Blog do Heu

9 março, 2012

Mientras Duermes

Crítica – Mientras Duermes

Uêba! Filme novo do Jaume Balagueró, um dos diretores dos dois primeiros REC!

César (Luis Tosar) é o porteiro de um pequeno prédio de apartamentos. Simpático e prestativo, ele guarda segredos sinistros.

REC foi um dos melhores filmes de terror da década passado. Terrorzão, com direito a violência gráfica e uma boa dose de gore. Já Mientras Duermes segue outro caminho. Trata-se de um bom suspense à moda antiga, sem nada de gore – a não ser talvez para quem tem fobia de baratas. E mesmo assim, tenso como poucas vezes no cinema contemporâneo.

Mientras Duermes consegue criar um excelente clima de tensão, graças ao bem amarrado roteiro de Alberto Marini e à direção inspirada de Balagueró – que, mais uma vez, constroi quase todo o filme dentro de um velho prédio de apartamentos, como fez nos dois REC.

O filme tem um grande trunfo: César, um personagem desagradável e genial, interpretado de maneira magistral por Luis Tosar. O personagem é tão bem construído que, em determinada cena, ele tenta fugir de um apartamento sem ninguém ver. E a gente torce por ele, mesmo sabendo que ele é um ser repugnante.

E assim o filme segue, acompanhando o porteiro César e suas atitudes altamente questionáveis….

O fim do filme não explica muita coisa, na verdade o motivo de César ser daquele jeito não fica claro. Mas isso não torna o filme ruim. Mientras Duermes é um bom filme de suspense. Pena que a gente não sabe se vai ser lançado por aqui…

Em breve teremos as continuações de REC. Paco Plaza está desenvolvendo o terceiro filme, que será um “prequel”; enquanto Balagueró fará sozinho o quarto filme, que teoricamente vai dar um fim à série. E, no seu “tempo livre”, Balagueró mostra que está em forma!

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Se você gostou de Mientras Duermes, o Blog do Heu recomenda:
A Sétima Vítima

Los Crimenes de Oxford
Rec 2
O Orfanato

28 julho, 2010

A Sétima Vítima

Filed under: Anna Paquin,Filme Espanhol,Jaume Balagueró,Lena Olin,Terror — Helvecio @ 6:18 pm

A Sétima Vítima

Quando vejo um filme bom, guardo o nome do diretor e procuro outras coisas que ele fez. Que tal um outro filme de Jaume Balagueró, diretor de REC, um dos melhores filmes de terror dos últimos anos?

(Na verdade, A Sétima Vítima - Darkness no original – é de antes, foi lançado em 2002, e passou aqui no Brasil. Revi agora, mas lembro de ter visto a primeira vez no cinema, muitos anos antes de ouvir falar em REC…)

Uma família – pai, mãe, filha adolescente e filho criança – se muda dos EUA para a Espanha, para morar num velho casarão afastado da cidade, que pertence à família. Mas existe algo de terrível no passado da casa…

Ok, o tema é batido. E o filme também não é nada de inovador. A Sétima Vítima não é tão brilhante quanto REC, mas é um interessante “terror de casa mal assombrada”.

O elenco está ok, temos Anna Paquin já adulta (mesma época dos primeiros X-Men e de Quase Famosos) e Lena Olin, além de Iain Glen, Stephan Enquist e Giancarlo Giannini.

De coisas boas, podemos destacar que Balagueró já sabia usar bem movimentos de câmera. Os efeitos especiais são poucos, o que funciona bem aqui é a câmera procurando ângulos interessantes. E o final “não Hollywood” também é legal.

Mas não vá com muita expectativa…

4 março, 2010

[Rec] 2

[Rec] 2

[Rec] foi um dos melhores filmes de 2007. Lançado na mesma época que o hollywoodiano Cloverfield, o espanhol [Rec] trouxe um sopro de criatividade ao cinema de horror. Um filme simples, usando a câmera subjetiva com maestria, com poucos (e eficientes) efeitos especiais e sem ninguém conhecido no elenco. Foi um dos filmes mais assustadores dos últimos anos!

Aí anunciaram esta continuação. Vou confessar que fico “bolado” sempre que leio sobre continuações de filmes que gosto. Por um lado, é legal voltar ao universo e aos personagens do filme original. Mas, por outro lado, a chance de dar errado é grande – quase sempre a continuação é muito inferior ao original.

Felizmente, não é o caso aqui. [Rec] 2 pode não ser tão bom quanto o primeiro, mas não decepcionará ninguém!

[Rec] 2 começa exatamente onde o primeiro filme acaba. Policiais equipados com câmeras vão entrar no prédio isolado, escoltando uma autoridade do Ministério da Saúde. Lá dentro, surpresas os aguardam…

É difícil falar muito sem spoilers. Mas posso dizer que há uma grande reviravolta na história, logo no começo do filme. Aquilo que vimos no primeiro filme não é exatamente o que pensávamos!

Ah, sim, como o primeiro filme, [Rec] 2 continua usando somente a câmera subjetiva. Tudo o que passa na tela é filmado pelos atores. E, como acontece no primeiro filme, o roteiro sabe muito bem utilizar este artifício.

Por uma opção narrativa, a segunda parte do filme é um pouco mais lenta que a primeira (é difícil falar mais sem soltar spoilers!). Mesmo assim, o filme nunca fica chato. E reserva uma boa surpresa para o fim!

Os diretores são os mesmos do primeiro filme, Jaume Balagueró e Paco Plaza. Espero que mantenham a equipe para a terceira parte!

6 outubro, 2008

[REC]

[REC]

Em abril deste ano vi um dos melhores filmes de terror da minha vida. Um filme desconhecido, espanhol. Na época, só estava disponível pela internet.

Quando soube que ia passar no Festival, pensei: “opa, boa oportunidade de ver esse filme numa tela grande!” E fui pro cinema, mesmo já tendo visto o filme duas vezes antes na tv. Afinal, todos sabemos que a sensação de ver um filme na sala escura e na tela grande é muito melhor.

Vou copiar parte do texto que escrevi aqui mesmo em 8 de abril:

Sabe aquela idéia de câmera na mão e não atores na tela? Depois de reality shows na tv, inventaram o “reality cinema”. O primeiro que conheço é do início dos anos 90, um filme belga chamado Aconteceu Perto de Sua Casa, que mostra uma equipe filmando um assassino profissional. Anos depois Hollywood copiou a idéia e fez A Bruxa de Blair, e ainda tentou vender a história como se fosse verdade! E agora, esse ano, estreou o médio Cloverfield, que leva a idéia pro filme catástrofe; além de Diário dos Mortos, ótimo filme de zumbis do mestre George Romero.

Bem, como o mestre Tarantino nos ensinou, uma boa idéia pode ser reaproveitada, desde que haja talento por trás das câmeras. E acredito que dessa vez os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza se superaram. Um bom filme de terror espanhol já não é novidade há tempos, vide o recente excelente O Orfanato, dentre outros.

(Aliás, esse nome Jaume Balagueró não é desconhecido por aqui, ele dirigiu A Sétima Vítima, com Anna Paquin, que, apesar de parecer Hollywoodiano, é espanhol.)

Angela é uma repórter de tv, de um programa noturno, que vai acompanhar a noite de uma equipe de bombeiros. Junto com o câmera e dois bombeiros, vão até um pequeno prédio ver uma emergência – e são trancados lá dentro, junto com dois policiais e alguns moradores.

Os personagens não sabem o que está acontecendo, e nós também não. Vamos descobrindo aos poucos, e, pela câmera de tv, nem sempre conseguimos ver tudo.

Medo. Há muito tempo heu não sentia medo depois de ver um filme. A situação vivida pelos personagens é claustrofóbica e desesperadora, há um perigo ali do lado, e ninguém sabe o que é. E Angela e seu câmera, imbuídos de espírito jornalístico, filmam tudo, pra poder denunciar depois o que está acontecendo.

Recomendo fortemente! Principalmente porque já sei que a refilmagem americana, Quarantine, já está pronta…

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