainda por aqui. Pensei num Top 10 de filmes de futebol, mas admito que estou desatualizado no tema. Resolvi então ver um filme sul-africano…

Tsotsi é um jovem marginal, líder de um pequeno grupo de delinquentes, que moram numa favela em Johannesburgo. Num assalto, encontra um bebê e resolve cuidar dele. Com o bebê, Tsotsi espera recuperar a própria infância – daí o título brasileiro.

Infância Roubada (Tsotsi, no original) fala de redenção. Encontrar o bebê é um divisor de águas na vida de Tsotsi, que passa a questionar a própria postura. Ele quer uma segunda chance, só que não sabe o caminho certo para isso.

Os cenários na favela são muito bem feitos, apesar de não nos impressionar tanto – favelas também fazem parte do nosso dia a dia, infelizmente. Mesmo assim, é um bom retrato da divisão desigual da sociedade em Johannesburgo.

Muita gente comparou este filme ao brasileiro Cidade de Deus. Mas, na minha opinião, são filmes completamente diferentes. Em comum, apenas o fato de terem protagonistas jovens e marginais na favela. Mas são filmes com ritmos e objetivos diferentes.

Me parece que ninguém no elenco fez algo mais conhecido. O mesmo não podemos dizer do diretor Gavin Hood, que deve ter conseguido uma boa projeção com este filme. Afinal, quatro anos depois ele dirigiu o hollywoodiano X-Men Origins: Wolverine.

Lançado lá fora em 2005, Infância Roubada ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira de 2006, e só foi lançado por aqui em 2007. Mas agora é fácil de ser encontrado. Boa opção para quem procura um filme mais “humano”.

30 abril, 2009

X-Men Origins : Wolverine

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X-Men Origins : Wolverine

No último cinco de abril escrevi aqui sobre a versão incompleta de X-Men Origins, que vazou na internet. Prometi que veria o filme assim que saísse no cinema, ou seja, hoje, dia 30. Cheguei do cinema agora! Vamos ao filme pronto?

A história do filme está no título: conhecemos a origem do Wolverine (Hugh Jackman) e sua relação com personagens como Dente de Sabre e William Stryker. É uma prequel da trilogia X-Men. A desvantagem disso é que sabemos que alguns daqueles personagens não podem morrer. Afinal, eles vão aparecer depois…

Hugh Jackman é “o cara” hoje em dia em Hollywood. Frequenta as listas de “celebridades mais sexy”, tem bons papéis em filmes blockbusters e, de quebra, mostrou no Oscar 2009 que canta e dança. Conheço gente que o critica como ator, mas posso garantir que ele é o Wolverine perfeito!

A princípio achei estranha a troca do ator que faz o Dente de Sabre. Por que não repetir Tyler Mane (que também foi o novo Michael Myers no Halloween 2007), que fez um bom Dente de Sabre no primeiro X-Men? Mane pode não ser lá grandes coisas como ator, mas tem o physique-du-rôle necessário para esse papel. Bem, o novo Dente de Sabre é Liev Schreiber. Se Schreiber tem menos “cara de Dente de Sabre”, pelo menos é muito mais ator. E a química entre ele e Jackman funciona muito bem, o que é essencial pra esse filme!

Como heu tinha constatado há quase um mês atrás, existe um defeito nesse filme, mas que já era esperado: excesso de personagens e pouco tempo para desenvolvê-los. Tem um monte de outros mutantes, poderíamos nos aprofundar muito mais nas histórias e poderes de cada um! Acaba o filme e a gente não sabe exatamente quem são e o que fazem vários dos mutantes que desfilam pela tela. Mas, como disse, esse problema já era esperado. Afinal, os quadrinhos de X-Men sempre mostraram vários heróis, diferente de um único Homem Aranha ou um único Batman, por exemplo. Mas achei que Ryan Reynolds (Blade Trinity, Smokin’ Aces) e Dominic Monaghan (Lost e a trilogia Senhor dos Anéis)  foram sub-aproveitados.

Mesmo a gente tendo de adivinhar qual o poder de cada um, o filme funciona redondinho. A equipe de mutantes do início é bem legal, assim como as poucas cenas do Gambit (aliás, qual é o poder do Gambit? Transformar cartas em balas de canhão?).

Outra coisa interessante deste filme é a escolha pelo diretor Gavin Hood, famoso por ter escrito e dirigido Infância Roubada, filme sul-africano que ganhou  Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005. A princípio ele não faz o perfil de “filme de super-herói”. Mas não é que o cara manda bem? Algumas das cenas, como a do “Wolverine vs helicóptero”, são daquelas que dá vontade de rever no dvd!

E agora, vamos à pergunta que está na cabeça de muita gente: qual a diferença entre o filme baixado, o “workprint”, e esse, finalmente pronto?

Olha, não me lembro de nada diferente no desenrolar da história. Até a cena depois dos créditos é a mesma. Mesmo assim, esqueça a versão incompleta. Falta muita coisa no visual do filme. E, num filme como esse, não dá pra ficar satisfeito com imagem ruim. Mais ou menos como a diferença entre ver um filme em blu-ray ou num vhs amassado e mofado… O cinema é onde ele merece ser visto!

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