Meu Nome É Modesty Blaise

Meu Nome É Modesty Blaise

Quem não se lembra de John Travolta no banheiro do restaurante, em Pulp Fiction, lendo uma revista em quadrinhos da Modesty Blaise? Aí, anos depois, aparece um dvd com “Quentin Tarantino apresenta Meu nome é Modesty Blaise” escrito na capa. Animador, né?

Nada. Mais uma decepção.

Em primeiro lugar, preciso falar que não conheço os quadrinhos. Então não posso julgar o quanto está fiel ou não. Mas sei que Modesty Blaise é uma espiã, uma espécie de versão feminina do agente secreto 007. Então esperamos um filme nesta linha, certo? Meio Missão Impossível, meio 007, com um toque de Lara Croft…

Nada disso. Na verdade, o filme é um grande prólogo. Modesty Blaise trabalha num cassino, que é assaltado. O líder dos bandidos passa quase o filme todo conversando com Modesty. Conhecemos o seu passado, quem é ela e como chegou onde está. E só. Ou seja, vemos um prólogo, para uma série de filmes ou de tv que aparentemente nunca virá…

Tarantino? Está como produtor executivo, só colocaram o nome dele pra vender o filme. Mais ou menos como em O Albergue.

A única coisa boa do filme é a duração, menos de uma hora e 20. Pelo menos não é longo demais. Mas, mesmo assim, pode ser sonolento. Deve agradar aos fãs de Modesty Blaise, e só.

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Um pensamento sobre “Meu Nome É Modesty Blaise

  1. aladinm 3 junho, 2017 às 12:49 am Reply

    Às vezes, o que nos faz gostar ou não de um filme é a expectativa que temos em relação a ele.
    Encontramos a “007 feminina” no filme MODESTY BLAISE de 1966, com Monica Vitti,. Um filme do qual nunca consegui gostar, apesar de querer gostar.
    Este aqui de 2004 é um filme da “Escola Tarantino”. Alguma ação? Sim, mas o foco principal está nos diálogos e na interação entre os personagens.
    Esqueça agentes secretos e missões impossíveis e teremos um filme de baixo orçamento que entretêm, diverte em alguns momentos, sem agredir a inteligência do espectador.
    Fica um gostinho de “ok… que comece a aventura”, mas é um bom filme cujo maior erro foi usar o nome e o carisma de uma personagem conhecida. O filme poderia ter se chamado “Mia Wallace”, por exemplo.

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