Arquivo da categoria: Sexo Explícito

No Bosque

No Bosque

A sinopse deste filme grego fala algo como “três jovens, dois rapazes e uma moça, realizam uma jornada natureza adentro”, blá blá blá. Mas aí heu pergunto: existe sinopse quando um filme não tem história nenhuma?

No Bosque é uma sucessão de cenas desconexas sem sentido!

Me lembrei daquela picaretagem do Lars Von Trier, o Dogma 95, um movimento anti Hollywood que pregava o não uso de tripés, de luz artificial e de música a não ser que alguém estivesse tocando. O resultado foi uma meia dúzia de filmes toscos e desnecessários.

Aqui é assim. A começar pelo formato da tela, já vemos logo de cara que é uma produção em vídeo. Câmera tremendo, muito close, imagens fora de foco, longos e entediantes planos… Rolam muitas cenas sem diálogos e também sem sentido.

E, pra confirmar a picaretagem, ainda rolam duas cenas de sexo explícitas – gay, diga-se de passagem – completamente desnecessárias…

No Bosque esteve no Festival de Rotterdam 2010. Não conhecia este festival, mas agora sei que não é boa referência.

Lixo. Fujam! Desculpem o trocadilho, mas, fujam para as montanhas, mas não passem pelo bosque!

Srpski film – A Serbian Movie

Srpski film – A Serbian Movie

De vez em quando aparecem por aí uns filmes realmente chocantes. Srpski Film (ou A Serbian Movie) é um deles.

Srpski Film fala de uma lenda urbana da história do cinema: os snuff movies. Um snuff é um filme de sexo onde aconteceria uma morte real. Só que até agora ninguém provou a existência de um snuff

(Com a popularização da internet, já vi sites que mostram supostas mortes reais. Mas confesso que nunca parei pra prestar atenção se é de verdade ou fake…)

A trama de Srpski Film mostra Milos (Srdjan Todorovic), outrora um dos maiores atores pornôs, agora aposentado e em crise financeira. Ele recebe uma proposta para voltar e fazer apenas um filme e ganhar um bom dinheiro e não se preocupar com o futuro. O problema é que não dizem qual o estilo da sua nova produção.

O filme é casca grossa. Violência, tortura, necrofilia, pedofilia… O diretor Srdjan Spasojevic pega pesado nas cenas chocantes – inclusive, o sexo é quase explícito. E o melhor de tudo é que tudo isso está inserido no contexto do filme, nada é gratuito.

Gostei da narrativa da segunda parte do filme. Milos é drogado e acorda três dias depois, e começa a refazer os seus passos para tentar se lembrar do que aconteceu. E a cada passo, a história fica mais pesada, até chegarmos na parte final do filme, um soco na cara do espectador. Causa um desconforto daqueles que dura por dias. Senti algo parecido depois de ver Saló e Irreversível (ambos no cinema).

Por ser um filme extremamente desconfortável, não recomendo Srpski Film para ninguém. Mas reconheço que é um filme muito bom dentro do que se propõe.

Último comentário: baixei uma versão “screener”, com marca d’água durante todo o filme, e algumas vezes aparece escrito na tela “property of Contra Films”. Normalmente, sou contra ver filmes assim, perfiro esperar por versões melhores, mas, um filme desses, não sei quando aparecerá uma outra versão…

Anticristo

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Anticristo

Mais uma picaretagem assinada pelo diretor dinamarquês Lars von Trier. Poucas vezes na minha vida vi um filme tão picareta!

O fiapo de história: um casal que acabou de perder o filho vai para uma cabana no meio de uma floresta para tentar recuperar o casamento em crise.

Ok, nem tudo no filme vai direto para o lixo. Algumas imagens são realmente muito bonitas, e o casal de atores Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg manda bem. Mas isso não atenua o fato: o filme é muito ruim!

Logo no início, na primeira cena, von Trier mostra que seu único objetivo é chamar atenção. O casal está transando no chuveiro, numa bela cena em câmera lenta e fotografada em preto e branco – muito bonita a cena, de verdade, não é ironia. Aí, do nada, um close de sexo explícito! Completamente gratuito! Tem gente cabeça que gosta de enxergar mensagens subliminares em filmes também cabeça, né? Bem, para mim, a mensagem aqui está clara. O diretor está dizendo: “por favor, preste atenção em mim, já que meu filme não tem qualidades, vou inserir uma polêmica gratuita!”

Falei “mais uma picaretagem” lá em cima, não falei? Nos anos 90, Lars von Trier lançou o manifesto anti-Hollywood “Dogma 95″, lembra? E fez um filme segundo as regras do manifesto, Os Idiotas. E, tchã-rã! Lá estava outro sexo explícito sem propósito…

Anticristo está cheio destas “polêmicas gratuitas”. Será que a famosa cena de mutilação vaginal tem algum sentido? Vejamos, a mulher está passando por um grande sofrimento, então pega uma tesoura e mete nas partes íntimas… Bem, para mim não faz sentido. Tampouco faz sentido o cara ter a pena perfurada e não acordar de dor!

Realmente, o filme só vale a pena para quem quiser ver a Charlotte Gainsbourg nua. Isso acontece várias vezes…

O Pornógrafo

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O Pornógrafo

Houve um tempo em que heu via muito mais filmes cabeça. Hoje em dia tenho sido mais seletivo, minha paciência pra esse estilo não tem andado boa…

Mas a história desse aqui me chamou a atenção. Um ex-diretor de filmes pornô quer voltar a filmar, para fazer o filme que sempre quis: uma caçada, onde quem seria caçado seria uma mulher. E então vemos os bastidores disso. Inclusive, com algum sexo explícito rolando na tela.

Um bom roteirista aliado a um bom diretor poderia usar esse argumento e fazer um filme bem legal. Mas não é o caso. É um filme cabeça. E chaaato…

Em vez de termos uma história interessante, vemos longos planos de paisagens, em silêncio. E também longos planos da cara do ator Jean Pierre Leaud, o diretor, pensativo, também em silêncio. Planos longos em silêncio é algo cabeça…

O pior é que tem espaço pra coisas interessantes. Existe um conflito entre o diretor e outro cara, aparentemente é o produtor, e que quer palpitar no estilo de filmagem. Mas esse conflito é deixado de lado. Assim como também são deixados de lado detalhes de problemas com o elenco.

Em vez disso, o enfoque cai para uma desinteressante sub trama do relacionamento do diretor com o seu filho, que se afastou quando descobriu que o pai trabalhava com a indústria pornô…

Ah, sim, tem o sexo explícito! O povo cabeça gosta de um sexo explícito, né? Bem, são apenas duas cenas. A segunda nem sei se conta como sexo explícito, é lááá longe, não dá pra ver muita coisa. Já a primeira, com a atriz pornô Ovidie, é realmente explícita e importante para a trama. Ou melhor, seria importante se a trama desse bola pro conflito diretor vs produtor. Sem o conflito, ficou apenas uma cena jogada… Ficou parecendo jogada de marketing, tipo “ei, vejam o meu filme, ele tem sexo explícito!”. Afinal, cena de sexo por cena de sexo, existem filmes específicos pra isso que funcionam bem melhor!

Aliás, é curioso ver um filme cabeça, cheio de situações cabeça, e, que, ao recriar um diálogo de filme pornô, usa todos os clichês de sempre. Quando a mulher fala pros vaqueiros que quer ver a “pistola deles”, bem, heu já vi diálogos melhores em filmes pornôs de verdade!

Chaaato…

Pink Flamingos

pinkflamingos

Pink Flamingos

Existem alguns filmes que entram pra história por serem mais chocantes do que a média. As décadas passam, e esses filmes continuam tão chocantes como na época de seus lançamentos. Filmes como Saló, do Pasolini; ou o quase amador Cannibal Holocaust, ainda impressionam mesmo hoje em dia, num mundo com “menos inocência”.

Pink Flamingos, de John Waters, está nessa lista. É talvez o filme mais bizarro e nojento da história!

O travesti Divine, figurinha fácil nos filmes de John Waters, interpreta a si mesmo. Mora num trailer com a mãe e um casal de filhos, e se orgulha de ter o tíltulo de “the filthiest person alive” – algo como “a pessoa mais obscena viva”. Mas esse título é almejado por um casal que sequestra e engravida jovens – que ficam acorrentadas no porão – para vender seus filhos recém-nascidos para casais de lésbicas.

Bizarro, não? E você ainda não viu nada. A mãe de Divine vive  só com roupas de baixo, dentro de um cercadinho de crianças e só come ovos. O filho faz sexo com uma mulher e uma galinha viva entre os dois, enquanto a irmã se excita assistindo. No meio do filme tem a festa de aniversário de Divine, onde rola, dentre outras coisas, uma cabeça de porco, canibalismo e… hum… como posso dizer… bem, no imdb ele é chamado de “Singing Asshole”…

A cena mais famosa do filme é onde vemos Divine comendo as fezes de um cachorrinho. Sem cortes. Mas a única cena que John Waters se arrepende de ter filmado é uma cena explícita de sexo oral incestuoso…

Mas, diferente do clima sério, pesado e deprimente dos dois filmes que citei lá em cima (SalóCannibal Holocaust), Pink Flamingos é divertido. As atuações são caricatas e exageradas, a câmera é meio mambembe. É tão exagerado que pode ser até engraçado, se você entrar no clima.

Definitivamente não é pra qualquer um. Mas é obrigatório para aqueles que querem conhecer mais a fundo a história da perversão e bizarria no cinema.

Shortbus

shortbus

Shortbus

Em Nova York, uma terapeuta de casais que nunca teve um orgasmo descobre, através de um casal gay de pacientes, um clube de sexo (o Shortbus do título) onde vale tudo. Orgia, homossexualismo masculino e feminino, travestis, sexo a três, sadomasoquismo… Cada personagem está lá para se descobrir e se explorar.

O filme tem varias cenas de sexo explícito… As “perversões” mostradas no Shortbus estão todas lá, jogadas na tela, na cara do espectador. Se por um lado isso é interessante, por não usar a hipocrisia hollywoodiana (onde os casais fazem sexo cobertos pelo lençol, e depois este lençol cobre os seios dela mas deixa o peito dele a mostra), por outro lado me parece sensacionalismo. Algo feito de propósito pra chamar a atenção sobre o filme.

Gostei não. Me parece uma desculpa pra gente cabeça ver filme pornô… Não seria mais honesto pegar numa locadora, ou baixar no emule? Tem filmes pornôs melhores por aí, de varios estilos diferentes, e que mostram mais coisa explícita…

De vez em quando aparece no mainstream um filme desses, com cenas de sexo explícito. E quase sempre é o que mais chama atenção sobre o filme. Neste caso em particular, pelo menos as cenas não são gratuitas, elas têm uma razão para estar lá. Mas me pergunto se este filme “sobreviveria” sem estas cenas. Acredito que o burburinho em torno do filme vai se formar única e exclusivamente por causa do sexo…

Não que tenha sido um filme ruim, como por exemplo foi o Destricted, que passou no Festival do ano anterior, e tinha sequencias onde a picaretagem era tão explícita quanto o sexo. Shortbus tem algumas sequências muito boas, situaçõoes divertidas, uma historia até interessante. Mas nada além disso.

Uma das cenas, a do hino nacional, me lembrou Borat, em sua sequência mais grotesca, quando os dois estao nus correndo pelo hotel. Aqui a cena é bem mais explícita, mas tão engraçada (e grotesca) quanto. E ambas as cenas têm que ser vistas, não dá pra explicar escrevendo…

Em suma, um filme que pode até ser interessante, mas não vai mudar a vida de ninguém.

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