Blog do Heu

20 dezembro, 2011

Missão Impossível 2

Crítica – Missão Impossível 2

Vamos ao segundo filme da série!

Desta vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) precisa encontrar e destruir o vírus Chimera. Mas terroristas liderados por um ex-colega de Hunt roubaram a cura e também querem o vírus.

Assim como o primeiro filme tinha a cara de seu diretor Brian De Palma, este segundo segue a mesma fórmula. Missão Impossível 2 é um “puro John Woo”!

Missão Impossível 2 tem tudo o que se espera de um filme do diretor chinês. Todos os clichês estão presentes: muita câmera lenta, um antagonista parecido com o protagonista (os dois trabalhavam juntos), várias cenas com o mocinho atirando com uma arma em cada mão e – claro – pombos voando!

(Heu arriscaria dizer que Tom Cruise deixou o cabelo crescer para ficar melhor na câmera lenta de Woo!)

Claro, o resultado foi um filme muito mais exagerado que o primeiro. Se o filme de De Palma era mais sério e cerebral, esta segunda parte nunca se leva a sério, e tudo aqui é propositalmente acima do tom. Um prato cheio para quem gosta do estilo de John Woo – um dos melhores diretores de filmes de ação da história do cinema.

No elenco, mais uma vez, o filme é de Tom Cruise. Inclusive, diz a lenda que foi ele que fez o trabalho de dublê – pelo menos a cena no início, a da escalada, era o próprio Cruise. Ele estava com os cabos de segurança, que foram apagados digitalmente, mas era ele mesmo.

Além de Cruise, o único ator do primeiro filme que também está aqui é Ving Rhames. O resto é novidade: Anthony Hopkins (não creditado, assim como Emilio Estevez no primeiro), Thandie Newton, Dougray Scott, Richard Roxburgh, Rade Serbedzija, William Mapother e Dominic Purcell. Aliás, não é só o elenco que é novo, todo o filme é construído para ser independente do primeiro (o mesmo acontece com o terceiro, você não precisa ver os filmes anteriores para acompanhar a história).

Parece que Woo queria um filme de mais de 3 horas de duração. Como os produtores bateram o pé pra ficar com 2 horas (foram 2h3min, no fim), já vi gente reclamando de falhas no roteiro. Mas heu não achei nada tão grave – o único “problema” de Missão Impossível 2 é seu exagero. Mas isso faz parte do “pacote”!

Excelente continuação! E, em breve, falo aqui sobre o terceiro!

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Missão Impossível
A Outra Face
Bala na Cabeça

6 janeiro, 2010

Bala na Cabeça

Filed under: Ação,Filme Chinês,John Woo,Tony Leung — Helvecio @ 7:30 pm

Bala na Cabeça

O que falar de um dos melhores filmes de John Woo em sua fase pré hollywoodiana? Aliás, um dos melhores filmes já feitos no oriente?

Hong Kong, 1967. Ben (Tony Leung), Frank (Jackie Cheung) e Tom (Waise Lee) são amigos inseparáveis. Até que, por causa de um problema com uma gangue, resolvem fugir para o vizinho Vietnã, e acabam envolvidos com a guerra.

As cenas de ação deste clássico de 1990 são fantásticas. Muitos tiros, muitas explosões, e, como era de se esperar em se tratando de Woo, muita câmera lenta.

Aliás, é bom ressaltar: o ritmo dos filmes asiáticos é diferente de Hollywood. Duvido que alguém termine de assistir este filme e não fique cantarolando a musiquinha tema páá pááá páá páááá… Páá páá páá páá páááá…

“Bala na Cabeça” tem uma coisa que Hollywood nunca imaginou: a guerra do Vietnã como algo que pode acontecer por acidente, afinal, a distância entre os EUA e o sudeste asiático é muito grande. Mas Woo sabe que Hong Kong é ali do lado, e usou isso para transformar um excelente filme de ação num épico de guerra. De repente, estamos diante de um novo “Franco Atirador”!

“Bala na Cabeça” era para ter três horas de duração. Depois de se estabelecer em Hollywood (em 93), a ideia de Woo era tentar recuperar os negativos não utilizados no corte final numa “versão do diretor”. Pena que estes negativos foram jogados fora…

Recentemente Woo voltou para a China, depois de 15 anos em Hollywood, e fez o épico “A Batalha dos 3 Reinos“, já comentado aqui no blog. Deve estrear em breve nos cinemas brasileiros.

“Bala na Cabeça” é obrigatório para quem quiser conhecer o cinema de ação asiático. E também obrigatório para os fãs de John Woo!

(fiquei com vontade de rever “The Killer”, outro John Woo da fase asiática…)

10 outubro, 2009

A Batalha dos 3 Reinos

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A Batalha dos 3 Reinos

E viva o Festival do Rio! Consegui ver, no mesmo dia, dois filmes novos e inéditos, de dois dos meus diretores favoritos: Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e John Woo (este A Batalha dos 3 Reinos)!

A Batalha dos 3 Reinos é baseado na história real da batalha que levou ao fim a dinastia Han, 208 DC. Cao Cao, primeiro ministro do norte, resolve atacar as forças rebeldes do sul. Sun Quan e Liu bei então unem suas forças contra o poderoso exército de 800 mil homens de Cao Cao.

Sou fã do John Woo há tempos, desde antes dele ir para os EUA. Gosto muito de filmes como Bala na Cabeça e The Killer (vi ambos no cinema). Foi Jean Claude Van Damme quem o “importou” para Hollywood, para juntos fazerem O Alvo – um dos melhores filmes da carreira de Van Damme. Foi nos EUA que Woo fez sua obra-prima, na minha humilde opinião: o maravilhoso A Outra Face. Desde 1992, Woo não filmava na China.

Não sei o que fez Woo voltar para a China – será que foram os filmes recentes, mais fracos, como Códigos de Guerra (2002) e O Pagamento (2003)? Não sei a resposta, mas vemos que a mudança de volta ao país natal foi cheia de pompa e circunstância. A Batalha dos 3 Reinos é um filmão, um épico à moda antiga, daqueles que entram para a história pela sua grandiosidade.

Não dá pra gente saber quais cenas foram filmadas com gente e quais usaram cgi. Bem, algumas são um pouco óbvias, como aquela que mostra centenas de navios de guerra ao longo do rio, ou o fantástico travelling seguindo o pombo.

(Filmes do John Woo têm algumas características, uma espécie de “assinatura”. Uma delas é que sempre tem um pombo voando em câmera lenta. Até em Missão Impossível 2 Woo conseguiu encaixar seus pombos!)

Mesmo assim, desconfio que boa parte do filme tenha sido com gente de verdade e não efeito de computador. Digo isso porque o exército chinês emprestou 100 mil soldados para atuarem como extras no filme.

Espero não parecer preconceituoso com o meu próximo comentário, mas o único problema que achei é que, no meio das batalhas, fica difícil saber quem é quem, quem está de qual lado. Não é preconceito não, mas achei eles quase todos parecidos entre si…

Ah, sim, as batalhas! Sabe o inigualável “estilo John Woo de usar a câmera lenta”? Agora imagine isso no meio de uma batalha com centenas de guerreiros. O resultado é fantástico!

Esta versão que chegará aos cinemas brasileiros tem pouco mais de duas horas. Mas existe outra versão, de quatro horas, com dois filmes de duas horas cada, lançada no mercado asiático. Os produtores acharam que era melhor fazer uma versão mais curta para ser lançada no ocidente, já que poucas pessoas por aqui conhecem os personagens e eventos, e vários dos personagens têm nomes parecidos.

Enfim, digo e repito: filmão. Para ver no cinema, quando lançarem!

4 fevereiro, 2009

A Outra Face

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A Outra Face

John Travolta e Nicolas Cage trocando de rosto? A idéia parece absurda. Mas, além de absurda, é genial!

No fim dos anos 80, o diretor chinês John Woo começou a chamar a atenção de Hollywood com filmes como The Killer e Bala na Cabeça. O seu estilo era inconfundível: muitos tiroteios, muitas explosões, tudo muito estilizado, usando muita câmera lenta. E sua assinatura: em algum momento do filme, há pombas voando, também em câmera lenta.

John Woo foi “importado” para Hollywood em 93 por Jean Claude Van Damme, para dirigir O Alvo (que acabou sendo um dos melhores filmes deste). E, em Hollywood, Woo virou diretor de primeira linha.

E em 97, Woo lançou sua obra-prima: A Outra Face.

A trama é inverossímil. Um grande agente do FBI (Travolta) persegue um grande terrorista (Cage). Quando o terrorista é preso e entra em coma, o agente, para conseguir informações sobre uma bomba escondida, faz uma cirurgia para trocar de rosto com o bandido. Mas este acorda do coma e pega o rosto do mocinho. E assim, mocinho e bandido trocam de lugar – e só eles sabem disso.

Esqueça a lógica! Afinal, Travolta precisava de reduzir o peso pra ser Cage, mas este não precisava engordar pra ficar no lugar daquele! Isso dentre outras incoerências.

Mas a graça do filme é justamente a forma, e não o conteúdo. E que forma! São várias seqüências antológicas, como logo no início do filme, com Cage chegando ao seu jato particular e sendo perseguido por Travolta; ou o tiroteio ao som de Somewhere Over the Rainbow; ou ainda a fantástica cena final nas lanchas.

O elenco está ótimo. Travolta e Cage se revezam nos papéis de mocinho e vilão. A cena que ambos estão com as armas apontadas um para o outro, com um espelho entre os dois (ou seja, cada um vê o outro através do próprio reflexo) é genial. E ambos fizeram laboratório um com o outro, estudando os detalhes para a hora de trocar de lugar. Completam o elenco Joan Allen, Gina Gershon, Dominique Swain e Alessandro Nivola.

As pombas voando em câmera lenta? Estão lá, em mais uma seqüência antológica, desta vez na igreja!

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